28
Abr 14

Insolvências baixam 16% no primeiro trimestre

A construção continua a ser o sector mais atingido, representando 26% do número total de insolvências nos primeiros três meses deste ano, apesar de beneficiar de uma descida de 17% face ao primeiro trimestre do ano passado.

Em termos de importância, seguem-se os serviços, com um peso de 20% no total de insolvências e menos 3% de casos registados em termos homólogos, e o sector do retalho, que representou 16% do número de insolvências.

De acordo com a análise divulgada pela Cosec, empresa seguradora nos ramos de seguro de créditos e caução, o sector do retalho é também aquele que regista uma maior queda no número de insolvências, com uma descida de 21% face ao primeiro trimestre do ano passado.

A administradora da Cosec Berta Dias da Cunha considera que os dados destes primeiros três meses vêm confirmar as expectativas da empresa "de melhoria do indicador após o elevado número de insolvências registadas nos últimos anos".

Citada no comunicado, a administradora diz também que se mantém "uma expectativa positiva para os indicadores para este ano".

Em termos geográficos, destacam-se Lisboa, Porto e Braga como os distritos com maior número de insolvências ocorridas, com 26% do total, 21,3% e 10,8%, respectivamente. Em contraste surge o distrito de Beja, com apenas 0,2% do número de casos registados.

Em termos de dimensão, as microempresas foram as mais afectadas pelas situações de insolvência, uma vez que representam 66% das situações ocorridas no primeiro trimestre deste ano.

Ainda de acordo com uma análise mais pormenorizada feita pela Cosec, por subsectores, dentro da construção o maior número de insolvências deu-se na construção de edifícios (residenciais e não residenciais), que representou 42% do total de casos neste sector.

No que respeita aos serviços, é no subsector de restauração e hotelaria que se continuou a dar o maior número de insolvências (36%), destacando-se ainda o subsector saúde, com 12%. Do lado contrário, estão as empresas de turismo, de serviços financeiros e de publicidade e comunicação, com 3% e 4% das insolvências no sector, respectivamente.

No retalho foi o comércio de têxteis e calçado o mais afectado pelas insolvências neste primeiro trimestre, com cerca de 22% do sector, seguido pelos bens industriais, com 21%. As empresas vendedoras de produtos de uso doméstico foram as menos afectadas (4% do total).

fonte:http://economico.sapo.pt/

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14
Abr 14

90% dos pedidos de ajuda à Deco acabam em insolvência

A maioria das famílias que pede ajuda à Deco já se encontra numa situação financeira tão degradada que têm de ser reencaminhadas para insolvência. Os dados da Defesa do Consumidor mostram que quase 90% das famílias já não podem ser ajudadas.

“São cada vez mais as famílias que nos chegam ao gabinete numa situação de incumprimento e dificuldade tão elevada que já não conseguimos fazer nada”, adiantou Natália Nunes, coordenadora do Gabinete de Apoio ao Sobreendividado (GAS), em declarações ao Dinheiro Vivo.

No primeiro trimestre, a Deco recebeu 7508 pedidos de ajuda mas apenas abriram 901 processos. A diferença entre pedidos de ajuda e processos está relacionada com a capacidade de ajuda da associação. Sempre que é feito o contacto é contabilizado o pedido, mas apenas é aberto um processo quando a associação verifica que consegue ajudar. Ou seja, apenas 12% dos pedidos de ajuda resultaram em abertura de processo. Questionada sobre o que acontece aos restantes 88%, Natália Nunes explicou que “se procura dar algumas informações, mas a maioria das vezes a única solução é reencaminhar os casos para insolvência”.

O desemprego, os cortes salariais, os aumentos de impostos, assim como a diminuição do rendimento disponível são as principais razões para a existência de cada vez mais famílias em dificuldade.

Famílias com elevada taxa de esforço

Um dos indicadores que demonstra o estado avançado de degradação das finanças das famílias que pedem ajuda é a taxa de esforço. Esta corresponde à percentagem dos rendimentos familiares que é destinada ao pagamento de prestações de créditos.

