Estradas de Portugal poupa 35% nos custos de conservação

A Estradas de Portugal (EP) anunciou hoje que vai conseguir obter poupanças às contas públicas no montante de 35% nos custos de conservação corrente da sua rede rodoviária nacional.

Em declarações aos jornalistas, o presidente da EP, António Ramalho, disse hoje que o novo conjunto de contratos de conservação corrente da rede nacional de estradas para o triénio 2014-2016 irá atingir um montante de 106 milhões de euros.

Estes contratos "representam uma poupança média anual de 18,5 milhões de euros" face ao que se pagava anteriormente, assegurou António Ramalho.

Estes contratos custaram à EP cerca de 162 milhões de euros no últimos triénio, mas a empresa liderada por António Ramalho, quando lançou estes concursos, numa base de um contrato por distrito, colocou um objectivo de redução de preço de 13%, ou seja, impôs um tecto máximo de 141 milhões de euros.

O valor de 106 milhões de euros efectivamente conseguido junto dos diversos consórcios e construtoras que concorreram representa uma redução de custos de 35% face ao efectivamente pago no último triénio e de 25% face à redução de custos imposta pela administração da EP.

António Ramalho destaca que esta redução de custos foi conseguida em simultâneo com um acréscimo de 5% da extensão da rede sob gestão directa da EP - a partir de 1 de Janeiro a empresa vai passar a gerir mais 723 quilómetros de estradas que resultaram da transferência acordada na renegociação dos contratos com as subconcessionárias - além de um aumento de 14% no conjunto de obras de arte (pontes, viadutos, etc) que passarão a estar sob intervenção da EP.

"Houve 66 concorrentes, 196 propostas, das quais 115 propostas consideradas válidas, o que confirma a credibilidade da EP e o interesse do mercado", sublinhou António Ramalho.

O presidente da EP acrescentou que "apesar do aumento da extensão da rede por via das obras de arte e do aumento dos quilómetros, ficou provado que a poupança de manutenção é possível e é capturada para os próximos três anos".

A EP vai passar a gerir uma rede de 14.126 quilómetros de estradas a partir de 1 de Janeiro próximo.

 fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 21:07 | comentar | favorito