29
Dez 13

Já sabe tudo o que vai aumentar de preço em 2014?

Os preços deverão aumentar em média 1% em 2014, "num contexto de ausência de tensões inflacionistas nos mercados internacionais", segundo estima o Governo no relatório que acompanha o Orçamento do Estado para 2014.

Esta variação nos preços representa uma subida de 0,4 pontos percentuais face a 2013 e vai traduzir "alguma maior pressão ascendente sobre os preços [decorrente] da melhoria da procura interna e algum ganho de rentabilidade dos empresários, após anos consecutivos de contração das margens de lucro".

Já o Banco de Portugal previu, no Boletim Económico de Inverno, uma subida dos preços de 0,8%, depois de um aumento de 0,5% em 2013, antecipando que as pressões inflacionistas se mantenham "contidas".

Eis como será o comportamento de algumas das principais classes de preços em 2014:

Eletricidade

A fatura de eletricidade dos consumidores domésticos vai aumentar 2,8% no dia 1 de janeiro, o que representa um acréscimo mensal de 1,21 euros numa fatura média de 46,5 euros (com o IVA a 23%).

Para os consumidores com tarifa social, o aumento será de 1%, o que corresponde a um acréscimo de 23 cêntimos numa fatura mensal de 23,5 euros (com o IVA a 23%).

Transportes

O preço dos transportes públicos vai aumentar, em média, 1% no início de 2014, em linha com a inflação prevista no Orçamento do Estado, avançou hoje à Lusa o secretário de Estado dos Transportes.

Em 2013, o preço dos transportes públicos registou um aumento médio de 0,9%, depois de aumentos de 4,5% (em janeiro de 2011, decidido ainda pelo Governo de José Sócrates), 15% (aumento extraordinário decidido pelo atual Governo em agosto de 2011) e 5% (em 2012).

Portagens

Em 2014, o preço das portagens vai manter-se, o que não acontecia desde 2010, disse à Lusa fonte oficial da Estradas de Portugal (EP).

O preço das portagens manteve-se inalterado em 2010 - à exceção dos sublanços Palmela-Nó de Setúbal (A2/A12) e Montijo-Pinhal Novo - tendo registado aumentos nos anos seguintes: 2,2% em 2011, 4,36% em 2012 e 2,03% em 2013.

Água

O preço cobrado pela água em 2014 vai continuar a ser diferente em cada um dos 308 concelhos portugueses, embora se preveja uma harmonização tarifária na venda de água aos municípios, em resultado da reestruturação da Águas de Portugal (AdP).

O ministro do Ambiente afirmou, no início deste mês, que pretende reduzir as "disparidades tarifárias no setor da água entre litoral e interior" para um máximo de 15%, prevendo que o processo de agregação dos atuais 19 para quatro sistemas, esteja finalizado "do ponto de vista jurídico, no primeiro semestre de 2014".

Os últimos valores, recolhidos pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), evidenciam diferenças nos preços praticados pelos municípios de 1 para 14 entre a tarifa mais baixa e a mais alta, em parte justificados pela diferença de valores das tarifas cobradas "em alta" (distribuição e venda aos municípios) pelos sistemas.

Os preços propostos pela AdP, em março, eram de 51 cêntimos por m3, em média, para o abastecimento de água e de 63 cêntimos/m3, em média, para o saneamento.

As câmaras poderão decidir como vão fazer repercutir essas diferenças sobre o utilizador final.

Pão e leite

Leite e pão são alguns dos produtos que devem manter os preços no próximo ano, segundo as respetivas associações setoriais que admitem que a contenção será feita à custa das margens da indústria.

O preço do pão deve manter-se, ainda que à custa da indústria, lamenta o presidente da ACIP (Associação do Comércio e da Indústria de Panificação, Pastelaria e Similares), Francisco Silva.

"Atendendo às circunstâncias macroeconómicas, não temos condições para fazer subidas de preços, vamos tentar que 'o pão nosso de cada dia' continue a chegar à mesa dos portugueses", afirmou.

Francisco Silva sublinhou que é o setor que "está a suportar os aumentos dos custos", apesar "de um tecido empresarial cada vez mais débil" e destacou que o pão foi o alimento que menos subiu desde o 25 de abril.