Segundo os dados da Deco, as famílias que pedem ajuda têm, em média, uma taxa de esforço de 76%. Isto quando, idealmente não deveria ultrapassar 40%.

Contas feitas, e tendo em conta que quem recorre à Deco tem, em média, um rendimento de 1100 euros, significa que deste valor 836 euros são para pagar empréstimos, sobrando apenas 264 euros para pagar o resto das contas, comer e viver.

Não é, por isso, de estranhar que haja um aumento do número de insolvências. Os últimos dados da Direção Geral de Política de Justiça mostram que os pedidos de insolvência dos particulares têm subido desde que começou a crise em 2007, já superando as falências das empresas.

Em 2007, do total de insolvências solicitadas 21,4% eram de particulares; no ano passado, a percentagem de particulares que solicitaram insolvência atingiu 67%, superando os 32,9% das empresas.

Como funciona o processo de insolvência

Pedir insolvência pessoal pode ocorrer quando os devedores não têm condições para pagar as suas dívidas, nem bens para entregar ao banco ou penhorar.

Depois de solicitar a abertura de um processo poderão existir duas soluções: um plano de pagamentos, prevendo as formas de liquidação dos créditos, o reescalonamento dos empréstimos e a sua calendarização; ou a exoneração do passivo, no qual há um perdão das dívidas e o devedor fica livre de pagamento de créditos nos cinco anos seguintes à declaração de insolvência. No entanto, neste caso, é definido pelo tribunal um montante que será o essencial para o dia-a-dia. O restante é para os credores.

Para uma família abrir um processo de insolvência não pode ter mais de 20 credores, o passivo não pode ultrapassar os 300 mil euros e não pode ter dívidas laborais. Caso não tenha capacidade para pagar um advogado, o devedor pode solicitar apoio jurídico junto da Segurança Social.

 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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24
Mar 14

Quase dois milhões de portugueses em risco de pobreza

O número de portugueses em risco de pobreza aumentou entre 2011 e 2012, atingindo 18,7% da população, ou seja, quase dois milhões de pessoas, um valor que poderia aumentar para quase 50% se não existissem transferências sociais. 

Os dados constam do mais recente Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (EU-SILC) do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados esta segunda-feira. 

Os dados mostram que, em 2012, 18,7% da população portuguesa estava em risco de pobreza, mais oito pontos percentuais do que em 2011. Um valor percentual que corresponde na realidade a 1.961.122 portugueses e que faz o INE apontar que se trata do “mais elevado desde 2005”. 

Segundo o INE, a taxa de risco de pobreza corresponde à proporção da população cujo rendimento equivalente se encontra abaixo da linha da pobreza, definida como 60% do rendimento mediano por adulto equivalente, que passou de 416 euros em 2011 para 409 euros em 2012. 

Entre as famílias com crianças a cargo, a taxa de risco de pobreza também aumentou, passando de 20,5% em 2011 para 22,2% em 2012. 

As taxas de risco de pobreza mais elevadas foram estimadas para os agregados constituídos por um adulto com pelo menos uma criança (33,6%), por dois adultos com três ou mais crianças (40,4%) e por três ou mais adultos com crianças (23,7%), que enfrentam pela primeira vez um risco de pobreza superior aos das pessoas que vivem sós (21,7%). 

Em relação aos menores de 18 anos, o risco de pobreza também aumentou, tendo crescido 2,6 pontos percentuais em relação ao valor registado em 2011 e estando em 2012 nos 24,4%. 

Ao mesmo tempo, o risco de pobreza para a população em idade activa foi de 18,4%, mais 1,5 pontos percentuais do quem em 2011, quando o valor foi de 16,9%. 

"Ao contrário, a taxa de risco de pobreza para a população idosa, 14,7%, manteve a tendência decrescente, expectável face ao crescimento médio das despesas com pensões de velhice 'per capita' que tem vindo a verificar-se desde o início do século (7%) ", refere o INE. 

