26
Mai 14

Eurogrupo quer descida da TSU e do IRS nos próximos cinco anos

Depois da austeridade orçamental é preciso forçar a implementação de reformas económicas. Uma delas é, na opinião de Jeroen Dijsselbloem, a redução dos impostos sobre o trabalho a cargo das empresas e dos trabalhadores: TSU e IRS. Em Portugal, o custo que mais interfere com a competitividade é a taxa social única (TSU), que serve para financiar os subsídios de desemprego e as pensões. Este alívio terá de ser acompanhado por uma reforma dos próprios sistemas de pensões públicos, sublinhou o alto responsável.

Atualmente, a TSU nacional está em 23,75% para o empregadores e 11% para os trabalhadores. O governo anunciou recentemente que irá subir o encargo sobre os trabalhadores no próximo ano em 0,2 décimas para ajudar à sustentabilidade do sistema de pensões.

 

Quanto ao IRS, está numa nível muito elevado depois do "enorme aumento de impostos" de Vítor Gaspar, em 2013.

No Fórum BCE, que decorre em Sintra, o presidente do Eurogrupo frisou que "a próxima fase tem de ser reformas económicas" porque "1% ou 1,5% de crescimento é claramente insuficiente".

Para o responsável máximo do conselho de ministros das Finanças do euro, "os governos nacionais têm de ter responsabilidade, avançar nas reformas".

"Temos de ver que impostos podemos baixar nos próximos cinco anos. A carga sobre o trabalho ("tax wedge") tem de descer nos próximos anos". À margem do evento, disse aos jornalistas que isso deve ser feito logo que haja margem orçamental. Estaria a referir-se sobretudo à necessidade de "promover a competitividade das empresas", algo que depende diretamente do nível da TSU, os descontos pagos pelos patrões (público e privado) para a Segurança Social.

Dando como exemplo alguns países, entre eles Portugal, o holandês queixou-se que "o mercado de trabalho continua muito rígido".

Por isso, argumentou, "não há soluções rápidas para fazer descer a dívida". Soluções rápidas para puxar pelo crescimento só com reformas estruturais.

Barroso "bem recebido" em Portugal

O presidente da Comissão Europeia, José Durão Barroso, concorda com Dijsselbloem. Começou por dizer "obrigado a Mario Draghi por me ter convidado a estar aqui no meu próprio país, onde me sinto sempre bem recebido". Retirou alguns sorrisos à audiência.

O ex-líder do PSD comentou os resultados das eleições europeias, referindo que "se quisermos estabelecer uma tendência é que as pessoas pensam que já não temos controlo, que as elites não controlam, incluindo a elite financeira".

Para Barroso isso é uma sinal dramático de que "o nível de confiança na liderança política esta a cair dramaticamente" ainda que "as pessoas, em média, confiem mais nas instituições europeias do que nas nacionais".

A solução para a crise política passa por ir até ao fim nas reformas institucionais e económicas, insistiu.

"Existe risco de complacência nas reformas. É fantástico o que foi conseguido internamente, inclusive neste país, mas também na Irlanda", mas na opinião do presidente da CE é preciso muito mais.

"Com a união orçamental, com o six pack, avançámos muito, temos hoje a possibilidade de vetar o orçamento de um país antes dele ser submetido ao respetivo parlamento", temos o "BCE como supervisor único dos bancos".

Mas agora é preciso mais trabalho na integração política, dos governos. Aí, admitiu Barroso, "penso que hoje não há grande apetite em alguns Estados em relação a maiores avanços na integração, exceto na união bancária".

Deu depois dois exemplos de mercados onde é preciso mais reformas. "Continuamos sem ter um mercado único para a energia e o digital."

 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/e

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25
Mai 14

Participação aumentou na maior parte dos grandes países

A participação nas eleições europeias aumentou na maior parte dos grandes países, mantendo-se acima do esperado na União Europeia em geral, segundo os primeiros resultados.

Em França, a taxa de participação às 16 horas em Lisboa era de 35,07%, mais dois pontos percentuais que a registada à mesma hora em 2009, segundo números do Ministério do Interior.

