30
Abr 13

Pingo Doce nega descontos de 50% em todos os produtos

Campanha no 1.º de Maio no ano passado encheu os 369 supermercados da Jerónimo Martins, mas a empresa diz que a promoção foi “única, excepcional e irrepetível”.

Um ano depois de ter surpreendido o país com uma campanha de 50% de desconto em todos os produtos, em compras superiores a 100 euros, a cadeia de supermercados Pingo Doce nega repetir a dose.

“A campanha que o Pingo Doce fez no dia 1 de Maio de 2012 foi única, excepcional e irrepetível nos termos em que ocorreu”, diz um comunicado oficial da empresa. Os boatos de uma promoção, da mesma dimensão, já circulam nas redes sociais e o Diário Económico escreve que está em preparação uma megacampanha. Foi pedido aos funcionários que chegassem mais cedo ao local de trabalho e as chefias já terão sido informadas da nova acção, refere o jornal.

O gabinete de imprensa da Jerónimo Martins não confirma a informação e remete esclarecimentos para o comunicado, onde explica que a campanha do 1.º de Maio de 2012 assinalou o início de uma nova estratégia de negócio, onde os descontos ganharam lugar de destaque.

“Procuramos, desde então, e semana após semana, oferecer oportunidades únicas de poupança real e imediata, onde, a título de exemplo, se inclui a campanha actualmente em vigor de 25% de desconto imediato em todo o peixe e num conjunto alargado de outros produtos”, lê-se. Desde Maio do ano passado que o Pingo Doce passou a apostar nas promoções semanais em categorias específicas de produtos, em vez de ter preços mais fixos.

A promoção do 1.º de Maio, aplicada em compras superiores a 100 euros, custou à Jerónimo Martins dez milhões de euro,s mas ajudou o grupo a aumentar as vendas em 2,4% no segundo trimestre de 2012, depois de um início de ano com quebras de 0,8%, em comparação com o mesmo período de 2011 (e tendo em conta o mesmo número de lojas).

Em Agosto, a Autoridade da Concorrência (AdC) condenou o Pingo Doce a pagar uma coima de 29.927,88 euros por vendas com prejuízo devido a 15 contra-ordenações praticadas durante a campanha inesperada. Depois de uma fiscalização da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, a AdC concluiu que foram vendidos 15 produtos com prejuízo, nomeadamente açúcar, arroz, vinho, leite, café, flocos de cereais ou fraldas.
 

fonte:http://www.publico.pt/


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30
Ago 12

Descontos de 50% do Pingo Doce salvam retalho alimentar

As vendas dos grupos de grande distribuição caíram 0,4% no segundo trimestre. A subida do ramo alimentar foi insuficiente para impedir a queda.

A campanha de 50% de desconto promovida pelo Pingo Doce no feriado do 1º de Maio foi decisiva para o crescimento de 2,2% registado nas vendas do retalho alimentar no segundo trimestre. "Vemos neste número [crescimento de 2,2%] o impacto dessa acção promocional desse nosso associado", explica a directora-geral da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED), Ana Isabel Trigo de Morais, ao Diário Económico.

A mesma responsável explica que a campanha do Pingo Doce foi acompanhada pela "restante dinâmica promocional que é comum a todos os operadores do sector e faz crescer o mercado".
O aumento da inflação, o agravamento da taxa de IVA nalgumas categorias alimentares e a alteração dos hábitos de consumo alimentar são também responsáveis pelo desempenho positivo do ramo alimentar, cujo volume de vendas ascendeu a 2.844 milhões de euros no período entre Abril e Junho, de acordo com o "Barómetro de Vendas do 2º Trimestre de 2012", divulgado ontem pela APED. 

fonte:http://economico.sapo.pt/

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28
Ago 12

Multibanco: Pingo Doce promete preços mais baixos

É já neste sábado que começam as novas regras nas lojas Pingo Doce: as compras de valor inferior a 20 euros só poderão ser pagas com dinheiro. O cartão multibanco terá de ficar na carteira, à espera de gastos mais avultados. 

A medida, destinada a combater as taxas de custo de pagamento - que rondaram, em média, os 318 milhões de euros nos últimos quatro anos, de acordo com a APED -, mereceram as críticas da DECO e os avisos do Fisco. 

A associação de defesa dos consumidores considerou, em entrevista à Agência Financeira, que a decisão da Jerónimo Martins, dona do Pingo Doce, é um retrocesso nos hábitos de compra dos portugueses e lembrou o porta-moedas eletrónico, uma ideia do passado que pode agora ter um novo fôlego.

As Finanças, por seu turno, garantiram vigilância apertada às empresas que deixem de ter pagamentos com cartões multibanco ou com restrição ou redução significativa dos seus movimentos.

Algo que não parece preocupar o grupo Auchan, dono doJumbo, que se revelou um apoiante da medida avançada pela Jerónimo Martins e admitiu fazer o mesmo, sem, no entanto, avançar uma data.

Para já, no Pingo Doce parece estar tudo a postos. O grupo de Soares dos Santos estima poupar «mais de cinco milhões de euros» por ano com estas limitações no uso dos cartões bancários, prometendo compensar os clientes com um«reforço do investimento em preço» e «continuando a oferecer aos seus clientes oportunidades de poupança real e imediata», segundo disse fonte oficial do grupo à AF.

Promessas de baixar os preços - sem dizer quando ou em que valores - ao mesmo tempo que os funcionários das lojas e do serviço de apoio ao cliente já estão, segundo a mesma fonte, «preparados para esclarecer todas as questões dos clientes».

Aos consumidores, o Pingo Doce tem juntado, desde a semana passada, ao talão de compra um folheto informativo explicando «as razões» que o levaram a tomar esta decisão. 

Avisos que chegam, também, diretamente a todos que pretendam fazer pagamentos com cartão inferiores a 20 euros - «São alertados para o facto de, a partir do dia 1 de setembro, inclusive, apenas poderem fazer esses pagamentos em dinheiro», garantiu à AF a fonte oficial do grupo. 

Em paralelo, a associação de restauração e hotelaria, a AHRESP, está a desenvolver, juntamente com a PT, a possibilidade de se efetuarem pagamentos com o telemóvel. Um projeto que deverá entrar em vigor no próximo ano.

Também numa reação à decisão da Jerónimo Martins, a Unicre, empresa emissora e gestora de cartões de pagamento, admitiu estar a levar a cabo um «esforço considerável» para reduzir as taxas aplicadas, enquanto a SIBS, que gere o Multibanco em Portugal, acusa o Pingo Doce de estar a «afetar o bem-estar das famílias».

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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24
Ago 12

Pingo Doce admite recuar nos limites ao Multibanco

A decisão do Pingo Doce de não aceitar pagamentos até 20 euros com cartões de crédito e débito, que entrará em vigor a 1 de Setembro, pode não ser definitiva. «Como todas as decisões de gestão, esta medida irá ser monitorizada. Caso as circunstâncias que levaram à tomada de decisão se alterem, o Pingo Doce reavaliará esta posição», explicou ao SOL fonte oficial da Jerónimo Martins, dona desta rede de supermercados, sem avançar prazos.

Além das taxas cobradas pelas transacções – onde a empresa espera poupar cinco milhões de euros anuais – a decisão divulgada esta semana prende-se também com questões técnicas, diz a retalhista. «No momento em que se efectiva o pagamento não há a possibilidade de tratar de forma diferenciada os cartões de débito e os cartões de crédito», exemplifica.

O grupo argumenta que tentou encontrar soluções junto da Unicre e da SIBS, que gerem estes sistemas, mas que essas entidades «recusaram resolver esta questão». A mesma fonte avançou ainda que a limitação no uso do ‘dinheiro de plástico’ se estende aos pagamentos nos mais de 30 restaurantes, cafés e parafarmácias do Pingo Doce.

O valor das taxas cobradas pelas operações com cartões, consideradas excessivas pelos retalhistas, é uma luta antiga que já foi analisada pela Autoridade da Concorrência (AdC) em 2003 – na sequência de uma queixa da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) –, entretanto arquivada.

Agora, questionada pelo SOL, a entidade liderada por Manuel Sebastião admite voltar a olhar para o assunto, esperando apenas directivas europeias.

Concorrência vai intervir

«A AdC está acompanhar o desenvolvimento deste processo ao nível da União Europeia, aguardando a definição da posição final da Comissão Europeia [CE] que permita sustentar bem uma actuação com segurança jurídica ao nível nacional», respondeu ao SOL o regulador, por escrito.

Actualmente, a CE e o Banco Central Europeu, em conjunto com a banca e os governos da União Europeia, estão a trabalhar na criação da Área Única de Pagamentos em Euros (SEPA, na sigla em inglês). Esta iniciativa – cujo calendário propõe a total aplicação até ao fim de 2013, embora o prazo ainda não esteja fechado – pretende criar um conjunto harmonizado de regras nos serviços de pagamentos na União Europeia.

