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03
Ago13

Sondagens dão maioria relativa ao PS e resultados díspares ao PSD

adm

Estudo da Católica dá 32% aos sociais-democratas, que no inquérito da Eurosondagem se ficam por 24,4%. CDS penalizado pela crise política.

Se as eleições legislativas se realizassem agora, o PS ganharia com maioria relativa, mostram duas sondagens publicadas nesta sexta-feira. A grande diferença aparece nas intenções de voto no PSD: na sondagem da Universidade Católica para a RTP/JN/DN os sociais-democratas surgem com 32% (menos três pontos percentuais do que o PS), enquanto no estudo da Eurosondagem para a SIC/Expresso o partido de Passos Coelho só reúne 24,4% das intenções de voto, bem longe dos 37,4 atribuídos aos socialistas.

Segundo a sondagem divulgada pelo Expresso e SIC, o PSD (24,4 %) registou uma descida nas intenções de voto, contrastando com a subida, ainda que ligeira, do PS (37,4 %). A CDU também subiu (para 12,5%). Estes valores verificam-se depois da crise política e consequente reformulação do Governo.

O CDS sofreu uma pequena queda (7,7%), mas segue à frente do Bloco de Esquerda (7,5%).

O PS encontra-se assim com um resultado superior relativamente ao obtido nas eleições legislativas de 2011 (mais 10 pontos percentuais), enquanto o PSD está com 14 pontos a menos em comparação com o mesmo período.

Porém, a sondagem elaborada pela Universidade Católica para a RTP/Antena 1/JN/DN demonstra que o PSD subiu em relação a Março. Os sociais-democratas aparecem agora com 32%, a três pontos percentuais do PS (35%). Já o CDS volta a cair nas intenções de voto, contando apenas com 3% (quando antes tinha 5%). A esquerda também desceu, com a CDU a passar de 12 para 11%, assim como o BE que desceu um ponto percentual, caindo de 8 para 7%.

O estudo da Universidade Católica demonstra ainda que quase todas as principais figuras políticas, com excepção do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho (manteve-se nos 6,3), tiveram uma queda no índice de popularidade, que permanece negativo para todos (numa escala de zero a 20). O compromisso de salvação nacional que Cavaco Silva impulsionou falhou e isso reflectiu-se no seu índice de popularidade, que passou de 8,1 para 7,7. António José Seguro e Paulo Portas também foram penalizados, passando de 7,7 para 7,5 e 7,5 para 5,9, respectivamente. Aliás, este novo resultado demonstra que Paulo Portas, recém empossado vice-primeiro-ministro, é a figura política de relevo mais impopular de Portugal na actualidade. 

Ficha técnica da sondagem Expresso/SIC
Estudo de opinião efetuado pela Eurosondagem, SA para o Expresso e SIC, de 25 a 31 de julho de 2013. Entrevistas telefónicas realizadas por entrevistadores selecionados e supervisionados. O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal continental e habitando em lares com telefone da rede fixa. A amostra foi estratificada por região: norte (20,1%); A.M. do Porto (14,5%), centro (29,7%), A.M. de Lisboa (25,9%) e sul (9,8%), num total de 1020 entrevistas validadas. Foram efetuadas 1221 tentativas de entrevistas e, destas, 201 (16,5%) não aceitaram colaborar no estudo de opinião. Foram validadas 1020 entrevistas. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e entrevistado em cada agregado familiar o elemento que fez anos há menos tempo. Desta forma aleatória resultou, em termos de sexo, feminino (52,4%) e masculino (47,6%); e no que concerne à faixa etária, dos 18 aos 30 anos (17,6%), dos 31 aos 59 anos (50.9%) e com 60 anos ou mais (31,5%). O erro máximo da amostra é de 3,07%, para um grau de probabilidade de 95%. Um exemplar deste estudo de opinião está depositado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social.

Ficha técnica da sondagem RTP/Antena 1/JN/DN
Esta sondagem foi realizada pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa (CESOP) para a Antena 1, a RTP, o Jornal de Notícias e o Diário de Notícias nos dias 27, 28 e 29 de julho de 2013. O universo alvo é composto pelos indivíduos com 18 ou mais anos recenseados eleitoralmente e residentes em Portugal Continental. Foram selecionadas aleatoriamente dezanove freguesias do país, tendo em conta a distribuição da população recenseada eleitoralmente por regiões NUT II e por freguesias com mais e menos de 3200 recenseados. A seleção aleatória das freguesias foi sistematicamente repetida até os resultados eleitorais das eleições legislativas de 2009 e 2011 nesse conjunto de freguesias, ponderado o número de inquéritos a realizar em cada uma, estivessem a menos de 1% dos resultados nacionais dos cinco maiores partidos. Os domicílios em cada freguesia foram selecionados por caminho aleatório e foi inquirido em cada domicílio o mais recente aniversariante recenseado eleitoralmente na freguesia. Foram obtidos 1096 inquéritos válidos, sendo que 58% dos inquiridos eram do sexo feminino, 23% da região Norte, 17% do Centro, 47% de Lisboa, 7% do Alentejo e 6% do Algarve. Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição de eleitores residentes no Continente por sexo, escalões etários, região e habitat na base dos dados do recenseamento eleitoral e do Censos 2011. A taxa de resposta foi de 55%*. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 1096 inquiridos é de 3%, com um nível de confiança de 95%.

 

fonte:http://www.publico.pt


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