05
Nov 12

Hospitais obrigados a cortar na despesa mais 500 milhões

Ministro Paulo Macedo tem de esclarecer hoje os deputados sobre os cortes na Saúde e a “refundação” do SNS.

Os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) vão ter de implementar medidas que permitam atingir um corte na despesa de quase 500 milhões de euros no próximo ano. A maior fatia deste corte (333 milhões) incidirá sobre a política do medicamento, e os restantes 154,4 milhões terão de ser conseguidos à custa da "racionalização de recursos, controlo da despesa e medidas estruturantes", pode ler-se na argumentação que Paulo Macedo apresentará hoje aos deputados, e a que o Diário Económico teve acesso.

O documento, que detalha as grandes rubricas do orçamento do SNS para 2013, mostra que haverá um reforço das verbas para o financiamento dos hospitais-empresa (que são grande maioria) de 66 milhões de euros. Mas este reforço não deverá conseguir compensar as pressões adicionais do lado da despesa. É que no próximo ano os hospitais têm de devolver um dos subsídios, aumentar os descontos dos funcionários para a Caixa Geral de Aposentações (para 20%) e ainda contar com o acréscimo salarial para os médicos que passem a trabalhar 40 horas semanais. Tal como o Diário Económico noticiou, e de acordo com as contas do próprio ministério da Saúde, o impacto destas medidas é estimado em 337,5 milhões de euros. Ou seja, o reforço de 66 milhões não será suficiente para compensar ao aumento das despesas.

Mas não será só sobre estes cortes que Paulo Macedo será chamado a responder. A refundação das funções sociais do Estado, que tem dominado a agenda política, promete ser o ponto forte desta audição, até porque é no SNS que se antecipam maiores alterações.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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16
Out 12

Bagão: com OE2013, depósitos perdem dinheiro

Ex-ministro das finanças critica opções do Governo e recorda que nas crises de 1978 e 1983 foi possível travar a fundo porque não havia créditos

O ex-ministro das finanças criticou esta terça-feira a proposta de Orçamento do Estado para 2013 e apontou alguns exemplos das opções do Governo: com os depósitos, por exemplo, e o aumento da taxa liberatória para 28% (aumento de 3 p.p.), Bagão Félix teme que os portugueses percam dinheiro com as suas poupanças. E recordou a necessidade de aumentar a poupança nos bancos, para que haja mais dinheiro disponível a circular na economia. 

Este é um dos exemplos que Bagão Félix trouxe ao «Jornal das 8», depois de ter já criticado na semana passada o aumento do IRS patente na versão preliminar. Para o ex-ministro, a subida é um «terramoto fiscal», com consequências graves na economia nacional. A retração no consumo, considera, poderá provocar uma septicémia generalizada, que pode levar à morte do doente.

Para limitar os danos na parte fiscal, Bagão Félix aconselhava o Governo a incluir no Orçamento do Estado a necessidade de recuperar da evasão fiscal. O economista não se refere ao aumento da evasão fiscal previsível com o aumento dos impostos, mas antes à recuperação de 15 mil milhões de euros em impostos (8% do PIB) que o Estado deixa fugir. «Só em dívidas fiscais, prescrevem mil milhões de euros todos os anos», explicou, sublinhando que os portugueses «sentem que quem paga é sempre o mesmo. Aqueles que não podem pôr o dinheiro nos paraísos fiscais».

Sobre a retração do consumo, e as crises de 1978 e 1983, Bagão Félix aponta um diferença crucial: «Na altura não havia crédito à habitação ou crédito ao consumo e por isso as pessoas travaram a fundo no consumo». Mas agora «e depois do Estado ter incentivado à compra de casa, como é que isso se faz?»

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt

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13
Out 12

IRS: portugueses temem passar necessidades

Muitos ainda não fizeram contas ao que vão perder

Os portugueses estão preocupados. Um dia depois de se conhecerem os novos escalões do IRS e o aumento da carga fiscal que vai incidir sobre os rendimentos no ano que vem, todos falam do mesmo e temem vir a passar necessidades.

A reportagem da TVI encontrou pessoas preocupadas com uma queda do poder de compra, com a perda de rendimento, mas também muitas que temem não ter dinheiro suficiente no dia a dia para as necessidades mais básicas, como a alimentação ou os medicamentos.

fo nte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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11
Out 12

Novos escalões de IRS: taxa mais baixa passa para 14,5%

Rendimentos entre 7 e 20 mil euros anuais pagam 28,5% e quem ganha entre 20 e 40 mil euros por ano vai pagar 37%

NOVOS ESCALÕES:
Até 7 mil euros - 14,5%
De 7 mil a 20 mil euros - 28,5%
De 20 mil a 40 mil euros - 37%
De 40 mil a 80 mil euros - 45%
Mais de 80 mil euros - 48%

ESCALÕES ANTIGOS:
Até 4.898 euros - 11,5%
De 4.898 a 7.410 euros - 14%
De 7.410 a 18.375 euros - 24,5%
De 18.375 a 42.259 euros - 35,5%
De 42.259 a 61.244 euros - 38%
De 61.244 a 66.045 euros - 41,5%
De 66.045 a 153.300 euros - 43,5%
Mais de 153.300 euros - 46,5%


O escalão mais baixo de rendimento (até 7 mil euros) passa a pagar uma taxa de IRS de 14,5%, de acordo com uma versão preliminar da proposta do Orçamento do Estado para 2013 (OE2013) a que a TVI teve acesso.

No documento, os escalões de IRS são reduzidos de 8 para 5, tal como o Governo tinha já anunciado. O primeiro escalão, com os rendimentos mais baixos, até 7 mil euros anuais, fica sujeito a uma taxa de 14,5%, em vez dos anteriores 11,5%.

O segundo escalão, para rendimentos entre 7 e 20 mil euros, passa a pagar uma taxa de 28,5%, e o terceiro escalão, para rendimentos entre 20 e 40 mil euros, paga uma taxa de IRS de 37%. Será nestes dois escalões que recairá o grosso dos trabalhadores portugueses.

Os rendimentos entre 40 e 80 mil euros correspondem ao quarto escalão, passando a pagar uma taxa de 45%.

O escalão mais elevado, para quem aufere mais de 80 mil euros por ano, sobe para 48%.

Recorde-se que o ministro das finanças tinha já admitido que o reescalonamento do IRS implicaria um aumento médio de dois pontos percentuais na taxa efetiva de imposto a pagar pelos portugueses.

Estas novas taxas aplicam-se aos rendimentos de 2013, que serão declarados na primavera de 2014, mas o Governo deverá proceder já no início do ano que vem a uma atualização das tabelas de retenção na fonte, para ajustar as retenções às novas taxas, pelo que os portugueses vão sentir a diferença nos vencimentos logo no fim do mês de janeiro.

Recorde-se ainda que, além do aumento de impostos decorrente do reescalonamento do IRS, os portugueses vão ainda ser sujeitos a uma sobretaxa de 4%, que vai também incidir sobre o rendimento todos os meses.

O escalão mais elevado de rendimento fica ainda sujeito a uma taxa de solidariedade de 2,5%.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

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