A taxa final há cinco anos foi de 40,63% em França, que elege 74 eurodeputados.

Na Alemanha, que elege 96 deputados ao Parlamento Europeu, a participação às 14:00 (13:00 em Lisboa) era de 25,6%, mais cinco pontos percentuais que à mesma hora há cinco anos, quando a taxa de participação era de 20,2%.

Em 2009, a Alemanha teve uma taxa de participação final de 43,3%.

Em Espanha, que elege 54 eurodeputados, a participação registava hoje uma ligeira subida em relação a 2009, com 34,08% às 18:00 locais (17:00 em Lisboa), contra 33,79% em 2009.

Em vários dos países mais pequenos também se registou uma subida da participação.

Na Croácia, que aderiu à UE em 2013 e elege 11 eurodeputados, a participação às 09:00 locais (10:00 em Lisboa), quatro horas depois da abertura das urnas, era de 7,53%, 1,64% mais elevada que na primeira eleição europeia no país, realizada em 2013, em que a participação final foi de 20,84%.

Com a tendência contrária estão países como Malta, onde a participação é tradicionalmente elevada, mas que hoje registou a maior taxa de abstenção de sempre, com apenas 25% de participação.

Os países da Europa Central e de Leste são normalmente pouco participativos nas eleições europeias, tendo em 2009 registado uma taxa média de abstenção de 67%, contra uma taxa média na Europa ocidental de 48%.

A Eslováquia deve este ano repetir o recorde de abstenção atingido há cinco anos, de 80%. Segundo estimativas não oficiais, a taxa de participação da eleição de sábado deverá ser de entre 13% e 15%, bem menos que os 19,64% de 2009 e os 16,97% de 2004.

Na Polónia, que elege 51 eurodeputados e onde há cinco anos a abstenção atingiu os 75%, a taxa de participação a meio do dia era de 7,31%, um pouco acima dos 6,65% registados à mesma hora em 2009.

A Letónia, que votou no sábado, a abstenção foi de quase 70%, segundo a comissão eleitoral nacional.

Na Roménia, a meio do dia de hoje, a participação era de 12,54% e, segundo as previsões, deverá chegar aos 30%.

fonte:http://www.jn.pt/Pa

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03
Mar 14

Belmiro sobe 337 posições entre os mais ricos do mundo

O fundador da Sonae é, entre os portugueses mais ricos, o que mais melhora a sua marca em relação a 2013.

Belmiro de Azevedo é em 2014 a 687.ª personalidade mais rica do mundo e, entre os três portugueses que integram a lista da Forbes, aquele que mais posições conquista em relação à lista do ano passado - 337.

Com uma fortuna avaliada em 1,82 mil milhões de euros, o dono do grupo Sonae mantém-se assim como terceiro mais rico do País naquele ranking, que continua a ser liderado por Américo Amorim.

A fortuna de Amorim, avaliada em 3,85 mil milhões (subindo 49 lugares) é assim superior à da soma das dos seus 'rivais' no segundo e terceiro lugares, já que Alexandre Soares dos Santos e família acumulam 2 mil milhões de euros de património. O dono da Jerónimo Martins recua 151 posições em relação ao ano passado.

No mundo lusófono, referência para Angola, onde a única fortuna sinalizada, a de Isabel dos Santos, está avaliada em 2,69 mil milhões de euros. A filha do Presidente angolano recupera assim 328 lugares face a 2013. Já o Brasil conta com 65 milionários neste 'ranking'. 

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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29
Dez 13

Já sabe tudo o que vai aumentar de preço em 2014?

Os preços deverão aumentar em média 1% em 2014, "num contexto de ausência de tensões inflacionistas nos mercados internacionais", segundo estima o Governo no relatório que acompanha o Orçamento do Estado para 2014.

Esta variação nos preços representa uma subida de 0,4 pontos percentuais face a 2013 e vai traduzir "alguma maior pressão ascendente sobre os preços [decorrente] da melhoria da procura interna e algum ganho de rentabilidade dos empresários, após anos consecutivos de contração das margens de lucro".