"O pão custava dez tostões em 1974, o que seria à volta de cinco cêntimos. Hoje o preço médio, a nível nacional, é de cerca de 13 cêntimos", exemplificou, salientando que o pão continua a "matar a fome a muitos portugueses".

No caso do leite, a subida da matéria-prima foi "muito superior à capacidade da indústria" refletir este aumento em 2013, mas não são expectáveis aumentos nos primeiros meses do próximo ano, segundo o diretor-geral da ANIL (Associação Nacional dos Industriais de Lacticínios).

O preço pago aos produtores subiu mais de 20% entre 2012 e 2013, enquanto o preço pago pelo leite UHT à saída da fábrica aumentou apenas 11%, adiantou Paulo Costa Leite.

Atualmente, o preço médio pago à produção ronda os 37 cêntimos.

"Não é expectável que o preço da matéria-prima se altere nos primeiros meses do ano, desde que não haja condições climatéricas muito adversas", considerou, lembrando que houve uma subida acentuada nos preços do leite a nível mundial no ano passado devido à escassez da produção.

Rendas

Em 2014, o valor das rendas sobe 0,99%, o aumento mais baixo dos últimos dois anos, já que 2013, a atualização foi de 3,36% e, em 2012, foi de 3,19%.

Para se calcular o montante a pagar, o valor da renda (em euros) deverá ser multiplicado por 1,0099%. Ou seja, por cada 100 euros de renda os inquilinos deverão pagar mais 0,99 euros.

Por exemplo, uma renda mensal de 500 euros deverá ser aumentada em 4,95 euros no próximo ano.

As rendas condicionadas vão ter um aumento entre 7,85 e 6,22 euros.

Taxas moderadoras

As taxas moderadoras nas consultas dos centros de saúde vão manter o mesmo valor no próximo ano, enquanto para as taxas nas urgências, consultas e exames em hospitais serão atualizadas ao valor da inflação.

Não haverá atualização anual das taxas moderadoras nas consultas de medicina geral e familiar nos centros de saúde, nem para as consultas de enfermagem, domiciliárias ou sem a presença do utente no âmbito dos cuidados primários.

Para urgências, consultas e exames em hospitais, as taxas moderadoras deverão ser atualizadas à taxa de inflação.

Tabaco e bebidas alcoólicas

O tabaco vai voltar a aumentar em 2014, pelo menos devido aos impostos que o Governo volta a aumentar. O maior aumento será no tabaco de enrolar, que segundo simulações da consultora PricewaterhouseCoopers, chegam aos 1,25 euros nos pacotes de 5 euros.

Já um maço de tabaco que custe 4,20 euros deve aumentar cerca de três cêntimos. Os charutos sofrem um aumento de 5% tal como as cigarrilhas.

No caso das bebidas espirituosas o aumento é de 5%, enquanto o preço da cerveja aumenta em média 1%.

No exemplo de um pacote com seis cervejas que custe cerca de 4 euros, este passaria a custar 4,04 euros.

Cinema

As exibidoras ZON Lusomundo Cinemas e Orient Cineplace, duas das maiores exibidoras de cinema em Portugal, afirmaram à Lusa que não vão aumentar o preço dos bilhetes de cinema.

A exibidora UCI - Cinema International Corporation não respondeu ao pedido de informação.

 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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21
Jan 12

Transportes aumentam 5% no público e 4% no privado

Os preços dos transportes públicos vão aumentar, a partir de 1 de Fevereiro, em média 5% e os dos privados 4%.

De fora destes aumentos médios ficam os passes mensais dos autocarros e metros de Lisboa e Porto, anunciou o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro.

Assim, na capital, a assinatura mensal dos autocarros passa a custar 29 euros (mais 1,5 euros), um aumento de 5,45 por cento.

Novo passe "Navegante"

O novo passe único para Lisboa, o 'Navegante', vai custar 35 euros e permitirá a partir de Fevereiro andar de autocarro, eléctrico, metro e comboio dentro da malha urbana da capital, disse também o governante.

"Vai simplificar a vida na cidade, eliminar alguns passes intermodais e combinados em Lisboa e corresponde a uma das promessas do Governo de reduzir os custos administrativos da simplificação tarifária", afirmou à Lusa.

O governante disse ainda que a Transtejo e os Transportes Coletivos do Barreiro já assinaram um protocolo com o Governo para aderir a este novo passe e espera que outros privados sigam o exemplo.

