Campanha contra imposto extraordinário nos Açores

O PCP Açores inicia na próxima semana uma campanha de esclarecimento e mobilização dos açorianos contra o que considera «o roubo no subsídio de Natal e o ataque à Autonomia açoriana que ele implica».

«Só a luta e a determinação de todos poderão travar este ataque às suas condições de vida e, por isso, apelamos à participação no protesto de 1 de Outubro, no âmbito das comemorações do 40º aniversário da CGTP-IN» disse, em conferência de imprensa, Aníbal Pires.

Críticas a Cavaco, ao PS e ao PSD

O coordenador da direcção da organização regional PCP Açores (DORAA) lamentou que «o Presidente da República tenha promulgado este roubo aos portugueses e este ataque à Autonomia, uma vez que a lei está eivada de ilegalidades e inconstitucionalidades», cita a Lusa.

Acusações também para o PS e o PSD dos Açores, por «estarem de braços caídos num momento na defesa da autonomia regional e subjugados pelo diretório partidário lisboeta que tem desbaratado a soberania nacional».

Para diminuir o impacto desta medida nos rendimentos dos açorianos, o PCP Açores «considera que a sua proposta para aumentar o acréscimo ao salário mínimo regional - que já foi entregue no Parlamento Regional - se torna ainda mais importante para inverter o panorama de catástrofe social que se abate sobre o arquipélago».

Manif em defesa da RTP-Açores

Os comunistas açorianos criticaram ainda a tentativa de «desmantelamento do serviço de rádio e televisão público nos Açores apenas por razões economicistas, pretendendo, aparentemente, desmantelar toda a produção de conteúdos regional, bem como pôr em causa os trabalhadores do Centro Regional da RTP e os seus postos de trabalho».

Querem, assim, que as açorianas e açorianos «integrem e apoiem a manifestação em defesa da RTP-Açores, no dia 24 de Setembro em Ponta Delgada e que por diversos meios façam ouvir a sua voz em sua defesa».

Mais de 30 mil famílias vivem com 540 euros/mês

O PCP-Açores está contra «a redução em quase 30% das colocações de professores nas escolas da Região» contra a introdução de taxas moderadoras no Sistema Regional de Saúde, por ser «mais uma despesa para uma população que cada vez paga mais impostos».

A precariedade laboral e ausência de direitos atingem hoje, segundo os comunistas açorianos, «níveis inaceitáveis na sociedade açoriana, chegando a existir, como no caso da construção civil, contratos que já nem definem a ilha onde o trabalho é prestado».

«Do ponto de vista dos horários neste sector, existem casos que permitem que, em vez das normais oito horas, o trabalhador possa ser forçado a trabalhar 12 horas, sem qualquer remuneração extra».

Mais: «o aumento das qualificações não corresponde, na prática, a qualquer melhoria salarial ou, sequer, maior facilidade em encontrar emprego», pelo que continua a haver «desemprego entre tantos jovens açorianos altamente qualificados».

Por tudo isso, Aníbal Pires realçou que nos Açores decorre «um profundíssimo agravamento das condições sociais e no aumento da pobreza», o que faz com que «31 mil famílias vivam com apenas 540€ mensais e 50 mil açorianos vivam com menos de 420€ por mês».

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt

publicado por adm às 20:47 | comentar | favorito
tags: