ALEXANDRA LENCASTRE vence doença grave

Alexandra Lencastre tem aos 46 anos a profissão que sempre ambicionou, mas os altos e baixos na sua vida pes-soal fazem com que não viva a felicidade em pleno. Alexandra Lencastre sente que não tem a vida perfeita que desejava ter. Vive agarrada aos fantasmas dos amores mal resolvidos, dos dias que passam e a fazem envelhecer e da busca incessante pelo amor perfeito, e luta contra o sofrimento provocado pelo conturbado relacionamento com as duas filhas, Margarida e Catarina, de 16 e 13 anos, fruto do seu casamento com Piet-Hein Bakker.

Terminado o casamento com o produtor holandês, foi a atriz que ficou com a responsabilidade da educação permanente das raparigas. Porém, ao que tudo indica, o relacionamento de Alexandra com as duas filhas nem sempre corre de feição. “O ambiente lá em casa com as filhas, por vezes, é tão pesado que as miúdas sentem necessidade de ir para junto do pai. A relação com a filha mais velha é assustadora, porque a miúda quer uma independência que a mãe não gosta. Na Páscoa tiveram uma grande chatice, foi muito mau. A Alexandra tem um grande amor pelas filhas, mas é muito ríspida. Quando as coisas saem do controlo dela, ela fica fora de si e depois discutem muito. São discussões assustadoras”, conta fonte próxima de Alexandra. Depois disto, a tempestade no relacionamento entre mãe e filha só acalmou quando foram de férias, em agosto passado. “Ajudou muito a acalmar a má relação entre elas e acabou por ficar tudo bem. Elas têm fases, ora estão bem, ora estão mal”, atirou a mesma fonte.

De facto, a atriz não esconde que educar duas filhas na idade da adolescência não é tarefa fácil. “As minhas filhas mandam na nossa história, já opinam muito e eu acato para não me aborrecer. Acaba por ser bom. Ainda no verão estivemos de férias em Tróia e acabamos por passar momentos muito bons juntas”, conta, à margem do evento onde foi apresentada Embaixadora do Alentejo, durante um fim de semana passado no mesmo local, onde esteve com as suas meninas.

Em Lisboa, no dia-a-dia normal, nem sempre é assim e Alexandra confirma que, em casa, com as filhas, “tanto pode ser delicioso, como pode ser um terror. Eu tento segurar as rédeas. A minha filha mais nova é mais parecida comigo e acertamos agulhas facilmente. Não há atrito. Com a Margarida choco mais, porque ela é muito argumentativa e assertiva. Se ela me levanta a voz eu fico logo possuída. De qualquer forma, revejo-me em algumas coisas nela, apesar de ela dançar melhor do que eu e mentir como eu nunca menti. Apanho-a sempre, coitada”, conta, divertida. E continua: “Não a posso castigar, porque ela é muito boa aluna e é muito pragmática. Acho que herdou isso do lado holandês do pai e isso faz com que ela se consiga defender de imensas situações. Houve uma altura em que achei que teria de andar sempre atrás dela, mas nunca precisei. Acabou por mostrar uma desenvoltura e eu dei-lhe o voto de confiança”.

Superada a fase conflituosa com Margarida, Alexandra parece viver feliz junto das filhas. “Neste momento vivemos uma relação mais equilibrada. Continuo a ter de, muitas vezes, vestir as calças e a saia. Sou eu quem dá os mimos e os ralhetes; sou eu que sou o pai e a mãe. Embora o pai esteja sempre presente, sou eu quem recebe os telefonemas delas durante o dia com os dramas e angústias da idade. E nisso a mais velha é como é: muito dramática. Uma drama queen, tal e qual como eu.
 
