Saiba que outros produtos vão pesar na sua carteira

Entre medidas de austeridade e o agravamento dos preços das matérias-primas são muitos os produtos cujos custos aumentarão.

Impostos - Contributo solidário vai durar dois anos
Empresas e singulares vão ser chamados a pagar em 2012 e em 2013 um imposto extra. Em sede de IRS, a taxa será de 2,5% e será aplicada à matéria colectável acima do último escalão (fixado em 46,5% acima de 153,3 mil euros). As empresas com lucros superiores a 1,5 milhões pagarão um imposto extra de 3% (a taxa actual é de 25%). A medida renderá 100 milhões de euros. Além do imposto "solidário", quem declara rendimentos superiores a 66.045 euros deixa de poder fazer abatimentos de despesas de educação, saúde e compra de casa.ministro anunciou ainda o aumento da tributação das mais-valias mobiliárias, de 20% para 21%.

IVA - Mexidas nos escalões aumentam preços
A partir de 201,2 as taxas do IVA vão aumentar. Em causa está a alteração de categorias de bens e serviços dos escalões reduzido (6%) e intermédio (13%) para os escalões mais altos do IVA. No Orçamento do Estado para 2011, o PSD conseguiu manter a taxa reduzida nos leite achocolatados, um dos produtos que se arrisca agora a mudar de escalão. O ajustamento das taxas de IVA é apontado como a contrapartida da descida da Taxa Social Única.

Habitação - Rendas aumentam 3,19% para o ano
O valor das rendas vai subir 3,19% em 2012, depois de quase dois anos de rendas congeladas, afectando mais de 700 mil famílias. Assim, uma renda de 500 euros, por exemplo, vai subir 15,95 euros, para 516 euros (aplica-se a unidade monetária imediatamente acima). Os aumentos aplicam-se a dois tipos de contratos de arrendamento: aos mais recentes, posteriores a Outubro de 1990, que abrangem cerca de 300 mil pessoas, e às rendas antigas que não tenham sido actualizadas no âmbito do Novo regime de Arrendamento Urbano (NRAU), que chegam aos 400 mil contratos. Segundo a lei, a primeira actualização pode ser exigida um ano após o início da vigência do contrato e as seguintes, sucessivamente, um ano após a actualização anterior. O senhorio comunica a actualização, por escrito e com a antecedência mínima de 30 dias.

Pão - Cereais forçam subida de preços
O aumento de 76% do preço dos cereais pode influenciar custo do pão. O alerta foi dado recentemente pelo secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque. Como "o pão é um produto transformado, o impacto da subida de cereais não se sente tão imediatamente", explicou, mas a hipótese existe. As famílias portuguesas, na sequência dos mais recentes aumentos, já reduziram o seu consumo de pão.

Transportes - Tarifas têm novo agravamento em Janeiro
Em Agosto, as tarifas de transporte público tiveram um aumento médio na ordem dos 15%. O ministro da Economia já reconheceu que em Janeiro as tarifas seriam de novo actualizadas, mas ainda não há valores. O mais recente relatório de avaliação da ‘troika' ao programa de ajuda a Portugal reforça que, até final de Setembro o Governo deverá apresentar um documento estratégico com "a revisão da estrutura tarifária e a prestação de serviços por parte das empresas do Sector Empresarial do Estado a nível central, local e regional", detalhando os objectivos de redução de custos, "incluindo medidas de ajustamento salarial ou redução do emprego e mais aumentos de tarifas como necessário", lê-se no documento.

Saúde - Taxas moderadoras também vão subir
O Governo vai decidir ainda este mês o aumento das taxas moderadoras, que será superior à inflação, além da redução das isenções, mas as "pessoas de menores recursos" deverão manter-se isentas no acesso à saúde, anunciou o ministro da tutela. Uma das áreas onde o aumento das taxas poderá ser maior é no acesso às urgências, porque as "as taxas moderadoras não moderam o acesso às urgências", explicou Paulo Macedo. Sobre o valor do aumento, o ministro lembrou que o que está previsto no memorando da ‘troika' da ajuda externa "é um aumento das taxas moderadoras e depois um acompanhamento através da inflação". As taxas moderadoras, actualmente variam entre os 2,25 euros e os 9,60.

Gás e Electricidade - IVA passa de 6 para 23% 
A partir de Outubro, o IVA nas facturas do gás e da electricidade vai passar de 6 para 23%. Mas para compensar o agravamento, o Governo criou tarifas sociais para aliviar o esforço dos mais carenciados. O valor do desconto estabelecido para este ano e para 2012 equivale a menos 13,8 por cento no valor global da factura, sem IVA. As tarifas sociais deverão abranger 150 mil famílias que assim pagam menos 2% no caso da electricidade e menos 6% no gás natural do que antes da subida do IVA, no que respeita aos valores globais das facturas. Os valores destas tarifas deverão ser renovados anualmente.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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