«A AdC está também a acompanhar o mercado nacional dos cartões de pagamento, de forma a dispor de informação actualizada sobre a tendência de evolução das taxas praticadas no nosso país pela utilização de cartões de pagamento, quer do ponto de vista dos comerciantes, quer do ponto de vista dos titulares dos cartões», continua.

Ao mesmo tempo, corre no Tribunal de Comércio de Lisboa um processo lançado no final de 2011 pela APED. Depois de conhecer a decisão, e caso não seja, favorável, a APED admite recorrer a outras instancias. «É um sector onde a concorrência é pouco expressiva e podemos pedir à Comissão Europeia, num processo que estaremos a estudar, para analisar o regular funcionamento e do ponto de vista concorrencial em Portugal», assume a directora-geral, Ana Isabel Trigo.

Também a Confederação do Comércio de Portugal (CCP) se manifestou contra as taxas cobradas, alertando que a imposição de montantes mínimos para usar o ‘dinheiro de plástico’, já praticada nalgumas lojas e restaurantes, pode generalizar-se.

Segundo o Banco de Portugal, em Julho havia cerca de 266,5 mil terminais de pagamento automático em Portugal, menos 7.500 do que em Dezembro passado. Esta quebra é quase o dobro do total registado em 2011. No último ano, o primeiro em que houve recuos desde 2000, ‘desapareceram’ 4.300 terminais.

«Com o aumento do IVA e o esmagamento das margens dos comerciantes, muitos optaram por deixar de ter terminais de pagamento automático», para cortar custos, justifica o presidente da CCP, João Vieira Lopes.

fonte:http://sol.sapo.pt/i

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21
Ago 12

Pingo Doce: CCP quer taxas reajustadas

Para que outras empresas não sigam a mesma política que a cadeia de supermercados da Jerónimo Martins

O presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) defende que haja um reajustamento das taxas cobradas pela banca para que a decisão do Pingo Doce - de deixar de aceitar pagamentos com cartão de crédito ou multibanco para compras abaixo de 20 euros - não se «intensifique» no retalho.

«No entender da CCP, a decisão do Pingo Doce é perfeitamente natural. Ou a banca decide fazer um reajustamento das taxas cobradas ao setor do comércio ou, será inevitável que os comerciantes optem por esta via», declarou João Vieira Lopes, no final de uma reunião de concertação social.

Apesar de reconhecer que «em tempos de crise, o valor da taxa venha a intensificar-se», Vieira Lopes entende que esta deverá ser reduzida numa altura em que o comércio já enfrenta grandes dificuldades, cita a Lusa.

As comissões cobradas pela utilização dos terminais de pagamento eletrónico são, há muito, criticadas pelo setor da distribuição e do pequeno comércio. Hoje, a APED revelou que, só nos últimos quatro anos, os seus associados pagaram 318 milhões de euros em taxas de custo de pagamento.

À Agência Financeira, o secretário-geral da DECO, Jorge Morgado, disse que a iniciativa do Pingo Doce é o mesmo que «voltar atrás num quadro que é bom, cómodo e seguro. A utilização do multibanco permite que os consumidores andem com menos dinheiro no bolso, com uma comodidade e segurança inquestionáveis». Assim, vão «obrigar os consumidores a andar de novo com mais dinheiro». 

SIBS, empresa que gere os pagamentos eletrónicos, considera que limitar o uso de pagamentos com cartões afeta o bem-estar e a segurança dos consumidores.

Os fiscalistas dizem que os supermercados não são obrigados a ter multibanco

Segundo números do Banco Central Europeu, Portugal é o segundo país da Europa onde mais se usam os cartões de crédito e débito nas operações de pagamento.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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Pingo Doce: proibido usar cartão em compras abaixo de 20€

O Pingo Doce vai deixar de aceitar o pagamento com cartões de crédito e multibanco em compras abaixo de 20 euros, uma medida que não agrada à DECO.

O fim do pagamento com cartões começa a vigorar a partir do dia 1 de setembro e vai permitir à Jerónimo Martins, dona da rede de supermercados, «uma poupança anual de mais de cinco milhões de euros», segundo uma nota da empresa, que é citada pelo jornal «Público», na sua edição desta terça-feira, e que já começou a ser distribuída aos clientes.