O risco de pobreza entre as pessoas desempregadas aumentou 1,9 pontos percentuais entre 2011 e 2012, chegando agora aos 40,2%, um aumento também sentido entre os que têm emprego. Há 10,5% de pessoas que trabalham, mas que, ainda assim, estão em risco de pobreza. 

Também a intensidade da pobreza aumentou entre 2011 e 2012, sendo nesse ano de 27,3%, o que significa um agravamento de 3,3 pontos percentuais relativamente a 2011.

fonte:http://rr.sapo.pt/inf

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13
Mar 14

Austeridade retirou 10% do rendimento aos mais ricos e 5% aos pobres

Portugal foi um dos países que aplicou medidas de austeridade com um carácter mais progressivo, ou seja, penalizando mais as famílias com maiores rendimentos do que as famílias que menos ganham, conclui o Fundo Monetário Internacional (FMI) numa análise realizada ao período entre 2008 e 2012.

Num relatório intitulado Fiscal Policy and Income Inequality (“Política orçamental e desigualdade de rendimentos), o Fundo analisa o impacto da política de consolidação orçamental que foi imposta em diversos países europeus nos últimos anos e destaca o caso português – onde o FMI teve influência directa na definição das políticas - como um dos que mais levou em linha de conta os efeitos da austeridade na distribuição do rendimento.

Segundo as contas da entidade sedeada em Washington, as medidas implementadas pelas autoridades portuguesas de 2008 a 2012 – e que incluem cortes nos salários dos funcionários públicos, cortes nas pensões, diminuição dos benefícios sociais e aumento do IVA – conduziram, em média, a uma redução do rendimento disponível das famílias de 6,3%. No entanto, para os 20% mais pobres, essa redução foi menor, ligeiramente acima dos 5%. Para os 20% mais ricos, o corte atingiu os 10%.

Na Grécia, o corte do rendimento disponível foi em termos globais maior que em Portugal, chegando aos 11,6%. Os 10% mais pobres sofreram reduções próximas de 15% por causa das medidas de consolidação orçamental. No entanto, os mais ricos perderam cerca de 17,5% do seu rendimento. Em Espanha, onde o impacto global foi de 4,3%, a diferença entre os 10% mas pobres e os 10% mais ricos é que os primeiros perderam cerca de 6% e os mais ricos 7,5%. Na Irlanda, embora o FMI não apresente resultados próprios, cita um estudo que afirma que, entre 2009 e 2012, os 10% mais pobres perderam 5% do seu rendimento disponível, enquanto os 10% mais ricos perderam 13%.

No relatório, o Fundo explica que “em Portugal, a incidência progressiva geral deveu-se a cortes progressivos nos salários da função pública e pensões, que compensaram os cortes regressivos nas transferências sociais sujeitas a condição de recursos, que afectaram negativamente as famílias no decil de rendimento inferior”.

Isto significa que o principal contributo para que as medidas de austeridade afectassem proporcionalmente os mais ricos veio dos cortes de salários e de pensões, ao passo que a limitação dos benefícios sociais prejudicou mais os mais pobres. Não são apresentados cálculos para 2013, ano em que foi realizado um aumento de IRS. 

Redução da desigualdade?

O Fundo chega à conclusão de que o nível de desigualdade em Portugal – medido pelo índice de Gini – diminuiu no período entre 2008 e 2012, especialmente devido ao efeito progressivo das medidas de consolidação orçamental. No entanto, é preciso levar em conta que foi antes das medidas de austeridade começarem a ser tomadas que este indicador mais caiu. Nos dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística sobre esta matéria, regista-se que, entre 2008 e 2009, houve uma redução acentuada do índice de Gini de 35,4 para 33,7 pontos (menos desigualdade).

Nessa altura, ainda não eram aplicadas medidas de austeridade em Portugal. Em 2010, ano em que o Governo de José Sócrates se viu forçado a aplicar medidas de contenção orçamental, como o agravamento de impostos ou o corte dos salários, o indicador de desigualdade subiu para 34,2 pontos. Em 2011, com a troika já em Portugal, registou-se uma nova subida para 34,5 pontos. Para 2012, ainda não há dados publicados.

