21
Jul 13

Crise política já custou 6 milhões

Incerteza faz juros cobrados a Portugal subirem de 1,2% para 1,7% em apenas dois meses.

É a primeira ‘factura’ da crise política das últimas duas semanas e, ao contrário das quedas na bolsa e subida dos juros da dívida, vai mesmo ter de ser paga pelos contribuintes portugueses: seis milhões de euros. Este foi o montante que Portugal pagou a mais em juros na primeira emissão de dívida após a demissão de Vítor Gaspar, face a operações semelhantes antes da crise. 

Na quarta-feira, o Tesouro regressou aos mercados e vendeu 1,2 mil milhões de euros de dívida pública a um ano, com os investidores a cobrarem um juro de 1,72%. Esta taxa foi muito superior ao juro de 1,23% que o mercado pediu a 15 de Maio, data da última venda de dívida com um prazo de um ano. 

Portugal terá assim de pagar 20,6 milhões de euros em juros pela operação desta semana, quando há dois meses conseguiu arrecadar o mesmo montante e pagar 14,6 milhões de euros em encargos com juros. Contas feitas, a ‘penalização’ dos mercados pela crise política das últimas semanas vai custar aos contribuintes cerca de seis milhões de euros extra. 

Até final do ano, o Tesouro tem agendadas quase uma dezena de emissões de dívida de curto prazo (de três meses a um ano) num total de oito mil milhões de euros. Estas operações poderão sair mais caras do que o previsto se a crise ou a desconfiança dos investidores se mantiver – os juros da dívida pública continuam acima dos 7% no prazo de dez anos. 

A emissão desta semana marca igualmente uma inversão na queda dos juros cobrados a Portugal que se verificava no último ano, desde que o BCE assegurou que o euro não iria acabar, no Verão de 2012. 

A taxa de 1,7% foi a mais alta de todas as emissões a 12 meses feitas no último ano, mas ainda assim menor que a média de 3,5% de juro que era pedido pelos investidores no pico da crise do euro, entre finais de 2011 e meados de 2012. 

fonte:http://sol.sapo.pt/i

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19
Jul 13

Alegre saúda Seguro e responsabiliza Cavaco

Manuel Alegre saudou esta sexta-feira os negociadores e o secretário-geral do PS por se manterem "fiéis aos seus princípios", responsabilizando o Presidente da República por prolongar a crise e agravar a situação perante os credores ao não convocar eleições. 

"A decisão cabe agora ao Presidente da República. Não houve acordo e o PS manteve-se fiel aos seus princípios, tal como secretário-geral tinha dito. Lutou pelas suas propostas em conformidade com esses valores e esses princípios", disse. 

Manuel Alegre saudou "os negociadores, em especial Alberto Martins", e António José Seguro "por ter sido coerente com o que disse", batendo-se por propostas conformes com os valores do PS, não tendo sido possível chegar a acordo". 

O histórico do PS acusou Cavaco Silva de querer "meter no mesmo saco partidos com responsabilidades diferentes" e considera que "os partidos responsáveis por esta crise são o PSD e o CDS". 

Para Alegre, "o Presidente da República prolongou a crise e agravou a situação perante os credores", que se resolveria "muito mais rapidamente se tivesse usado os seus poderes constitucionais para convocar eleições". 

O secretário-geral do PS acusou hoje o PSD e o CDS de terem "inviabilizado" o acordo de “salvação nacional” proposto pelo Presidente da República. 

António José Seguro comunicou esta posição dos socialistas numa "declaração ao país" na sede nacional do PS pouco depois das 20h00, antes de se iniciar uma reunião da comissão política nacional.

fonte:http://rr.sapo.pt/i

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13
Jul 13

Cavaco assume riscos ao exigir um acordo rápido

Ao exigir a rápida concretização do "compromisso de salvação nacional" entre PSD, PS e CDS, Cavaco envolve-se ainda mais na sua solução para a crise. Se as negociações falharem, cabe-lhe descalçar a bota.


