Saúde e Educação perdem 11 mil funcionários num ano

Entre Junho de 2010 e deste ano, o Ministério da Saúde e da Educação perderam 11.253 trabalhadores, 70% da redução total de funcionários registada durante nesse período.

Os números foram divulgados hoje com o Boletim do Observatório do Emprego Público (BOEP), o primeiro desde Maio. O peso dos dois ministérios no emprego público não é de admirar, visto serem aqueles que reúnem mais funcionários – 326 mil do total de 508 mil. Nesse período, a Educação perdeu 7.204 trabalhadores e a Saúde 4.049.

No total, a Administração Central tem agora 507.930 trabalhadores, menos 4.494 do que no final do ano passado (-3,1%). Destes, quase metade estava no Ministério da Saúde.

Até Junho, o emprego no Estado representava 9,1% da população activa, menos 0,1 pontos percentuais do que no final do ano passado. No entanto, a queda de 0,9% do número de trabalhadores na Administração Central não se reflectiu numa diminuição do seu peso no total da população empregada, devido ao aumento do desemprego.

 

 

Habilitações e idades
Desde 2005 que o nível de habilitações dos trabalhadores do Estado tem vindo a melhorar, com um incremento de 6,5 pontos percentuais do número de trabalhadores com formação superior “em contraponto com a quebra do peso dos trabalhadores com níveis de escolaridade até ao 3º ciclo do ensino básico (menos 7,0 pontos), reflectindo um acréscimo da taxa de tecnicidade na administração central”, pode ler-se no BOEP.

Em relação à estrutura etária, assiste-se a um envelhecimento progressivo dos trabalhadores. Actualmente, apenas 9,7% têm menos de 30 anos, quando em 2005 representavam 14%. Por outro lado, os funcionários com mais de 50 anos aumentaram de 28% para 33,1%. A idade média subiu de 42,3 para 43,7.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt

publicado por adm às 22:41 | comentar | favorito