«A partir do próximo dia 1 de setembro, inclusive, ao pagar as suas compras em dinheiro até 20 euros está a ajudar-nos a concretizar mais oportunidades de poupança para si», justifica a empresa, no mesmo folheto.

«Isto é voltar atrás»

A DECO defende que se devia encontrar uma solução entre comerciantes e as entidades que gerem os cartões de débito e de crédito.

À Agência Financeira, o secretário-geral da DECO, Jorge Morgado, disse que esta não é uma medida «interessante» para os consumidores. «É voltar atrás num quadro que é bom, cómodo e seguro. A utilização do multibanco permite que os consumidores andem com menos dinheiro no bolso, com uma comodidade e segurança  inquestionáveis». Assim, vão «obrigar os consumidores a andar de novo com mais dinheiro». 

E, depois, sendo uma decisão vinda de uma grande cadeia de supermercados, «tem outro impacto, pela negativa». «O que queríamos ouvir é: nós conseguimos renegociar com as entidades que gerem os cartões». Se a medida se generalizar, a DECO antecipa «um periodo de alguma confusão» e «conflitos desnecessários».

Porta-moedas eletrónico pode ser solução

Perante a decisão da Jerónimo Martins, Jorge Morgado deixa uma sugestão: «Lembramos que no passado existiu o porta-moedas eletrónico, um cartão muito simples e básico, para pequenos pagamentos e que foi abandonado pelas entidades que o geriam. Talvez agora fosse uuma solução neste novo quadro».

Certo é que se os comerciantes «persistirem neste tipo de decisões, consideramos que é obrigatório e fundamental que o anunciem nas suas lojas para que os consumidores possam decidir se concretizam ou não compras nesses locais».

As comissões cobradas pela utilização dos terminais de pagamento eletrónico são, há muito, criticadas pelo setor da distribuição e do pequeno comércio. 

«Desconhecendo os contratos que existem entre comerciantes e as entidades que fazem a gestão dos cartões, sabemos, no entanto, que há muitos anos que existe algum desconforto relativamente às taxas que são cobradas. Se calhar está na altura de, em vez de fazer a situação voltar-se contra consumidores, encontrar uma soluçao a montante», reitera Jorge Morgado.

O fim do pagamento com cartões já tinha sido testada, em fevereiro, em 15 supermercados Pingo Doce e vai então ser alargada a todos no próximo mês.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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08
Ago 12

Pingo Doce condenado a multa de 30 mil euros

A Autoridade da Concorrência (AdC) condenou a Jerónimo Martins ao pagamento de uma multa de 30.000 euros pela campanha de promoção dos supermercados Pingo Doce no 1.º de Maio, confirmou à agência Lusa fonte da entidade.

De acordo com fonte oficial da AdC, foi aplicado ao Pingo Doce uma multa de 29.927,88 euros, a que se somam 250 euros de custas, pela prática de 15 contraordenações em produtos vendidos abaixo do preço de custo: desde açúcar, a pasta de dentes, passando por fraldas de bebé, cereais e arroz.

A Jerónimo Martins, dona da cadeia de supermercados Pingo Doce, tem 20 dias a contar da data da notificação da multa para impugnar judicialmente a decisão administrativa.

A TVI contactou a Jerónimo Martins, que não se pronunciou sobre a notícia por não ter sido notificada; se for irá analisar o processo antes de reagir.

Em causa está a campanha que o Pingo Doce lançou no dia do Trabalhador, oferecendo um desconto de 50 por cento para clientes que adquirissem mais de 100 euros de compras.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

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27
Jul 12

Trabalhadores acusam Pingo Doce de violar contrato colectivo de trabalho

Os trabalhadores dos supermercados Pingo Doce, detidos pelo grupo Jerónimo Martins, estão a acusar a empresa de introduzir alterações do horário de trabalho que violam o contrato colectivo de trabalho (CCT) negociado com a representante do sector, Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição.

Em declarações ao Económico, o dirigente sindical do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP), José Monteiro, explicou que o Pingo Doce "está a alterar o horário de trabalho, que já configura trabalho suplementar, mas que não está a ser pago". José Monteiro referiu que a empresa está a adoptar o regime de adaptabilidade, mas não está a cumprir com a compensação que deve corresponder a um período máximo de oito semanas.