Já o Banco de Portugal previu, no Boletim Económico de Inverno, uma subida dos preços de 0,8%, depois de um aumento de 0,5% em 2013, antecipando que as pressões inflacionistas se mantenham "contidas".

Eis como será o comportamento de algumas das principais classes de preços em 2014:

Eletricidade

A fatura de eletricidade dos consumidores domésticos vai aumentar 2,8% no dia 1 de janeiro, o que representa um acréscimo mensal de 1,21 euros numa fatura média de 46,5 euros (com o IVA a 23%).

Para os consumidores com tarifa social, o aumento será de 1%, o que corresponde a um acréscimo de 23 cêntimos numa fatura mensal de 23,5 euros (com o IVA a 23%).

Transportes

O preço dos transportes públicos vai aumentar, em média, 1% no início de 2014, em linha com a inflação prevista no Orçamento do Estado, avançou hoje à Lusa o secretário de Estado dos Transportes.

Em 2013, o preço dos transportes públicos registou um aumento médio de 0,9%, depois de aumentos de 4,5% (em janeiro de 2011, decidido ainda pelo Governo de José Sócrates), 15% (aumento extraordinário decidido pelo atual Governo em agosto de 2011) e 5% (em 2012).

Portagens

Em 2014, o preço das portagens vai manter-se, o que não acontecia desde 2010, disse à Lusa fonte oficial da Estradas de Portugal (EP).

O preço das portagens manteve-se inalterado em 2010 - à exceção dos sublanços Palmela-Nó de Setúbal (A2/A12) e Montijo-Pinhal Novo - tendo registado aumentos nos anos seguintes: 2,2% em 2011, 4,36% em 2012 e 2,03% em 2013.

Água

O preço cobrado pela água em 2014 vai continuar a ser diferente em cada um dos 308 concelhos portugueses, embora se preveja uma harmonização tarifária na venda de água aos municípios, em resultado da reestruturação da Águas de Portugal (AdP).

O ministro do Ambiente afirmou, no início deste mês, que pretende reduzir as "disparidades tarifárias no setor da água entre litoral e interior" para um máximo de 15%, prevendo que o processo de agregação dos atuais 19 para quatro sistemas, esteja finalizado "do ponto de vista jurídico, no primeiro semestre de 2014".

Os últimos valores, recolhidos pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), evidenciam diferenças nos preços praticados pelos municípios de 1 para 14 entre a tarifa mais baixa e a mais alta, em parte justificados pela diferença de valores das tarifas cobradas "em alta" (distribuição e venda aos municípios) pelos sistemas.

Os preços propostos pela AdP, em março, eram de 51 cêntimos por m3, em média, para o abastecimento de água e de 63 cêntimos/m3, em média, para o saneamento.

As câmaras poderão decidir como vão fazer repercutir essas diferenças sobre o utilizador final.

Pão e leite

Leite e pão são alguns dos produtos que devem manter os preços no próximo ano, segundo as respetivas associações setoriais que admitem que a contenção será feita à custa das margens da indústria.

O preço do pão deve manter-se, ainda que à custa da indústria, lamenta o presidente da ACIP (Associação do Comércio e da Indústria de Panificação, Pastelaria e Similares), Francisco Silva.

"Atendendo às circunstâncias macroeconómicas, não temos condições para fazer subidas de preços, vamos tentar que 'o pão nosso de cada dia' continue a chegar à mesa dos portugueses", afirmou.

Francisco Silva sublinhou que é o setor que "está a suportar os aumentos dos custos", apesar "de um tecido empresarial cada vez mais débil" e destacou que o pão foi o alimento que menos subiu desde o 25 de abril.

"O pão custava dez tostões em 1974, o que seria à volta de cinco cêntimos. Hoje o preço médio, a nível nacional, é de cerca de 13 cêntimos", exemplificou, salientando que o pão continua a "matar a fome a muitos portugueses".

