O que diz a "troika"?

Para os técnicos internacionais, que se pronunciaram antes da decisão do Constitucional, um chumbo ao corte das pensões aumenta os riscos para Portugal.

 

Para a "troika", qualquer medida alternativa ao corte médio de 10% nas pensões da função pública "aumenta os riscos para o crescimento e emprego" e "reduz as perspectivas de um retorno sustentável aos mercados". A análise surge no comunicado sobre a 10ª avaliação ao programa de assistência financeira a Portugal, divulgado antes da decisão do Tribunal Constitucional (TC) e repete uma interpretação já enunciada pela "troika" em avaliações anteriores.
Os técnicos internacionais também evidenciaram que o Governo assumiu desde logo o compromisso de encontrar alternativas ao cortes nas pensões em caso de eventual chumbo do TC. O comunicado da "troika" referia que, perante esse cenário, o Executivo de Passos Coelho iria então "identificar e aplicar medidas compensatórias de elevada qualidade para cumprir o objectivo do défice de 4% do PIB" - esta é a meta estabelecida para 2014.
A conclusão com sucesso da 10ª avaliação do programa de ajustamento prevê a transferência para o Estado português de 2,7 mil milhões de euros. Faltam ainda duas avaliações para o programa terminar. O empréstimo total ascende a 78 milhões de euros, fora juros. 

 

O Orçamento do Estado para 2014 prevê a convergência das pensões da Caixa Geral de Aposentações (CGA) com o regime geral da segurança social. A medida visa antigos funcionários públicos e contempla cortes médios de 10% nas pensões de aposentação, reforma, invalidez e sobrevivência superiores a 600 euros ilíquidos. Em termos globais, tem um peso bruto de 710 milhões de euros no Orçamento do Estado. Cavaco Silva decidiu enviar o diploma para o Tribunal Constitucional, que chumbou a proposta.
fonte:http://rr.sapo.pt/
publicado por adm às 22:51 | comentar | favorito