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19
Jul13

Acordo falhou. E agora?

adm

Primeiro, foi o início da crise política, que ainda se mantém. Depois, Portas e Passos negociaram um novo acordo de coligação, que apresentaram a Cavaco Silva. Mais tarde, o Presidente falou ao país e, sem dizer uma palavra sobre a proposta que recebeu de PSD e CDS, pediu um "compromisso de salvação nacional" entre os partidos que assinaram o memorando da "troika". PS, PSD e CDS aceitaram negociar, mas o acordo falhou. Volta tudo a Cavaco.

O "compromisso de salvação nacional", caso fosse estabelecido, incluía a realização de eleições a partir de Junho de 2014 - este era o "primeiro pilar", tal como foi designado por Cavaco Silva, do acordo. Como as negociações falharam, legislativas após a saída da "troika" é uma hipótese que deixa se estar em cima da mesa, pelo menos por agora.

Nesta fase, especula-se sobre o que o Presidente da República pode fazer. A remodelação apresentada inicialmente pelo CDS e pelo PSD, que reforça os poderes de Paulo Portas, pode ser aceite. Outra alternativa é Cavaco Silva insistir no apelo às negociações e dar mais tempo para conversações tripartidárias - mas esse pedido já foi feito pelo PSD ao PS e os socialistas não aceitaram. Por outro lado, a opção de prolongar as negociações lança Portugal para a terceira semana de crise política. 

Há outras duas opções, mas o Presidente rejeitou ambas anteriormente. Na quinta-feira, e em entrevista concedida nas Ilhas Selvagens, Cavaco Silva disse que estava completamente excluída a possibilidade de um Governo de iniciativa presidencial. Também o cenário de eleições antecipadas no imediato não é da preferência de Belém, tomando em conta a comunicação que o Presidente fez ao país a 10 de Julho: na altura, sustentou que essa hipótese aumentava a probabilidade de um segundo resgate e, por outro lado, afirmou que dificilmente sairia um Governo estável de eleições no imediato, tendo em conta o momento político.

Certo é que poucos esperavam a hipótese que Cavaco Silva apresentou ao país a 10 de Julho. Ou o Presidente arrisca nova finta às probabilidades e apresenta uma outra proposta inesperada ou, desta vez, pode ter aceitar uma das opções que rejeitou anteriormente - entre as quais aceitar a remodelação do Governo proposta por Passos e Portas ou dissolver a Assembleia da República e marcar eleições, como o PS defendia antes das negociações com PSD e CDS.

fonte:http://rr.sapo.pt/

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