No caso do leite, a subida da matéria-prima foi "muito superior à capacidade da indústria" refletir este aumento em 2013, mas não são expectáveis aumentos nos primeiros meses do próximo ano, segundo o diretor-geral da ANIL (Associação Nacional dos Industriais de Lacticínios).

O preço pago aos produtores subiu mais de 20% entre 2012 e 2013, enquanto o preço pago pelo leite UHT à saída da fábrica aumentou apenas 11%, adiantou Paulo Costa Leite.

Atualmente, o preço médio pago à produção ronda os 37 cêntimos.

"Não é expectável que o preço da matéria-prima se altere nos primeiros meses do ano, desde que não haja condições climatéricas muito adversas", considerou, lembrando que houve uma subida acentuada nos preços do leite a nível mundial no ano passado devido à escassez da produção.

Rendas

Em 2014, o valor das rendas sobe 0,99%, o aumento mais baixo dos últimos dois anos, já que 2013, a atualização foi de 3,36% e, em 2012, foi de 3,19%.

Para se calcular o montante a pagar, o valor da renda (em euros) deverá ser multiplicado por 1,0099%. Ou seja, por cada 100 euros de renda os inquilinos deverão pagar mais 0,99 euros.

Por exemplo, uma renda mensal de 500 euros deverá ser aumentada em 4,95 euros no próximo ano.

As rendas condicionadas vão ter um aumento entre 7,85 e 6,22 euros.

Taxas moderadoras

As taxas moderadoras nas consultas dos centros de saúde vão manter o mesmo valor no próximo ano, enquanto para as taxas nas urgências, consultas e exames em hospitais serão atualizadas ao valor da inflação.

Não haverá atualização anual das taxas moderadoras nas consultas de medicina geral e familiar nos centros de saúde, nem para as consultas de enfermagem, domiciliárias ou sem a presença do utente no âmbito dos cuidados primários.

Para urgências, consultas e exames em hospitais, as taxas moderadoras deverão ser atualizadas à taxa de inflação.

Tabaco e bebidas alcoólicas

O tabaco vai voltar a aumentar em 2014, pelo menos devido aos impostos que o Governo volta a aumentar. O maior aumento será no tabaco de enrolar, que segundo simulações da consultora PricewaterhouseCoopers, chegam aos 1,25 euros nos pacotes de 5 euros.

Já um maço de tabaco que custe 4,20 euros deve aumentar cerca de três cêntimos. Os charutos sofrem um aumento de 5% tal como as cigarrilhas.

No caso das bebidas espirituosas o aumento é de 5%, enquanto o preço da cerveja aumenta em média 1%.

No exemplo de um pacote com seis cervejas que custe cerca de 4 euros, este passaria a custar 4,04 euros.

Cinema

As exibidoras ZON Lusomundo Cinemas e Orient Cineplace, duas das maiores exibidoras de cinema em Portugal, afirmaram à Lusa que não vão aumentar o preço dos bilhetes de cinema.

A exibidora UCI - Cinema International Corporation não respondeu ao pedido de informação.

 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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20
Nov 13

Um terço dos hospitais realiza menos de 1.500 partos por ano

Um terço dos hospitais com maternidades em Portugal realiza menos de 1.500 partos por ano, o limite abaixo do qual a Organização Mundial de Saúde não recomenda a sua manutenção. A situação é ainda mais grave no interior do país, onde nenhum bloco chega aos mil partos anuais.  

Os números foram avançados esta quarta-feira pelo presidente da comissão nacional da saúde materna, da criança e do adolescente. 

Bilhota Xavier considera que a solução não passa por fechar estes serviços, mas antes por assegurar a formação dos profissionais que trabalham nestas instituições.

Num encontro entre a comissão da saúde materna e os seus representantes regionais, Bilhota Xavier defendeu ainda a alteração dos regulamentos dos blocos de partos privados, para que se exija o mesmo grau de exigência que é pedido às instituições públicas.

fonte:http://rr.sapo.pt/i

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19
Nov 13

Detidos nove empresários por fraude fiscal de mais de 22 milhões

Suspeitos pertencem a dois grupos do sector da compra e venda de metais preciosos. Foram apreendidas 31 viaturas automóveis de topo de gama, 22 imóveis e diversos activos financeiros de valor superior a quatro milhões de euros.

