10
Fev 13

Seguro diz que se for reeleito líder será o candidato do PS a primeiro-ministro

António José Seguro frisou, este domingo, que, se voltar a ser reeleito pelos socialistas para o cargo de secretário-geral, será por essa via o candidato do PS a primeiro-ministro nas próximas eleições legislativas.

"Eu sou candidato [a secretário-geral do PS]. Se houver outros camaradas meus que também o queiram ser, têm toda a legitimidade e todo o tempo para se prepararem para esse congresso", declarou António José Seguro em conferência de imprensa, no final da Comissão Nacional do PS.

Neste contexto, António José Seguro referiu-se ao percurso que seguirá o seu partido até ao final da presente legislatura.

"É em nome das minhas ideias, das minhas convicções e dos valores do partido que eu me apresento como candidato à liderança do PS. Por essa via, se vier a merecer como espero a confiança dos socialistas, [serei] o candidato do PS a primeiro-ministro nas próximas eleições legislativas", acentuou.

Interrogado sobre o facto de ter afirmado que o próximo congresso do PS será o último antes das eleições legislativas, previstas para 2015, António José Seguro frisou que o seu partido "rege-se por estatutos aprovados democraticamente".

"O próximo congresso será o congresso que antecede as próximas eleições legislativas. O prazo para a apresentação de candidaturas à liderança do partido termina no final deste mês. Querem mais clareza, abertura e transparência?" questionou o líder socialista, dirigindo-se aos jornalistas.

António José Seguro disse que algumas das suas propostas "levam tempo a serem apreendidas", dando como exemplo o facto de Portugal precisar de mais tempo para cumprir o seu programa de ajustamento.

Sobre a posição de consenso assumida pelo presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, durante a Comissão Nacional do PS, o líder socialista salientou que não negociou com ninguém o documento estratégico do seu partido.

Não negociei com ninguém e não houve exigências de ninguém. O que resulta daqui não é nenhum acordo. Ouvi vários dirigentes do PS, entre os quais António Costa, vários militantes e vários simpatizantes - e este documento é a expressão desses contributos e do que considero que é hoje o melhor posicionamento do PS face aos problemas do país", advogou.

António José Seguro referiu que o documento tem três dimensões, apresentado uma "realidade de grandes problemas e de grandes sacrifícios".

"Nesse documento apresentamos uma alternativa à estratégia de empobrecimento seguida pelo Governo e o nosso objetivo de mobilizar os portugueses", acrescentou.

fonte:http://www.jn.pt/


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29
Jan 13

Direção do PS acusa António Costa de "deslealdade"

A direção do PS reagiu, esta terça-feira, em bloco, considerando que a possibilidade de António Costa se candidatar a secretário-geral do partido, em simultâneo com a candidatura à Câmara de Lisboa, representa uma "deslealdade".


Estas posições foram assumidas pelo porta-voz do PS, João Ribeiro, e pelo secretário nacional para a Organização, Miguel Laranjeiro, à entrada para a reunião da Comissão Política dos socialistas.

Recorde-se que António Costa prepara-se para anunciar que se candidatará a secretário-geral do PS e à Câmara de Lisboa.

Perante este cenário, o porta-voz dos socialistas comentou: "É uma deslealdade nunca vista. Costumávamos assistir a isto no PSD, mas no PS não havia registo histórico", afirmou João Assunção Ribeiro.

No mesmo sentido, Miguel Laranjeiro falou "em desrespeito" pelos militantes que estão envolvidos na preparação das eleições autárquicas e, também, "em deslealdade".

"Trata-se de uma deslealdade em relação à direção do partido e em relação ao secretário-geral. Há milhares de militantes a darem o seu melhor e não mereciam isso", afirmou, numa nova crítica dirigida ao presidente da Câmara de Lisboa.

fonte:http://www.jn.pt/P


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