08
Jan 14

ADSE vale mais de 500 milhões por ano para os privados

Mais de um terço da facturação dos grupos privados da saúde vêm da ADSE, o seguro de saúde dos funcionários e pensionistas públicos. Hospitais privados defendem o subsistema.

O sector privado da saúde ganha pelo menos 500 milhões de euros por ano com a ADSE, o seguro de saúde dos funcionários públicos. Os números constam do relatório de actividades de 2012 deste subsistema de saúde e mostram a dimensão do negócio para os privados, numa altura em que o Governo já anunciou um novo aumento das contribuições.

De acordo com os dados de 2012, a ADSE gastou 272,7 milhões de euros com o regime convencionado (aquele em que há acordo com o prestador de serviços), e 138,2 milhões no regime livre (em que os utentes adiantam a totalidade e recebem depois o reembolso de uma parcela). A comparticipação de medicamentos custa 73 milhões de euros à ADSE. No total, os custos suportados directamente pela ADSE são de 483,9 milhões de euros. A este valor, somam-se 50 milhões de euros que saem do bolso dos utentes no regime convencionado.

 fonte:http://economico.sapo.pt/no

publicado por adm às 21:44 | comentar | favorito
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04
Jan 14

Descontos para a ADSE duplicam desde meados do ano passado

O salário dos funcionários públicos e as pensões dos aposentados do Estado vão encolher mais em 2014 do que estava previsto. Aos cortes salariais, previstos no Orçamento do Estado, e à nova contribuição extraordinária de solidariedade aplicada às pensões, anunciada anteontem pelo Governo, vai somar-se um aumento dos descontos para a ADSE (o subsistema de saúde da função pública).

O PÚBLICO apurou que o desconto exigido aos funcionários públicos no activo e aos aposentados passará para, no mínimo, 3%. Desde Julho do ano passado, o desconto vai duplicar e o resultado é uma perda de rendimento que oscilará entre os 19 e os 21 euros.

De acordo com os cálculos efectuados pelo PÚBLICO, um aposentado da Caixa Geral de Aposentações a receber uma pensão média de 1271 euros (valor médio em 2012, segundo o relatório e contas da CGA) descontava, até Julho do ano passado, 1,5% para a ADSE, ou seja, pouco mais de 19 euros. Em Agosto, o desconto subiu para 2,25% e em Janeiro deste ano passou para 2,5%. Se o novo valor se fixar nos 3%, o desconto subirá para os 38 euros, o dobro do que era exigido em Julho.

No caso dos beneficiários no activo com um salário médio de 1404 euros, os descontos aumentarão de 21 para 42 euros, em pouco mais de seis meses.

Este aumento das contribuições para a ADSE foi uma das soluções encontradas pelo Governo para cobrir o buraco deixado em aberto pelo acórdão do Tribunal Constitucional, que chumbou o corte de 10% nas pensões acima de 600 euros brutos, pagas pela Caixa Geral de Aposentações.

As novas contribuições dos beneficiários foram anunciadas anteontem no final do Conselho de Ministros e deverão ser formalizadas através de um decreto-lei, que terá de ser negociado com os sindicatos.

O aumento dos descontos de 2,5% para 3% implicará um encaixe próximo dos 80 milhões de euros. Os cálculos do PÚBLICO têm por base as receitas arrecadadas pela ADSE em 2012, quando o desconto exigido aos beneficiários era de 1,5%. Se a decisão do Governo for no sentido de elevar a taxa para os 3,5%, a medida renderá 160 milhões de euros. Estes valores são indicativos e não têm em conta a redução salarial prevista para este ano, que será mais elevada do que em 2013 e em 2012, o que reduz a base de incidência do desconto.

A ADSE funciona como um seguro e garante o acesso a cuidados de saúde aos funcionários públicos no activo e aposentados e aos seus familiares. O objectivo do Governo era tornar o sistema auto-sustentável em 2016, tal como está previsto no memorando assinado com a troika. Com o chumbo à convergência das pensões, o Governo decidiu antecipar esse objectivo.

A ADSE tem 1,3 milhões de beneficiários, a maioria dos quais são funcionários públicos no activo e respectivos familiares.  
 fonte:http://www.publico.pt/e

publicado por adm às 17:53 | comentar | favorito
02
Set 11

Cada beneficiário da ADSE custou 408 euros

O custo  médio por beneficiário da ADSE foi de 408 euros, revela o Relatório de Actividades de 2010 da instituição (http://www.adse.pt/document/Relatorio_de_actividades_2010_vs.pdf).


No ano passado, a ADSE (o subsistema de saúde da função pública) tinha 1,356 milhões de beneficiários (entre activos, familiares e reformados) e a despesa com saúde ascendeu a 554 milhões de euros.


Uma parte daquela despesa foi coberta pela contribuição de 1,5% sobre o vencimento que funcionários públicos fazem mensalmente.


Além dos trabalhadores, desde 2007 que também os pensionistas fazem um desconto mensal que em 2010 correspondia a 1,3% da sua reforma.


Somados, estes descontos ascenderam a 214,9 milhões de euros em 2010, mais 13 milhões do que no ano anterior.


A evolução dos custos médios por beneficiário aumentou nos regimes convencionado e livre e também nos medicamentos.


O Relatório revela que houve um acréscimo de 7% no gasto médio por pessoa através do regime convencionado, o que "parece traduzir uma maior procura" deste regime como resultado da maior diversidade e dimensão da oferta da rede de prestadores privados.


O documento realça ainda que os beneficiários com menos de 20 anos são já o segundo grupo etário que mais recorre à rede convencionada.


No regime livre (em que o beneficiário paga a totalidade dos custos tendo sendo depois reembolsado) a despesa média por pessoa mais elevada acontece no grupo dos que têm entre 60 e 80 anos.


Este ano o orçamento da ADSE foi reduzido face a 2010, tendo este organismo uma previsão de gastos da ordem dos 504 milhões de euros.


Até 2014, e tal como prevê o memorando de entendimento assinado entre Portugal e a "troika", os gastos com os subsistemas de saúde da administração pública (a ADSE e também o das forças armadas) terão de reduzir em 100 milhões de euros.

fontE:http://www.dinheirovivo.pt/

publicado por adm às 00:17 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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