31
Jul 11

Quase 67 mil com pensão antecipada

Entre Janeiro e Junho deste ano reformaram-se antecipadamente, ou seja, antes da idade legal dos 65 anos, quase 67 mil portugueses, mais 18 831 do que em igual período do ano passado. E isto apesar das penalizações no valor das pensões, que podem ir de 4,5% a 6%.

 

Segundo as estatísticas da Segurança Social, dos 161 293 aposentados antes do tempo (total acumulado), 66 747 foram para a reforma este ano no quadro do decreto-lei 187/2007, o mais penalizador e que foi desenhado para evitar a fuga de trabalhadores com 55 anos e 30 de descontos para a inactividade. Feitas as contas, são mais 18 831 do que em igual período do ano passado (Janeiro a Junho), ainda que o corte na reforma tenha subido para 6% por cada de trabalho em falta até aos 65 anos.

Os números mostram ainda que 12 363 optaram por esta solução por estarem numa situação de desemprego de longa duração, mais 2976 que no mês homólogo de 2010. Para Eugénio Rosa, economista especialista na área de Segurança Social e Emprego, este aumento "relaciona-se com o número de desempregados a receberem subsídio, que está a diminuir". "As pessoas deixam de ter direito ao subsídio de desemprego, não conseguem arranjar trabalho e, como já têm mais de 55 anos, acabam por ser empurradas para esta via, para manterem algum tipo de rendimento", explica. Para Eugénio Rosa, o efeito prático é claro: "A Segurança Social começa a ter de suportar uma despesa antes daquilo que era suposto, deixa de receber receita dos descontos e isto traduz-se num acréscimo imediato da despesa."

Aliás, segundo o especialista, "a perda para o sistema não é em muitos casos compensada pela redução imposta à pensão". "E se o Governo avançar com a redução da Taxa Social Única [como está previsto no acordo com a troika], isso vai ter implicações ainda mais significativas para a Segurança Social."

BANCA TAMBÉM REDUZ PESSOAL COM ANTECIPAÇÃO

O sector bancário, que está pressionado pela diminuição da rentabilidade da actividade em Portugal, tem cortado nos custos com pessoal e diminuído o número de trabalhadores através do mecanismo das reformas antecipadas. Só o BPI, por exemplo, vai avançar com 260 reformas antecipadas para poupar 12 milhões de euros. Apesar disso, a saída destes funcionários não tem repercussões no sistema, já que a maioria destes trabalhadores descontou para o fundo de pensões da Banca.

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/d

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18
Jul 11

Estado exige que médicos receitem menos medicamentos

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) exige que os hospitais, centros de saúde e unidades de cuidados continuados cortem na prescrição de medicamentos, segundo o Correio da Manhã.

A DGS deu indicações para cortar em despesa desnecessária devido ao contexto de crise. De acordo com a chefe da divisão de Segurança do Doente da DGS, Cristina Costa: "Muitas vezes são os próprios doentes que pressionam os médicos para prescrevem antibióticos, acabando por recorrer a outro médico quando a prescrição não se concretiza".

Segundo dados da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), no ano de 2009, foram compradas mais de sete milhões de embalagens de antibióticos, o que equivale a uma despesa na ordem do 93 milhões de euros para os portugueses. O Serviço Nacional de Saúde comparticipou com 62 milhões de euros.

Segundo Cristina Costa, falta formação da parte dos médicos, sobre as boas práticas na prescrição destes medicamentos.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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