Apesar destes números, o Fundo estima neste estudo que as medidas de consolidação orçamental contribuíram para reduzir a desigualdade em Portugal. Faz isso ao mesmo tempo que reconhece que “os efeitos das medidas orçamentais no rendimento de mercado (por exemplo, através dos efeitos na actividade económica e no emprego) não são capturados” pelos cálculos.

Medidas como os cortes salariais, mesmo que incidindo mais sobre os vencimentos elevados, podem prejudicar o nível de actividade económica e lançar mais pessoas no desemprego, retirando rendimentos a uma parte importante da população. Em Portugal, entre 2008 e 2012, o desemprego subiu de 8,5% para 15,9%, afectando mais cerca de 400 mil pessoas.

 

fonte:http://www.publico.pt/eco

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25
Dez 13

Menos empresas declararam insolvência este ano

O número de insolvências caiu pela primeira vez desde o início da crise. Em 2013, o número de empresas declaradas insolventes caiu 10%, uma tendência que compensa o aumento de 4% nas falências de particulares.

Desde Janeiro, os tribunais decretaram 18.500 falências, o que significa um recuo de 0,7% face ao mesmo período do ano passado. Um dado que constitui uma inversão de tendência – pela primeira vez desde 2008, desceu o número de insolvências em Portugal.

Dados do Instituto Informador Comercial revelam que as falências de particulares subiram 4%, mas este valor foi compensado com a descida de 10% no número de empresas que se declararam insolventes. Em valores totais, quase 13 mil das 18 mil insolvências dizem respeito a particulares. Em 2012 tinham sido quase 12 mil e quinhentas.

Quanto às empresas, desde Janeiro, 5.608 declararam falência. No ano passado foram mais de 6 mil e duzentas.

Os sectores onde o recuo se fez sentir de forma mais acentuada foram a indústria automóvel e a produção de equipamento eléctrico. O comércio a retalho liderou as falências judiciais.

Das 20 regiões analisadas, Bragança é o distrito onde o número de insolvências mais subiu, e Portalegre aquele em que este valor mais desceu. O Porto mantém o estatuto de região mais afectada. O segundo lugar pertence a Lisboa.   

São números do Instituto Informador Comercial, avançados esta terça-feira no jornal “Público”.  

Numa primeira reacção, o presidente da PME Portugal, Alves da Silva, diz ser resultado de uma maior compreensão de banca sobre a necessidade de crédito das pequenas e médias empresas. 

“Foi basicamente o acesso ao crédito e sobretudo a compreensão por parte do sistema financeira de que o credito às PME, sobretudo até às microempresas, é mais seguro do que o crédito às grandes empresas”, aponta Alves da Silva.

 

fonte:http://rr.sapo.pt/i

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15
Dez 13

Há 35 empresas a pedirem insolvência todos os dias

Tudo parecia bem encaminhado para a recuperação da Ambar. O plano de viabilização foi aprovado pelos credores, apesar do voto contra do BCP, detentor de 22,4% dos créditos. Mas o banco avançou com um requerimento em tribunal reclamando irregularidades no processo de votação. A empresa, fundada em 1939 pelo comendador Américo de Sousa Barbosa e que chegou a faturar mais de 30 milhões de euros, tem agora dívidas reclamadas superiores a 18 milhões e o futuro ameaçado.

Este é apenas um dos muitos exemplos de empresas com processos de insolvência a correr nos tribunais portugueses. Entre janeiro e novembro, o número de insolvências cresceu 13,4%, atingindo um total de 8119 casos. São nada menos que 35 por dia. Os dados são da Ignios, empresa especializada em serviços de gestão integrada de risco, e mostram que nestes 11 meses se ultrapassaram já o total de insolvências de 2012.

