Despedimento colectivo é "inevitável" na RTP

Rescisões voluntárias não têm a adesão esperada. Director de informação das rádios diz que “não há outra saída” a não ser o despedimento colectivo na empresa.

O processo de rescisões voluntárias na RTP não está a ter a adesão esperada e o cenário de despedimento colectivo na televisão e rádio públicas volta a estar em cima da mesa.

Numa reunião com o Conselho de Redacção (CR), o director de informação das antenas da RTP reconheceu que o plano de saídas voluntárias "está a ficar muito aquém do desejado" e que, dado o actual orçamento da empresa, "é inevitável o cenário de despedimento colectivo".

Questionado pelos elementos do CR, que representa os jornalistas, Fausto Coutinho disse não saber quais serão as opções do Conselho de Administração, ainda que, na sua opinião, não haja "outra saída".

Sobre a rádio - que nos últimos anos registou mais de 20 saídas, entre rescisões, mudanças internas e a transferência da equipa da RDP Internacional para a Direcção de Serviços Internacionais - o director de informação considerou que "não há margem para deixar sair mais trabalhadores".

A RTP abriu, em Fevereiro, um novo Plano de Saídas Voluntárias (PSV), no âmbito do processo de reestruturação da empresa que prevê um corte de 22 milhões de euros nos custos com pessoal. O plano, que termina a 31 de Março, previa que os trabalhadores que aceitem as condições têm de deixar a empresa até 11 de Abril. Para acelerar o processo, a RTP oferece um bónus de 15% para as rescisões que sejam concluídas até 20 de Fevereiro, 7,5% para as que ocorram até 6 de Março e 2,5% até 20 de Março.

 fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 21:59 | comentar | favorito