Saiba como mudar de fornecedor de energia

Para milhões de portugueses que ainda não migraram para o mercado livre, trocar de fornecedor pode gerar poupanças

Cerca de 1,9 milhões de famílias já migraram para o mercado liberalizado de electricidade, mas há ainda mais de quatro milhões de clientes que continuam com tarifas reguladas. Para estes, contratar um fornecedor no mercado livre pode gerar poupanças. O processo de mudança é gratuito, mas saber qual a melhor oferta é um exercício que se poderá revelar complexo.


A contratação de um novo fornecedor de energia pode ser feita sem sair de casa, pela Internet, sendo necessário facultar o número de contribuinte, o código do ponto de entrega (publicado nas facturas) e o número de identificação bancária (para adesões com débito directo). O cliente apenas tem de contactar o futuro fornecedor, e é este que se encarregará de tratar da suspensão do actual contrato.


São cinco os comercializadores de electricidade licenciados para o segmento residencial: EDP, Galp, Endesa, Iberdrola e Gas Natural Fenosa. A Gas Natural Fenosa, contudo, não tem tarifas publicadas para os clientes domésticos.


A EDP pratica descontos de 2% e 3% na factura de electricidade (consoante ela seja em papel ou electrónica), mas se o cliente não quiser pagar por débito directo não há lugar a qualquer desconto face às tarifas reguladas.


A Galp, por seu lado, oferece, face ao mercado regulado, um desconto de 10% no termo fixo da electricidade (o preço da energia é igual ao regulado), desconto esse que sobe para 15% mediante a aceitação de factura electrónica e débito directo, e para 25% se o cliente contratar adicionalmente o serviço Comfort Home (são 3,9 euros por mês, que terão de ser pagos por 12 meses, mesmo que entretanto o cliente mude de fornecedor).


Já a Endesa apresenta um desconto de 15% no termo de potência, mas apenas mediante a contratação de um serviço de assistência eléctrica que custa, no primeiro ano, 1,79 euros por mês. Sem a contratação desse serviço, os preços da Endesa são iguais aos do mercado regulado.


Na Iberdrola as tarifas praticadas são iguais às do comercializador regulado.


Para quem pretenda tarifas bi-horárias, a Galp apresenta descontos face ao mercado regulado, mas condicionados. Há um desconto de 15% no termo fixo de electricidade mediante a contratação do serviço Comfort Home (o desconto chega a 20% se também for contratado o serviço de gás natural).


As famílias que também consumam gás natural podem ampliar as poupanças. Na EDP, o plano Casa Total confere um desconto de 5% no gás (e de 3% na electricidade). A Galp pratica um desconto no termo fixo do gás natural de 10%, que sobe para 20% com a adesão ao débito directo e factura electrónica e para 40% com o serviço Comfort. Ainda no gás natural, a empresa Gold Energy, do grupo Dourogás, também oferece descontos no termo fixo da factura.

 

 

 

 

 

Baixe a factura dos combustíveis

 

Os preços dos combustíveis têm vindo a baixar. Gasolina e gasóleo estão a ser vendidos a valores inferiores aos que estavam a ser praticados no final do ano passado, mas isso não significa que não tente encontrar formas de pagar ainda menos na hora de atestar o depósito.


A forma mais simples de o fazer é procurando os postos de abastecimento de "marca branca", na sua maioria detidos por hipermercados como o Jumbo, Pingo Doce ou E.Leclerc, onde conseguirá poupanças que podem chegar a 16 cêntimos por litro face aos valores praticados pelas gasolineiras de referência. Mas quem não pretende ficar nas filas à espera, pode sempre procurar descontos com cartões, ou talões.


Galp Energia, Repsol e BP têm todas parcerias com várias empresas que permitem reduzir os encargos com o combustível. A Galp dá descontos de 10 cêntimos por litro a cada 30 euros de compras no Continente, além de vales com parceiros como a Logo, Uzo, Optimus, entre outros.


No caso da BP, em compras superiores a 40 euros nas lojas do Pingo Doce são creditados dois euros no cartão para utilizar em combustíveis, sendo o abastecimento mínimo de 12 litros. Há ainda descontos de até 15 cêntimos para os sócios do ACP nos dias 9 de cada mês, de 8 cêntimos para os sócios do Inatel e de seis cêntimos para sócios do Sporting.

 

Na Repsol, tanto os sócios do Porto, Benfica e Braga como os associados do Montepio conseguem um desconto de seis cêntimos por litro que podem ser acumulados com os descontos que a gasolineira apresenta nos seus postos aos fins-de-semana. Os clientes da Seguro Directo e da Axa usufruem de um bónus de 5 cêntimos por litro.

 

 

 

Aqueça a casa sem arrefecer a carteira

 

A chegada do Inverno traz consigo um aumento na factura da energia para fazer face à descida das temperaturas e ao arrefecimento da casa. Mas há comportamentos que deve seguir para travar uma subida expressiva da conta da electricidade. Além disso, deve escolher a opção mais eficiente e ecológica para aquecer a sua casa.


O ar condicionado é tipicamente a solução mais económica e menos poluente, ainda que o nível de conforto seja inferior e os custos de instalação elevados. Os equipamentos de ar condicionado com classe energética A e que disponham do modo reversível de funcionamento (bomba de calor) são considerados os mais eficientes.


Contudo, existem formas mais baratas, como o recurso à captação da radiação solar, abrindo estores ou cortinas. Assim, os raios solares incidem sobre paredes ou pavimentos interiores do edifício, para posterior libertação.


Deve também evitar desperdícios de energia, o que pode conseguir através do isolamento de caixas dos estores e da vedação de portas e janelas que estejam em contacto com o exterior e espaços não aquecidos.


A questão do aquecimento da habitação deve ser ponderada logo desde a sua construção, permitindo nomeadamente que se proceda a um correcto planeamento e integração no espaço e que sejam escolhidos os materiais mais adequados.
Numa casa já construída, a grande diferença chega da alteração de comportamento por parte dos moradores. Dependendo da dimensão da habitação, a solução pode passar pela salamandra ou por um recuperador de ar.

 fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/e

publicado por adm às 23:27 | comentar | favorito