A Polícia Judiciária deteve nove empresários, com idades entre 30 e 60 anos, indiciados da prática continuada de crimes de associação criminosa, fraude fiscal e branqueamento de capitais, que terão lesado o Estado em mais de 22 milhões de euros. 

Os detidos pertenciam a dois grupos de pessoas do sector da compra e venda de metais preciosos, que faziam transacções comerciais sem as declararem ao fisco ou falseando-as, lesando o Estado "em dezenas de milhões de euros, em sede de IRC e IVA", diz o comunicado da Judiciária. 

"Até ao momento, só em sede de IRC e IVA, relativos ao período em investigação, estima-se uma fraude superior a 22 milhões de euros num caso, ascendendo, no outro, a 8 milhões de euros imputadas aos dois grupos investigados, cujas vantagens patrimoniais foram ocultadas ou aplicadas em operações de compra de património em nome de terceiros", refere a nota da PJ. 

As detenções, em cumprimento de mandado judicial, realizaram-se no âmbito de investigações desenvolvidas pela Directoria do Norte da PJ, em dois inquéritos dirigidos pelo Ministério Público, e a correr termos no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP). 

A operação a nível nacional, realizada esta terça-feira, constou de 131 buscas e permitiu ainda a detenção de dois outros suspeitos em flagrante delito, por posse de arma de fogo ilegal. 

Foram identificadas, localizadas e apreendidas 31 viaturas automóveis de topo de gama, 22 imóveis e diversos activos financeiros (contas bancárias e outros instrumentos financeiros) de valor superior a quatro milhões de euros, além de mais de 100 mil euros em dinheiro, 20 quilos de ouro, três armas de fogo e diversa documentação.
fonte:http://rr.sapo.pt/i


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12
Nov 13

Enfermeiros querem redução de contratos com prestadores de serviços e de acordos com privados

O Sindicato dos Enfermeiros propôs hoje ao Ministério da Saúde a cessação de contratos com empresas de prestação de serviços e a redução dos acordos com entidades privadas, como formas de redução da despesa na saúde.

Na proposta do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) para o Orçamento do Estado do próximo ano, hoje apresentada, surge como alternativa da redução da despesa na saúde a cessação de contratos com empresas de subcontratação de profissionais de saúde e de prestação de serviços.

Os sindicalistas sugerem ainda a eliminação de acordos e protocolos com entidades privadas na área da prestação de cuidados e de exames de diagnóstico, quando exista comprovada capacidade instalada no Serviço Nacional de Saúde.

É ainda proposto que se atribua o regime de exclusividade remunerada aos profissionais de saúde, nomeadamente aos enfermeiros, para garantir a separação entre os setores público e privado.

No documento, a que a agência Lusa teve acesso, o SEP defende também a diminuição, para toda a administração pública, dos 350 mil para os 100 mil euros do valor de todos os contratos de aquisição sem visto prévio do Tribunal de Contas.

Para os sindicalistas é "necessário e urgente" um outro Orçamento do Estado, salientando que a redução de financiamento na área da saúde tem tido consequências na qualidade e segurança dos cuidados e também na acessibilidade dos doentes.

Segundo contas do SEP, a dotação inicial do Serviço Nacional de Saúde (SNS) diminuiu cerca de 10% nos últimos três anos.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/Ec

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15
Out 13

Preço da electricidade pode subir 2,8% em Janeiro

O regulador de energia vai propor um aumento de 2,8% do preço da electricidade a partir de 1 de Janeiro de 2014 para os consumidores domésticos em Portugal. 

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) apresentou, esta terça-feira, a proposta de tarifas para os cerca de quatro milhões de consumidores que ainda se encontram na tarifa regulada. 

A subida média de 2,8% vai traduzir-se num aumento de 1,21 euros por mês numa factura média de cerca de 46,5 euros (com o IVA a 23%) e vai abranger cerca de quatro milhões consumidores domésticos portugueses, enquanto os cerca de dois milhões que estão no mercado livre de electricidade não serão abrangidos. 

As tarifas transitórias entram em vigor a 1 de Janeiro de 2014, podendo ser revistas trimestralmente. 

A ERSE apresentou também a proposta de aumento para a tarifa social, cuja aplicação pode ser pedida pelos beneficiários do rendimento social de inserção, do complemento solidário para idosos, do subsídio social de desemprego, do primeiro escalão do abono de família ou da pensão social de invalidez. 

Neste caso, o regulador propõe um aumento de 1%, ou seja, um acréscimo de 23 cêntimos numa factura mensal de 23,5 euros (com o IVA a 23%). 

Esta tarifa não é transitória, pelo que a subida vigorará durante todo o ano de 2014. 

ERSE justifica aumento
Entre os factores que provocaram um aumento das tarifas para 2014 a ERSE inclui os custos de produção de energia eléctrica, referindo que estes "permanecem num nível tarifário elevado, em resultado dos preços da energia primária nos mercados internacionais, designadamente do 'brent', com implicações no preço do gás natural". 

O regulador refere também que "a descida observada na procura global da electricidade cria uma pressão acentuada nas tarifas de energia eléctrica" e que o serviço da dívida resultante dos "custos adiados no passado", em grande parte associados a Custos de Interesse Económico Geral (CIEG), "tem vindo a aumentar progressivamente com reflexos cada vez mais expressivos nas variações tarifárias". 

No ano passado, o regulador da energia também propôs um aumento de 2,8% dos preços da electricidade para os consumidores domésticos em Portugal. 

fonte:http://rr.sapo.pt/i

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23
Ago 13

Subsídios de desemprego e doença mais pequenos a partir de hoje

Os cortes abrangem prestações acima dos 419 euros: menos 6% no subsídio de desemprego e menos 5% no subsídio de doença com mais de 30 dias.


Os subsídio de desemprego e de doença, em pagamento a partir de hoje, estão mais pequenos. 

Os beneficiários que recebem acima do valor mínimo vão sofrer cortes. Em causa estão as taxas de 6 e 5%, que entraram em vigor com o Orçamento Rectificativo.

Estão de novo em vigor as taxas introduzidas pelo Governo sobre os subsídios de desemprego e doença e suspensas por indicação do Tribunal Constitucional.

Os cortes abrangem prestações acima dos 419 euros, que corresponde ao valor do indexante dos apoios sociais - IAS. Aos subsídios de desemprego acima desta quantia é aplicada uma taxa de 6%. Sobre os subsídios de doença com mais de 30 dias, a taxa é de 5%.

Como a medida entrou em vigor a 25 de Julho, este mês o corte será superior porque vai incluir também os últimos dias do mês passado.

Também esta quinta-feira entrram em vigor os novos valores da contribuição para a ADSE. Este mês, os funcionários públicos e pensionistas passam a descontar mais: vão pagar uma taxa de 2,25% em vez dos actuais 1,5%. 

Só quem recebe menos que o salário mínimo nacional, actualmente nos 485 euros, é que está isento.

fonte:http://rr.sapo.pt/i


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13
Jul 13

Portugal sobe para 7º lugar no clube da bancarrota

Portugal subiu para a sétima posição no grupo das 10 economias com mais alta probabilidade de incumprimento da dívida soberana num horizonte de cinco anos, segundo dados do indicador da CMA S&P Capital IQ. O país havia saído deste grupo a 21 de maio e regressou três dias depois ao nono lugar, tendo estado na 8ª posição na semana do início da crise governamental.

A subida de hoje para a sétima posição deriva do disparo no custo dos credit default swaps (cds), derivados financeiros que funcionam como seguros contra o risco de incumprimento. O custo dos cds fechou hoje em 545 pontos base, uma subida de 55 pontos em relação ao fecho de ontem.