Outro ponto que o CESP crítica resulta de a cadeia de supermercados não ter comunicado as alterações com a antecedência mínima de trinta dias, além de "os dirigentes sindicais não estão a ser consultados sobre estas alterações, tal como está definido no CCT", acusa a mesma fonte. José Monteiro afirma que os trabalhadores tiveram conhecimento destas alterações esta semana.

No comunicado que está a ser distribuído nas lojas, o Pingo Doce informa os trabalhadores que "as escalas vão mudar e algumas secções vão passar a usar adaptabilidade, possibilidade de fazer mais horas num dia e menos noutro, tudo previsto em horário".

O dirigente da CESP salienta que a empresa está a aproveitar as alterações ao código do trabalho para avançar com estas mudanças no horário.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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25
Mai 12

Campanha do Pingo Doce paga pelos produtores

A cadeia de supermercados não comenta, mas Associação Portuguesa de Empresas de Produtos de Marca garante que se confirmam as piores expetativas e que os produtores já estão a pagar as campanhas de mega-desconto das distribuidoras, em particular, do Pingo Doce.

A Centromarca, Associação Portuguesa de Empresas de Produtos de Marca, garantiu à TSF que, ultimamente, a cadeia de supermercados Pingo Doce contactou os produtores para pedir comparticipações em dinheiro que visam pagar as campanhas especiais ou promoções.

O Pingo Doce tenta a renegociação dos contratos com vista ao aumento das margens de 2 a 3,5% na venda final, disse o presidente da Centro Marca, João Paulo Girbal, à TSF, referindo que se trata do pior cenário que se afigurou possível aquando do mega-desconto do 1º de maio e das campanhas que se seguiram.

João Paulo Girbal afirma, no entanto, que o que está a ser pedido a cada produtor pode não ser igual em todos os casos, dado que não é só o Pingo Doce a única cadeia de supermercados envolvida, contudo o responsável não nomeou outros hipers.

«Os temas andam à volta de um aumento de margem pedido pelo distribuidor que variará entre 2 e 3,5% a partir de maio, uma verba que o produtor teria de entregar ao Pingo Doce, uma renegociação de contratos e verbas para reforço de competitividade».

O presidente disse ainda que os produtores têm medo de represálias se não aceitarem as condições propostas pelos supermercados, mas a realidade é que estes não têm condições para aceitar as novas regras dos supermercados.

«A prazo o que nós vemos é um desaparecimento do emprego, do investimentos na produção local e um aumento da importação em determinadas áreas em que nós deixamos de ter capacidade produtiva», concluiu o presidente da associação que representa mais de 50 empresas e 900 produtos de marca.

Questionado pela Agência Financeira, o Pingo Doce não quis prestar qualquer declaração, adiantando apenas que sobre o assunto já tinha sido tudo dito

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

 

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Produtores confirmam pressão do Pingo Doce

As campanhas do Pingo Doce continuam a causar polémica. Os produtores de carne confirmaram à TVI que estão a haver pressões para renegociar os contratos existentes, a fim de obter comparticipações para pagar as campanhas promocionais que os supermercados têm feito e aumentar as margens de lucro entre 2 a 3,5 por cento, adiantando mesmo que estas exigências já não são de agora e que foram feitas por alguns hipermercados, entre estes, o Pingo Doce.

Também o presidente da Associação Portuguesa de Empresas de Produtos de Marca (Centro marca) já tinha dito à TSF, esta manhã de sexta-feira, que a cadeia de supermercados do grupo Jerónimo Martins contactou, nas últimas semanas, muitos produtores nesse sentido. 

Mas, não foram os únicos. Também o presidente da Associação Nacional dos Industriais de Lacticínios (ANIL), Pedro Pimentel, confirmou à agência Lusa que a associação já foi contactada por algumas empresas do setor láteo, que afirmaram que o Pingo Doce quer negociar condições adicionais ao que já está contratualizado.

O dirigente da ANIL disse que esta «contribuição adicional» não configura para já nenhum ilícito, pois decorre de uma processo de negociação entre as partes, mas avisa que se daí resultarem consequências negativas para as empresas (como por exemplo, retirar o produto por falta de acordo), a associação poderá tomar medidas.

E acrescentou que «há uma discrepância entre o discurso público, segundo o qual as campanhas não iriam afetar os fornecedores e que está a acontecer agora»

O Pingo Doce mantém a mesma posição desta manhã: continua sem comentar através da comunicação social «as relações comerciais com os seus parceiros de negócios».

Também contactado pela TVI foi o presidente da Centro Marca que não se mostrou disponível.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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