Ainda o debate do "Estado da Nação", na Assembleia, não tinha terminado, quando surgiu o comunicado da Presidência exigindo que o processo seja apressado. Recebidos, anteontem, sinais de disponibilidade dos líderes, Cavaco voltou a traçar os contornos do acordo interpartidário que deseja: concluir o programa de assistência financeira, para voltar aos mercados, fixar condições de governabilidade e garantir a sustentabilidade da dívida pública, o crescimento da economia e a criação de emprego.

O presidente não explicita em que consistem os "elementos adicionais" que transmitiu aos partidos, a considerar na definição do compromisso. Mas afirma que deve produzir efeitos também "numa perspetiva imediata". A exigência de curto prazo não constava da declaração ao país em que assumiu as rédeas do processo. Então, concebia o "pacto de regime" como alternativa válida para preparar, através de eleições, a fase pós-troika, em meados de 2014.

A alteração significa um reforço de empenhamento do chefe de Estado na solução que gizou para superar a crise. E exprime a sua convicção de que a mesma tem pernas para andar. Segundo apurou o JN, agradou-lhe o tom distendido do debate parlamentar, propício ao diálogo entre os três partidos. A mensagem visou assim advertir que as negociações não podem eternizar-se. Sabe-se que este fim de semana há reuniões para forçar um acordo.

Mas a disponibilidade para o compromisso, verbalizada no debate (ler págs. 4-5), pode não passar de retórica. E como o presidente se assumiu como "patrono" do compromisso, cabe-lhe encontrar uma alternativa, em caso de falhanço.

A realização, no imediato, de eleições foi rejeitada pelo próprio Cavaco, em atenção à fase crítica que o país atravessa. Resta um Governo de "inspiração" presidencial, que teria de ser aprovado na AR. Prévia à discussão do nome do primeiro-ministro, num cenário destes, seria a do apoio partidário. Como poderia o presidente assegurá-lo, depois de demitir o que está em funções?

Cavaco pode ter entrado num beco sem saída, que só prolonga a indefinição política. Até porque mantém o Governo condicionado, já que a remodelação está em banho-maria.

fonte:http://www.jn.pt/P


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Portugal sobe para 7º lugar no clube da bancarrota

Portugal subiu para a sétima posição no grupo das 10 economias com mais alta probabilidade de incumprimento da dívida soberana num horizonte de cinco anos, segundo dados do indicador da CMA S&P Capital IQ. O país havia saído deste grupo a 21 de maio e regressou três dias depois ao nono lugar, tendo estado na 8ª posição na semana do início da crise governamental.

A subida de hoje para a sétima posição deriva do disparo no custo dos credit default swaps (cds), derivados financeiros que funcionam como seguros contra o risco de incumprimento. O custo dos cds fechou hoje em 545 pontos base, uma subida de 55 pontos em relação ao fecho de ontem.

A semana encerrou com as yields das obrigações do Tesouro a dez anos a fecharem no mercado secundário em 7,52%, um valor superior ao registado a 3 de julho, o dia do auge do efeito das demissões ministeriais que iniciaram a atual crise governamental. O dia abriu com as yields em 7% e teve um pico pelas 14h30 em 7,78%, segundo dados da investing.com.

Fecharam hoje acima de 7% as yields nos prazos a três, quatro, cinco, seis, sete, oito, dez e 30 anos. Nos prazos a seis e sete anos - que se encontram no intervalo do prazo residual médio da dívida portuguesa -, as yields atingiram picos durante o dia superiores a 8%.

O prémio de risco da dívida portuguesa em relação à dívida alemã subiu hoje para 5,96 pontos percentuais, o diferencial mais alto desde o início desta crise governamental, segundo dados da datosmacro.com.

No decurso de uma semana, todos estes indicadores subiram: 37 pontos base (0,37 pontos percentuais) para as yields no prazo a dez anos; 64,18 pontos base para o custo dos cds; 3,38 pontos percentuais para a probabilidade de incumprimento; mais de meio ponto percentual para o prémio de risco.

A volatilidade de hoje nestes mercados da dívida foi considerada como resultante do facto do "caos político continuar", segundo a agência financeira Markit.

O agravamento destes indicadores não se repercute diretamente nos juros que vencem sobre a dívida soberana existente quer a credores privados como a credores oficiais (a troika) que totalizava em 31 de maio cerca de 203,5 mil milhões de euros. Mas são indicativos das dificuldades que se colocam a emissões obrigacionistas pelo Estado (no mercado primário, o que se tem designado de "regresso aos mercados") e do encarecimento dos seguros contra o risco de incumprimento dessa dívida. 

