Mais de metade dos presidentes de câmara têm de sair em 2013

Com os resultados de 2009, são 157 os autarcas impedidos de se recandidatar. A luta pelos lugares já começou.

Miguel Relvas revelou no mês passado o Documento Verde da Reforma da Administração Local, mas a maior das revoluções nem estará nas centenas de páginas apresentadas pelo ministro adjunto, onde, entre outras medidas, constam a extinção e fusão de freguesias. Das 308 autarquias nacionais, são 157 os presidentes que, por estarem a completar o seu terceiro mandato, terão de passar o testemunho, numas eleições a decorrer a meio do mandato do Governo de Passos Coelho e que António José Seguro já disse querer ganhar.

A batalha será uma prova de vida para Seguro e uma de resistência para o Governo. Ao cenário junta-se a débil situação financeira em que as câmaras se encontram. Como noticiou o Diário Económico, entre Janeiro e Junho deste ano, o défice das administrações públicas era de 8,3% do PIB, até ao final do ano será precisa uma consolidação de 2,4 pontos e a Inspecção-Geral de Finanças não só está a realizar uma auditoria às contas autárquicas como já terá encontrado um agravamento de 68 milhões de euros.

Em Coimbra, Carlos Encarnação e António Capucho em Cascais, ambos do PSD, anteciparam-se ao fim do mandato e já saíram das respectivas câmaras. Encarnação cedeu o lugar a João Barbosa Melo e Capucho abriu caminho a Carlos Carreiras, ambos vice-presidentes. "António Capucho esteve nove anos em funções, cinco dos quais eu estive como vice-presidente. Há uma continuidade no trabalho, no projecto político e, segundo os dados de que disponho, a população acolheu bem a mudança", diz, ao Diário Económico, Carlos Carreiras, assumindo que a substituição em antecipação "pode ter vantagens do ponto de vista eleitoral". 

fonte:;http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 23:20 | comentar | favorito
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