E os números da crise deverão ser bem maiores. O próprio relatório da Ignios refere que “neste meio ambiente muito desfavorável para atividades mais expostas aos riscos do mercado interno têm ocorrido elevadas declarações de insolvências, mas também muitos processos especiais de revitalização e de cessações de atividades sem processos (manifestos ou não em dissoluções), quando não existem credores externos envolvidos”. E cita os dados do Banco de Portugal referentes ao aumento dos créditos vencidos das sociedades não financeiras que duplicaram no espaço de dois anos, passando de 6,1% do cré-dito concedido em setembro de 2011 para 12,7% este ano.

 

No top das insolvências surge a construção e obras públicas, “extremamente vulnerabilizada pela forte diminuição do investimento do Estado, das empresas e das famílias, anteriormente empolados”. Conta com 1544 casos, mais 90 do que nos primeiros 11 meses de 2012. Logo de seguida surge o comércio a retalho, “muito fragilizado pela desvalorização do mercado interno e por um longo e contínuo processo de concentração”, que registou 1338 processos de insolvência. Destaque, ainda, para o segmento de “outros serviços”, com mais 278 falências do que no ano passado, e a hotelaria e restauração, onde mais 166 empresas se viram em dificuldades.

O Porto é o campeão das insolvências (1846). Lisboa, embora seja o distrito com o maior número de empresas ativas, “continua a ter uma taxa de incidência de insolvências menor do que o Porto e do que Braga”, destaca a Ignios. Tem 1542 processos registados. Braga e Aveiro também diminuem o seu peso no total das insolvências graças ao aumento das exportações de vestuário de malha (+5,5%) e de calçado (+7,1%). Em contrapartida, Setúbal, Santarém, Faro, Coimbra, Viseu e a Madeira aumentaram o seu peso.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/E

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13
Dez 13

Portugueses entre os mais pobres do euro

Portugal continua a figurar na cauda da Europa, posicionando-se como o terceiro país mais pobre entre os 17 estados que integram o euro. Os números do Eurostat, ontem divulgados, revelam um agravamento das condições salariais das famílias. Pior só mesmo a Grécia e a Estónia.

Os dados do gabinete de estatística da União Europeia (UE), relativos a 2012, colocam o Luxemburgo como o país - tanto no ranking europeu como na ‘liga' do euro - com o Produto Interno Bruto (PIB) per capita mais elevado: 266,1%. É quase o triplo da média registada a nível europeu. Portugal fica comparavelmente abaixo do resultado deste pequeno Estado do centro da Europa, com um PIB por habitante de 76%. O valor é 25% inferior ao da média europeia e demonstra um agravamento de um ponto percentual face ao ano anterior. Feitas as contas, as famílias portuguesas têm um poder de compra 3,5 vezes inferior às famílias dos luxemburgueses.

Entre os países da moeda única, Portugal foi mesmo ultrapassado pela Eslováquia, que viu o poder de compra per capita passar dos 75,4% em 2011 para 76,1% em 2012. Pelo contrário, a Grécia viu igualmente o poder de compra dos seus habitantes derrapar naqueles dois anos, posicionando-se atrás de Portugal e no penúltimo lugar do euro, com um PIB per capita de 75,3%. O último lugar entre os países da moeda única é ocupado pela Estónia, com um PIB por habitante de 71,4%.As disparidades no poder de compra continuam significativas: acima da média estão apenas nove países do euro.

Os números relativos a Portugal sofrem já o efeito das medidas de austeridade aplicadas no decurso do programa de ajustamento, já que são relativos a 2012. Mas não incluem ainda os efeitos da política fiscal aprovada no Orçamento do Estado para 2013, classificado pelo próprio ex-ministro das Finanças, Vítor Gaspar, como o ano do "enorme aumento de impostos". A discussão em torno do poder de compra das famílias ganha também uma maior importância num momento em que se discute em Portugal a pressão da troika, que se encontra no País para a 10ª avaliação do programa de ajustamento, para que os salários continuem a encolher.

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/

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12
Dez 13

Portugueses têm o terceiro poder de compra mais baixo da Zona Euro

Os portugueses voltaram a perder poder de compra no ano passado e estão agora em terceiro lugar na lista dos países da Zona Euro com menor poder de compra. Os dados foram divulgados esta quinta-feira pelo Eurostat.

