Exportação de rochas ornamentais cresce 7%

A Europa voltou a ser um destino de referência das exportações de pedras ornamentais. Este ano, até outubro, as exportações totais de pedras ornamentais aumentaram mais de 7%, suportados pela procura de países como a França e a Alemanha, ultrapassando os 291 milhões de euros.

Em queda estiveram as exportações para a China. Depois de três anos em alta, as vendas para o mercado chinês recuaram cerca de 8% nos primeiros 10 meses do ano. Nada que esteja a preocupar o setor que reencontrou na Europa e nos países do Médio Oriente resposta para a quebra de encomendas daquele país asiático.

O presidente da Assimagra ( Associação Portuguesa dos Industriais de Mármores, Granitos e Ramos Afins), Manuel Simões, acredita que este ano “vai ser o melhor ano de sempre das exportações portuguesas” de rochas ornamentais. “Vamos ultrapassar os números de 2008. Tinha havido um crescimento sustentável até esse ano e depois com a crise o setor ressentiu-se muito”, explicou Manuel Simões.

Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), entre janeiro e outubro deste ano, as exportações de rochas ornamentais atingiram os 291,6 milhões de euros, mais 7,21% que nos mesmos 10 meses de 2012. É esta evolução que leva o presidente da Assimagra a antever que o ano termine com um valor recorde das exportações.

Na Solancis, empresa da Benedita em Alcobaça, que exporta os calcários que explora em três pedreiras da Serra de Aires e Candeeiros, as exportações representam 98% das vendas e, segundo o responsável comercial da empresa, Sérgio Couto, este ano verificou um aumento das vendas para os países da Europa.

“Para a Europa vendemos sobretudo para a Suíça, Alemanha, França e Reino Unido. Estes países representam 70% do total das exportações. Exportamos ainda para os EUA, Rússia, Médio Oriente e para a Ásia”, adianta Sérgio Couto. O principal mercado asiático é a China, mas as exportações para este país representam apenas 5% no volume de negócios da Solancis.

O facto de a China ter reduzido as importações de rochas ornamentais portuguesas, não deixa a Assimagra apreensiva. “As exportações para o mercado chinês caíram no início do ano, mas estão a recuperar. A China tem sido um mercado que tem crescido sempre mas pode estar em saturação ou a atingir o equilíbrio”, refere Manuel Simões.

A China compra sobretudo calcários em bruto da zona de Porto de Mós. Outro mercado relevante para esta indústria é o do Médio Oriente, com destaque para a Arábia Saudita, o terceiro melhor comprador de mármores da zona de Estremoz, no Alentejo.

Este ano, países como a França, Alemanha e Espanha voltaram a ser mercados importantes para as exportações de rochas ornamentais (calcário, granito e mármores). Segundo os dados do INE, A França liderou as compras de pedras portuguesas até outubro com uma subida de quase 11%, e compras no valor de 59 milhões de euros. “A França compra pedra transformada que é mais cara o que é mais vantajoso para esta indústria” explica Manuel Simões. “A China compra matéria-prima em bloco, em bruto, que fica mais barata, mas é um mercado muito importante em termos de quantidade”, conclui o presidente da Assimagra. E lembra que o crescimento das exportações é o resultado de um trabalho de sete anos na promoção no exterior da indústria. “Tem havido uma colaboração muito grande entre a associação, os empresários e o Estado, através da AICEP, para levar as empresas em missões, feiras e eventos em vários países. Para 2014 temos programado um investimento de três milhões de euros para a promoção das empresas”, destaca Manuel Simões. 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/M

publicado por adm às 21:42 | comentar | favorito