A semana encerrou com as yields das obrigações do Tesouro a dez anos a fecharem no mercado secundário em 7,52%, um valor superior ao registado a 3 de julho, o dia do auge do efeito das demissões ministeriais que iniciaram a atual crise governamental. O dia abriu com as yields em 7% e teve um pico pelas 14h30 em 7,78%, segundo dados da investing.com.

Fecharam hoje acima de 7% as yields nos prazos a três, quatro, cinco, seis, sete, oito, dez e 30 anos. Nos prazos a seis e sete anos - que se encontram no intervalo do prazo residual médio da dívida portuguesa -, as yields atingiram picos durante o dia superiores a 8%.

O prémio de risco da dívida portuguesa em relação à dívida alemã subiu hoje para 5,96 pontos percentuais, o diferencial mais alto desde o início desta crise governamental, segundo dados da datosmacro.com.

No decurso de uma semana, todos estes indicadores subiram: 37 pontos base (0,37 pontos percentuais) para as yields no prazo a dez anos; 64,18 pontos base para o custo dos cds; 3,38 pontos percentuais para a probabilidade de incumprimento; mais de meio ponto percentual para o prémio de risco.

A volatilidade de hoje nestes mercados da dívida foi considerada como resultante do facto do "caos político continuar", segundo a agência financeira Markit.

O agravamento destes indicadores não se repercute diretamente nos juros que vencem sobre a dívida soberana existente quer a credores privados como a credores oficiais (a troika) que totalizava em 31 de maio cerca de 203,5 mil milhões de euros. Mas são indicativos das dificuldades que se colocam a emissões obrigacionistas pelo Estado (no mercado primário, o que se tem designado de "regresso aos mercados") e do encarecimento dos seguros contra o risco de incumprimento dessa dívida. 

 

Balanço dos efeitos da crise governamental

 

Comparando os dados do fecho de hoje com 28 de junho, antes da emergência da atual crise governamental, as yields das OT a dez anos subiram no mercado secundário um pouco mais de um ponto percentual (106 pontos base), de 6,46% para 7,52%. O limiar dos 7% regressou, algo que já não sucedia desde o final do ano passado.

Como refere o analista Marc Chandler,vice-presidente sénior da Brown Brothers Harriman, em Nova Iorque, "a crise política em Portugal roubou o lugar de para-raios ocupado pela Grécia na zona euro". Desde 28 de junho, as yields das obrigações portuguesas a dez anos subiram 106 pontos base, enquanto no caso das obrigações espanholas no mesmo prazo subiram apenas um ponto, apesar da gravidade do caso Bárcenas. Em contraste, na mesma maturidade, desceram seis pontos para os títulos italianos, apesar da incerteza sobre a manutenção do governo de Enrico Letta a partir do final do mês, e dois pontos para as obrigações gregas reestruturadas. O foco de "nervosismo" esteve centrado em Portugal.

O prémio de risco, naquele período, subiu de 4,73 para 5,96 pontos percentuais. Alargou-se, deste modo, o diferencial em relação ao custo de financiamento da dívida alemã, que serve de referência na zona euro.

Impacto muito forte ocorreu no custo dos credit default swaps - entre 28 de junho e 12 de julho, subiu 143,6 pontos base, o que implicou um "salto" de quase oito pontos percentuais na probabilidade de incumprimento da dívida. De um nível de risco no patamar dos 30%, antes da crise governamental, subiu para o patamar dos 38%, nível que já não se observava desde novembro de 2012.

Durante esta crise, a posição portuguesa no "clube da bancarrota" subiu do 9º para o 7º lugar, posição em que estávamos no final do ano passado.

Esse grupo é formado pelos seguintes países, segundo dados de fecho de hoje fornecidos pela CMA S&P Capital IQ: Argentina (84,69% de risco); Chipre (61,29%); Grécia (52,8%); Venezuela (51,12%); Ucrânia (45,38%); Paquistão (42,49%); Portugal (38,23%); Egito (36,85%); Estado do Illinois (32,74%); e Líbano (27,56%).



fonte: http://expresso.sapo.pt/

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