Consumo de bens essenciais cai para mínimos históricos

Crise afecta de forma inédita o consumo de bens não duradouros. Economia vai recuar 2,2% em 2012.

Com os orçamentos cada vez mais apertados, nunca os portugueses foram obrigados a pensar tanto na hora de ir às compras. As dificuldades que as famílias atravessam saltam à vista no Boletim Económico de Outono do Banco de Portugal (BdP): o consumo de bens não duradouros vai recuar este ano 1,9%, a maior quebra da história e a primeira desde 1984.

Serviços de telefone, internet, tabaco, café, até mesmo nos alimentos. Os portugueses estão a cortar em tudo onde lhes é possível, perante a quebra dos rendimentos, aliada ao aumento desenfreado de impostos e a degradação contínua do mercado de trabalho. De tal forma que, em 2011, o consumo de bens correntes - ou seja, que são destruídos aquando da sua utilização, como os alimentos -, vai recuar 1,9%, a maior quebra de que há registo (1976).

A previsão, publicada ontem, é do BdP e implica ainda a primeira contracção no consumo deste tipo de bens desde 1984. Aliás, segundo os dados estatísticos existentes, só em 1983 (-0,6%) e 1984 (-0,9%), aquando da última intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Portugal, é que o consumo anual de bens correntes entrou em terreno negativo.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 08:26 | comentar | favorito