IVA: Turismo pode perder até 400 milhões de euros

O efeito é alarmante: reclassificar o IVA no Turismovai provocar uma quebra no consumo, mais do que aumentar as receitas. É o que consta num estudo entregue ao Governo pela Confederação do Turismo Português (CTP.

O documento mostra assim que o aumento das receitas de alojamento turístico, restauração e golfe com a reclassificação do IVA será inferior à quebra no consumo. 

«A reclassificação do IVA no alojamento turístico, restauração e golfe teria por consequência imediata um aumento de receitas que poderia ir até ao máximo de 335 milhões de euros, enquanto que, do lado do consumo, a redução estimada poderia ir até aos 400 milhões de euros», lê-se no estudo elaborado pela consultora Deloitte.

A CTP alerta, num comunicado citado pela Lusa, que «numa perspectiva de reclassificação do IVA, a restauração será a mais penalizada, quer em termos de VAB [valor acrescentado bruto] quer do consumo das famílias, mas as consequências alastram-se ainda ao emprego, prevendo-se uma redução, em consequência da diminuição do consumo e da produção, a par da deterioração do saldo da balança de Viagens e Turismo». 

A confederação presidida por José Carlos Pinto Coelho realça que «com a entrega do estudo, a CTP pretende que o Governo disponha de informação atualizada sobre o verdadeiro contributo do setor para a economia nacional e o impacto que a reclassificação do IVA poderá ter na actividade turística se os seus subsectores forem abrangidos». 

Este estudo, que teve por finalidade a elaboração de uma análise das implicações de uma eventual subida do IVA aplicável ao alojamento turístico, restauração e golfe, pressupondo diferentes cenários de reclassificação das respetivas taxas de IVA, foi entregue ao primeiro-ministro, Passos Coelho, ao ministro das Finanças, Vítor Gaspar, e ao ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira. 

A CTP estima que o sector do turismo gera actualmente uma receita fiscal anual de cerca de dois mil milhões de euros, das quais cerca de 15% provêm de IVA.

Recorde-se que o primeiro-ministro admitiu na semana passada a possibilidade de a taxa intermédia do IVA ser eliminada

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt

publicado por adm às 23:07 | comentar | favorito
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