Descontos mais baixos

Os passes 4_18, sub 23 e sénior, que beneficiam actualmente de um desconto de 50%, vão passar a ter um desconto de 25% a partir de Fevereiro.

"Esta medida estava prevista pelo anterior Governo, mas não chegou a ser aplicada. Isso gerou um buraco orçamental que ultrapassou os 20 milhões de euros. No Orçamento do Estado deste ano mantivemos a medida", afirmou Sérgio Monteiro.

O governante frisou que esta redução mantém-se independentemente dos rendimentos e vai vigorar até Junho.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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30
Dez 11

Leite mantém preço mas café sobe

A Associação Nacional dos Industriais de Lacticínios (ANIL) revela que o leite é um dos produtos que devem manter o preço em 2012. Quanto à tradicional bica, vai sofrer um aumento de cinco a dez céntimos.

 

Segundo Pedro Pimentel, secretário-geral da ANIL, "as empresas têm uma preocupação muito clara: conter qualquer aumento de custos. As grandes superfícies estão a ser muito exigentes com os seus fornecedores e a possibilidade de haver aumentos é muito reduzida, pelo menos no primeiro trimestre". 

Apesar de o leite não ter sofrido um aumento do IVA, a indústria tem sido penalizada com custos fiscais indirectos, como a introdução de portagens nas ex-SCUT, que fez subir o preço dos transportes no interior do País. 

"Sentimos a retracção do consumo, em volume, mas sobretudo em valor", declarou, ainda, o secretário-geral. Os produtos de valor acrescentado, como os leites enriquecidos, iogurtes e queijo de gama mais alta, têm sido os mais atingidos, além de os consumidores serem cada vez mais atraídos pelas marcas próprias.  

"A diferença de preços entre os produtos com marca do distribuidor e as marcas comerciais no armazém é uma e quando aparecem na prateleira é outra. Os consumidores têm a percepção de que é muito mais barato, mas às vezes a diferença é nula", sublinhou.

CAFÉ AFECTADO PELA SUBIDA DO IVA 

Ao contrário do leite, em 2012, o café será um dos produtos cuja taxa de IVA sofre um aumento de 13 para 23 por cento. Segundo Maria José Barbosa, presidente da Associação Industrial e Comercial do Café (AICC), tal aumento irá provocar uma subida na tradicional bica que, em média, pode ficar cinco a dez cêntimos mais cara.

Para a presidente da AICC, "pode haver casas que sacrifiquem as suas margens comerciais e suportem este aumento, mas julgo que serão situações muito excepcionais". Esta alteração irá reflectir no consumidor um duplo efeito da subida da taxa de IVA do produto e na restauração.

Os industriais do café encaram as subidas com preocupação, pois o canal HORECA (hotéis, restaurantes e cafés) representa cerca de 80 por cento das vendas de café. 

"A indústria de torrefacção adivinha um ano péssimo, com a perda do rendimento disponível das famílias e a recessão que está prevista. Se tivermos uma diminuição de vendas considerável vai ser difícil mantermos os mesmos postos de trabalho", declarou Maria José Barbosa.  

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/n

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26
Dez 11

Rendas antigas: tecto das actualizações é de 5 anos

As rendas antigas vão ser actualizadas no prazo máximo de cinco anos. Esta é uma das alterações impostas pela nova lei do arrendamento, de acordo com a edição desta segunda-feira do «Diário Económico».

O objectivo é que as rendas actualmente congeladas sejam actualizadas «num curto espaço de tempo», dando um prazo mais alargado, de cinco anos, apenas para os inquilinos com carências económicas.

O novo diploma, escreve o jornal, prevê a renovação das rendas com base na negociação entre o senhorio e o inquilino.

O Governo pretende que o inquilino proponha um valor para a actualização, cabendo ao proprietário decidir se aceita ou recusa. Caso considere injusto, o senhorio terá de pagar uma indemnização no valor de 60 rendas. 

A proposta, que deverá ser aprovada na próxima reunião de Conselho de Ministros, no dia 29, tem também como objectivo facilitar os despejos. 

O Governo pretende que o recurso a tribunal para a expulsão de um inquilino seja feito em apenas duas situações: quando o inquilino se opõe ou quando for necessário forçar a entrada na habitação. 

Já os inquilinos com 65 anos ou mais ou com um grau de incapacidade superior a 60% não poderão ser expulsos.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

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