Depressão constante

A recuperar de um problema grave de saúde, uma infeção no estômago provocada por uma bactéria que, segundo Alexandra explica, é um problema com o qual vive desde os 17 anos – “apareceu quando passei um momento muito angustiante, por causa de um mau resultado numa prova de alemão” –, a atriz vive ainda o rescaldo do final do namoro com Paulo Ferreira, que terminou no início deste ano. “Ela agora está bem, com outra estabilidade emocional, e tem-se mostrado mais equilibrada. Está muito melhor agora do que antes do verão, altura em que ainda mostrava uma certa fragilidade. Esta separação mexeu muito com ela, porque acreditava no relacionamento”, conta à VIP uma amiga da atriz.

Apesar de todas as desilusões e de ainda ter presente histórias de amor menos felizes, Alexandra não esconde o desejo de encontrar o homem que fique para sempre ao seu lado. Uma vontade também manifestada pelas filhas, que querem que ela volte a amar. “Sim, querem que eu arranje um namorado”, confirmou. Se quer ou não acatar a vontade das filhas, preferiu deixar no ar a resposta e remeteu-se ao silêncio. “Até as minhas filhas já me dizem que os homens perfeitos são como o Pai Natal, não existem”, prefere brincar.
Mas contrariando isso mesmo, Alexandra continua à procura do amor perfeito. “Ela já me disse que está farta de ser enganada, mas que ainda acredita em príncipes encantados. Dizia-me no outro dia que tinha sido enganada pelo Paulo Ferreira, que ele era mulherengo, mas que não se importava, porque ele estava com ela”, conta a mesma amiga.

Associado aos seus “males de amor” está o estado psicológico a que a atriz se entrega quando vive momentos mais difíceis. “A Alexandra é muito dada a frustrações, mas adora quando está serena. Sabe e tem consciência de que é uma mulher adorada por todos, mas, ao mesmo tempo, sente muita falta de afeto. Pensa que as pessoas não gostam dela e tem a mania de que é um patinho feio. É uma mulher extremamente insegura e tem necessidade de ouvir que gostam dela. Depois, não sabe estar sozinha e fica desequilibrada quando não tem um relacionamento. Com o passar dos anos tem ficado um bocadinho pior, no sentido em que se acha feia”, acrescenta a mesma fonte.

Trabalho para o bem e para o mal

Sem pausas entre as novelas, Alexandra Lencastre fica com pouco tempo livre para viver a sua vida pessoal e para descansar. Certo é que têm sido várias as vezes em que, com o aproximar do final das gravações, a atriz confessa publicamente o seu cansaço e a necessidade de parar. Uma vontade que nem sempre lhe é feita. “Eles (Plural e TVI) são muito teimosos. Dizem que fazem estudos de mercado e que eu vendo. Recebi um grande presente, que foi fazer a Joana Rita, mas sinto-me muito cansada com este projeto, tem sido muito pesado. No início, a minha personagem era muito alegre, mas depois levou uma grande volta”, desabafa Alexandra, sobre o seu papel na novela Anjo Meu. Ainda assim, não esconde que é no trabalho que encontra o escape que a fez esquecer momentos menos bons.
Estes tempos têm sido complicados e estar doente não é nada agradável. Mas eu não consigo parar. O trabalho ajuda-me muito porque estar em casa é pior, uma pessoa acaba por deprimir ainda mais. Depois, acabo por levar para casa os problemas e as angústias da minha personagem. Passamos a vida a dizer que conseguimos desligar a ficha, mas é difícil. As minhas filhas dizem que a grande e única rival delas é a novela”, conta. Uma versão reforçada pela fonte próxima da atriz. “Ela agarra--se mais ao trabalho nos momentos em que não tem namorado. E se não fosse a carga horária intensa que tem, já tinha ido muito mais ao fundo. Mas este cansaço que tem vindo a acusar fá-la entrar em depressão. E aí, uma vez mais, vem queixar-se e diz que passa muitas horas a trabalhar e que quando chega a casa não tem quem a abrace.”

 

fonte:http://www.vip.pt/

publicado por adm às 21:42 | comentar | favorito
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