Parvalorem vai avançar com rescisões de 200 funcionários

A Parvalorem já informou os sindicatos de que vai abrir um processo de rescisões voluntárias junto de cerca de 200 trabalhadores.

Segundo a informação publicada no 'site' da Febase - Federação do Sector Financeiro, o processo terá duas fases, sendo que na primeira os trabalhadores que aceitarem sair terão melhores condições.

"As rescisões contemplam o acesso ao subsídio de desemprego e a transferência dos créditos dos trabalhadores para outra instituição de crédito. A percentagem de cálculo do valor das indemnizações não será igual para todos, mas de acordo com o vencimento de cada um, adiantou ainda a administração", refere a Febase na nota publicada, em que acrescenta que vai acompanhar o processo e que não admitirá "qualquer espécie de pressão sobre os trabalhadores".

O objectivo da Parvalorem, divulgou a Febase, é de ficar nos seus quadros com cerca de 100 funcionários.

Criada em 2010 para absorver os créditos 'tóxicos' do BPN, a Parvalorem recebeu em Janeiro de 2012 a titularidade dos contratos de trabalho de 700 funcionários do BPN, tendo actualmente cerca de 300, depois de os restantes terem sido absorvidos pelo BIC (que comprou o BPN em Março de 2012 por 40 milhões de euros) e de terem existido ainda algumas rescisões.

Em Julho, a ministra das Finanças disse no Parlamento que, assim que assim que fosse feita a adjudicação a entidades externas da gestão e recuperação de créditos do ex-BPN, a empresa ia avançar com o processo de rescisão de mais de 200 trabalhadores da Parvalorem.

Em Agosto, o ministério das Finanças confirmou à Lusa que a empresa Logicomer e o consórcio Finangeste & Intrum Justitia foram os vencedores desse concurso.

Os despedimentos na Parvalorem têm sido muito contestados pelos trabalhadores, que logo no final de 2012 interpuseram uma acção em tribunal a pedir a nulidade da transmissão dos seus contratos de trabalho do BPN para a Parvalorem e a sua integração no BIC.

Em Julho, o então Provedor de Justiça Alfredo de Sousa enviou uma carta ao primeiro-ministro em que questionava a legalidade da transferência de parte dos funcionários do BPN para a Parvalorem, assim como a retirada de funções à empresa, pela contratação de empresas externas, o que favorece "a criação de condições propícias à sustentação de um despedimento colectivo".

A Lusa já contactou a Parvalorem para tentar obter mais informações, mas até ao momento ainda não foi possível.

 fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 20:32 | favorito
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