No ano passado, os portugueses tinham um poder de compra de 76% face à média da União Europeia, diminuindo 1,4 pontos percentuais entre 2011 e 2012.

Em termos europeus, Portugal está no fundo da cauda, apenas à frente da Grécia e da Estónia e a um nível semelhante da Eslováquia. É o valor mais baixo de sempre desde 2001, ano em que começou a ser calculado este indicador.

O PIB per capita expresso em Paridades do Poder de Compra (PPC) é uma moeda artificial que permite comparar os 28 Estados-membros, eliminando os efeitos das diferenças nos preços.

O valor mais elevado do poder de compra em Portugal foi registado em 2001, com 81% da média Europeia.

O poder de compra na Zona Euro está acima da média da UE, com 108%. A lista divulgada é liderada pelo Luxemburgo, onde, em 2012, o PIB por habitante expresso em PPC era duas vezes e meia superior à média da UE, com 266%, seguindo-se a Áustria com 130%, a Irlanda (129) a Holanda (128) e a Suécia (126).

Ao nível da média europeia encontram-se a França (109%), o Reino Unido (106%), a Itália (101%) Espanha (96%) e Chipre (92%).

Com os mais baixos PIB expressos em PPC estão a Letónia (64%), a Croácia (62%),a Roménia (50%) e a Bulgária (47%).

fonte:http://rr.sapo.pt/

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10
Dez 13

Prosegur despede até 140 trabalhadores

A Prosegur esclareceu esta terça-feira que o despedimento coletivo de até 140 trabalhadores, na sua maioria no Norte do país, resulta da perda de clientes na zona do Grande Porto e de incumprimentos de pagamentos de empresas.

A empresa de segurança adiantou que este despedimento "é o culminar de um processo ao longo do qual intentou todos os esforços que evitassem este desfecho".

A perda de clientes na área do Grande Porto "para operadores do setor que, ao não cumprirem com as suas obrigações decorrentes do Código do Trabalho e do Contrato Coletivo do setor, praticam preços inferiores ao custo mínimo de prestação de serviço, a par do continuado incumprimento de pagamentos por parte de alguns clientes" são as razões pelas quais a empresa "se viu forçada a iniciar o processo de despedimento coletivo, seguindo todos os trâmites legais previstos", referiu.

"A Prosegur realizou todos os esforços para a recolocação dos vigilantes ao serviço destes clientes. Não tendo sido possível, a empresa teve que iniciar o processo despedimento coletivo que poderá levar à dispensa de até 140 colaboradores, situação que foi devidamente explicada" aos trabalhadores e sindicato, adiantou.

A empresa "continuará a desenvolver todos os esforços junto dos seus clientes, de modo a conseguir a colocação do maior número possível de colaboradores, minimizando desta forma o impacto desta medida".

De acordo com a Prosegur, esta é a sétima maior empregadora nacional, responsável por mais de 7.000 colaboradores, com contratos de trabalho em cerca de 95% dos casos efetivos.

fonte:http://www.jn.pt/P

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Portugueses contam gastar menos dinheiro este Natal

Os portugueses contam gastar menos dinheiro este Natal e presentes são só para a família. De acordo com a empresa de estudos de mercado Netsonda, seis em cada 10 inquiridos esperam gastar entre 50 e 200 euros. 

Metade vai gastar menos e, para isso, ou corta nas prendas ou compra mais barato. 

A grande maioria das compras será feita nos centros comerciais, e em seguida no comércio tradicional. Segundo o estudo, um quarto dos portugueses já aderiu às compras electrónicas. 

Mais de 70% continuam a enviar as Boas Festas, mas o tradicional postal entregue pelo carteiro está em vias de extinção. A maioria usa mensagens de telemóvel, e-mails ou redes sociais. 

Este inquérito foi realizado no final de Novembro, através de uma amostra aleatória de 320 inquiridos, e tem uma margem de erro de 5,4%. 

fonte:http://rr.sapo.pt/in

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