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30
Set11

Farmácias podem deixar de distribuir medicamentos comparticipados

adm

A Associação das Farmácias de Portugal alertou, esta sexta-feira, para o facto de as medidas anunciadas pelo Governo para a área do medicamento poderem, "em breve", colocar em causa a distribuição de medicamentos comparticipados, já que retira às farmácias "elasticidade económica".

Na origem do alerta está o decreto-lei aprovado, na quinta-feira, em Conselho de Ministros, que estabelece umnovo regime para determinar o preço dos medicamentos, com o objectivo de conseguir "uma baixa generalizada dos respectivos preços" e "uma redução nos gastos públicos".

"As medidas anunciadas ontem [quinta-feira] pelo senhor ministro da Saúde podem, em breve, pôr em causa a dispensa dos medicamentos aos utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS)", afirma em comunicado a Associação das Farmácias de Portugal (AFP).

A entidade lembra ainda que "as farmácias são micro-empresas privadas que cumprem uma função essencial na cadeia de valor do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e que a sua elasticidade económica e financeira há muito que atingiu o seu limite razoável".

A AFP refere que tem vindo a alertar "o Governo e as entidades gestoras da saúde para os problemas que as políticas erráticas em torno do medicamento têm provocado na actividade das farmácias, medidas essas que poderão conduzir à necessidade de o Estado ter de vir a nacionalizar o sector".

A AFP espera ser recebida pelo ministro da Saúde, Paulo Macedo, para o sensibilizar para os problemas que decorrerão para o SNS se as farmácias deixarem de poder exercer a sua função de dispensa de medicamentos.

As novas medidas levaram à demissão em bloco da da direcção da Associação Nacional de Farmácias, como forma de protesto.

Sobre a demissão da ANF, em protesto por ter sido "marginalizada" da discussão sobre a medida de Governo de redução dos preços dos medicamentos, a AFP considera que "é a confirmação de que os problemas que as farmácias hoje vivem se devem, em grande parte, à forma irresponsável como o doutor João Cordeiro [presidente] geriu os interesses do sector".

Para a AFP, o presidente da ANF geriu "num clima de permanente confronto e sobranceria, descredibilizando o papel do farmacêutico na sociedade e alienando o capital de confiança entre os utentes e a sua farmácia" os interesses do sector.

fonte:http://www.jn.pt/

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