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09
Out11

Refrigerante com alto teor de cafeína preocupa escola

adm

Um refrigerante com alto teor de cafeína que se tornou moda entre alunos de uma escola em Almada está a preocupar professores e pais e é considerado um "problema de saúde pública" pelos responsáveis de saúde.

 

A directora da Escola Básica Integrada de Vale Rosal, na Sobreda, Ana Amaral, deu pelo problema há menos de duas semanas.

"O segurança encontrou latas deste refrigerante no chão da escola e diversos alunos a consumirem a bebida. Os efeitos foram mais visíveis entre os alunos de uma turma problemática, que andavam agitadíssimos nas aulas", disse à Lusa.

A bebida, "que é, como diz na lata, uma bebida com alto teor de cafeína, e composta por outros estimulantes, é vendida em cafés perto da escola e consumida pelos alunos sem que eles tenham consciência da composição do produto e dos seus efeitos secundários".

O refrigerante vende-se em latas de meio litro, pretas, apelativas no estilo e nos textos: "A bebida mais extreme do planeta. Os nossos laboratórios inventaram a fórmula que te proporciona uma dose dupla da nossa secreta poção energética. É simplesmente espetacular e tem duas vezes mais poder que uma bebida energética comum. Vai-te atingir com uma potência incomparável mas com um suave sabor para beber", lê-se no rótulo impresso na lata.

De acordo com a embalagem, a bebida tem uma concentração de cafeína de 32mg/100 ml de sumo. Ou seja, explicaram à Lusa as nutricionistas da delegação de saúde pública de Almada, Carla Marques e Filipa Carneiro, "níveis de cafeína superiores aos de um café".

Na perspectiva das especialistas, "este é um problema de saúde pública": "Acarreta um risco enorme para populações mais jovens não esclarecidas, uma vez que as substâncias mencionadas no produto em causa não têm reconhecido qualquer efeito benéfico para a saúde, além de que todas elas têm efeitos estimulantes e, no seu conjunto, poderão formar um 'cocktail' perigoso, principalmente para as idades em questão", disseram.

A professora Ana Amaral diz que o problema tem sido acompanhado de perto pela escola, que chamou pais, alunos e comerciantes à atenção, mas considera que há mais trabalho de sensibilização a fazer porque ainda há jovens a beber o refrigerante às escondidas.

O aluno José Quaresma, de 14 anos, contou à Lusa que provou a bebida "porque toda a gente andava a bebê-la, alunos mais velhos e mais novos": "Aquilo começou a pegar moda. Disseram-me que era sumo e que dava energia. Provei e gostei", disse.

Depois, conta, sentiu-se indisposto. A professora explica que José é epiléptico e que toma medicação, o aluno acrescenta que misturou a bebida com outros refrigerantes.

De acordo com as nutricionistas, o consumo deste produto pode causar irritabilidade, náuseas, vómitos, dor abdominal, perturbações no sono, aumento da frequência cardíaca, desidratação, interferir na absorção de nutrientes para o organismo (como é o caso do ferro) e até mesmo reduzir o apetite.

fonte:http://www.jn.pt/

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