 

Balanço dos efeitos da crise governamental

 

Comparando os dados do fecho de hoje com 28 de junho, antes da emergência da atual crise governamental, as yields das OT a dez anos subiram no mercado secundário um pouco mais de um ponto percentual (106 pontos base), de 6,46% para 7,52%. O limiar dos 7% regressou, algo que já não sucedia desde o final do ano passado.

Como refere o analista Marc Chandler,vice-presidente sénior da Brown Brothers Harriman, em Nova Iorque, "a crise política em Portugal roubou o lugar de para-raios ocupado pela Grécia na zona euro". Desde 28 de junho, as yields das obrigações portuguesas a dez anos subiram 106 pontos base, enquanto no caso das obrigações espanholas no mesmo prazo subiram apenas um ponto, apesar da gravidade do caso Bárcenas. Em contraste, na mesma maturidade, desceram seis pontos para os títulos italianos, apesar da incerteza sobre a manutenção do governo de Enrico Letta a partir do final do mês, e dois pontos para as obrigações gregas reestruturadas. O foco de "nervosismo" esteve centrado em Portugal.

O prémio de risco, naquele período, subiu de 4,73 para 5,96 pontos percentuais. Alargou-se, deste modo, o diferencial em relação ao custo de financiamento da dívida alemã, que serve de referência na zona euro.

Impacto muito forte ocorreu no custo dos credit default swaps - entre 28 de junho e 12 de julho, subiu 143,6 pontos base, o que implicou um "salto" de quase oito pontos percentuais na probabilidade de incumprimento da dívida. De um nível de risco no patamar dos 30%, antes da crise governamental, subiu para o patamar dos 38%, nível que já não se observava desde novembro de 2012.

Durante esta crise, a posição portuguesa no "clube da bancarrota" subiu do 9º para o 7º lugar, posição em que estávamos no final do ano passado.

Esse grupo é formado pelos seguintes países, segundo dados de fecho de hoje fornecidos pela CMA S&P Capital IQ: Argentina (84,69% de risco); Chipre (61,29%); Grécia (52,8%); Venezuela (51,12%); Ucrânia (45,38%); Paquistão (42,49%); Portugal (38,23%); Egito (36,85%); Estado do Illinois (32,74%); e Líbano (27,56%).



fonte: http://expresso.sapo.pt/

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08
Jul 13

Barómetro: Maioria dos portugueses só quer eleições em 2015

A maioria dos portugueses defende que a realização de eleições só deve acontecer em 2015, tal como está previsto no calendário eleitoral, segundo o “i”.

O jornal publica esta segunda-feira uma sondagem realizada pela Pitagórica e que foi realizada entre os dias 28 de Junho e 2 de Julho, dia marcado pelo pedido de demissão de Paulo Portas. A sondagem refere que 65,5% dos inquiridos não quer eleições neste momento, defendendo que só deverão realizar-se em 2015, tal como o previsto.

 

Questionados sobre qual seria a coligação preferível em caso de eleições antecipadas, 17% dos 503 entrevistados considera que seria o PS/PSD, mas a maior fatia (30,2%) não respondeu. Mais de 56% rejeita a viabilidade de uma coligação de esquerda e 59% considera que a actual coligação não é viável. Ainda assim, 48,2% considera que se a coligação PSD/CDS tiver maus resultados nas eleições autárquicas, que decorrem em Setembro, o Governo não deve demitir-se.

 

Esta sondagem foi realizada nos dias que antecederam a crise política, tendo apenas um dia reflectido o pedido de demissão de Paulo Portas. Contudo, não está espelhado os desenvolvimentos dos últimos dias que obrigaram Passos Coelho e Paulo Portas a entenderem-se. No sábado, o primeiro-ministro anunciou que PSD e CDS chegaram a um acordo que viabiliza a estabilidade governativa do país. Paulo Portas será o vice-primeiro-ministro com a responsabilidade de coordenação económica, negociar com a troika e a reforma do Estado.

fonte,http://www.jornaldenegocios.pt/

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