Ordem dos Médicos de acordo com decisões do Governo

O bastonário da Ordem dos Médicos disse hoje ser a favor do aumento e das novas regras aplicadas às taxas moderadoras, defendendo que as decisões tomadas pelo Governo são compreensíveis tendo em conta a situação financeira do país.

"Dentro das condições económicas e financeiras e a necessidade todos contribuírem para a melhoria da situação económica do país, as medidas aprovadas não ferem a nossa sensibilidade e contribuem para manter o Serviço Nacional de Saúde", afirmou à agência Lusa José Manuel Silva.

O Governo aprovou hoje o aumento das taxas moderadoras aplicadas às consultas e urgências no Serviço Nacional de Saúde.

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, afirmou no entanto que o valor dos aumentos vai ser fixado por portaria e está ainda por decidir.

Paulo Macedo anunciou ainda que a isenção de pagamento de taxas moderadoras para os portadores de doenças vai deixar de ser total, passando a aplicar-se apenas aos atos relativos à respetiva doença.

"Passa a haver a isenção, não pelo doente em si, mas por tudo o que é relacionado com a doença, ou seja, tudo o que são consultas e sessões de hospital de dia, atos complementares no decurso e no âmbito da doença", afirmou Paulo Macedo.

A aguardar a publicação da nova regulamentação, o bastonário da Ordem dos Médicos não considera que possa haver problemas para os médicos na aplicação das novas regras e que vai haver "bom senso".

"Um doente oncológico com pneumonia deve ter a isenção, porque a doença pode ser causada por complicações do foro oncológico, mas um doente oncológico que há cinco anos não tenha manifestações da doença e que esteja com uma gripe não deve beneficiar dessa isenção", defendeu José Manuel Silva.

De acordo com o Governo, a alteração das regras vai permitir ganhos para o Estado.

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publicado por adm às 23:40 | comentar | favorito
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