Passos não faz campanha por Jardim nem tenciona aumentar taxa máxima de IVA

O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho não vai fazer campanha ao lado de Alberto João Jardim, nas eleições de Outubro na Madeira, e revela que não tenciona aumentar a taxa máxima de IVA.

Em entrevista à RTP, o primeiro-ministro afirma que, nas actuais circunstâncias, ninguém entenderia o seu envolvimento na campanha eleitoral do arquipélago.

Passos Coelho admitiu, também, que o “buraco” nas contas da Madeira lhe "causa desconforto", enquanto líder do PSD, e também causa desconforto ao PSD nacional. 

Passos Coelho repetiu a ideia de que o “buraco” financeiro na Madeira é uma situação grave e irregular, com custos para a reputação de Portugal. O primeiro-ministro afirma que a Madeira vai ser obrigada a sacrifícios para resolver o seu défice.

Governo não tenciona aumentar taxa máxima de IVA

Nesta entrevista à televisão pública, o chefe do Governo garantiu que o aumento de impostos previsto para o próximo ano é o que consta do acordo com a “troika” e revela que não está prevista uma subida da taxa máxima do IVA.

Passos Coelho explica que as mudanças no IVA envolvem a "requalificação de bens e serviços que hoje estão taxadas à taxa intermédia ou reduzida".

Questionado se vai manter o escalão intermédio de IVA, afirmou: “não posso garantir isso nessa altura”.

Passos rejeita proposta do FMI para a Taxa Social Única

Relativamente à Taxa Social Única (TSU), Passos Coelho revelou que o Governo não aceita a descida de 8 pontos percentuais sugerida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).
 
"Não aceitamos nem aceitaremos trazer Portugal para uma espécie de laboratório de ideias que, nesses termos, são ideias extremamente radicais", afirma o primeiro-ministro.

O Governo equaciona uma descida menor que será conhecida a breve prazo. Uma das possibilidades em cima da mesa, neste momento, é acabar com a TSU para empresas que criem emprego, admitiu Passos Coelho.

"Ou equacionamos uma descida menor para 2012 e isso significa, provavelmente, um esforço fiscal razoável, mas sem ter um grande impacto na competitividade das empresas, ou conseguimos adoptar uma medida que não é de descida de quatro pontos, pode até ser muito mais, pode ser até na totalidade para as empresas que criem novos empregos."

O primeiro-ministro admitiu, também, a possibilidade de avançar com rescisões amigáveis na Função Pública.

Governo preparado para defender Portugal em caso de bancarrota grega

Se a Grécia entrar em bancarrota, as consequências poderão ser "desastrosas" para Portugal, sobretudo "ao nível do financiamento da banca e da economia, adverte.

Pedro Passos Coelho refere que está a preparar essa eventualidade, não o fazer seria uma "irresponsabilidade", e sublinha que, se a Grécia entrar em incumprimento, "não podemos excluir a possibilidade" de um segundo programa de ajuda a Portugal.

"Se alguma coisa muito negativa acontecer é importante que aqueles que nos podem ajudar, reforçando o pedido de ajuda, nomeadamente a todo o sistema financeiro, reforçando eventualmente o próprio programa de assistência, que o possam fazer convencidos de que aquilo que aconteceu na Grécia não acontecerá em Portugal", remata o chefe do Governo.

fonte:http://rr.sapo.pt/

publicado por adm às 08:23 | comentar | favorito