A crise também se sente no universo dos automóveis antigos

A crise toca a todos, até aos que mais têm, e o mau momento económico e financeiro do país também se refelcte no universo dos coleccionadores de automóveis antigos.

Gomes da Silva, da direcção do Clube Português de Automóveis Antigos, onde estão certificadas cinco mil viaturas, diz à Renascença que alguns coleccionadores estão, hoje, menos activos, o quem tem resultado no fecho de alguns clubes e oficinas de manutenção de automóveis clássicos.

Ao mesmo tempo, sobem as transações para o exterior, ou seja, há mais carros de colecção a sair do país. A venda (a quem pode comprar) é, muitas vezes, a única solução para algumas viaturas, nomeadamente, as que necessitam de recuperação, porque os proprietários se encontram “desmotivados para a sua restauração”.

Da mesma opinião é José Passos, tesoureiro do clube Gondoclássicos de Portugal, sedeado em Gondomar, que identifica Espanha como o principal comprador de carros antigos.

De acordo com este conhecedor do meio, o fenómeno explica-se com “a lei espanhola, em termos de importação de carros", que coloca menos "entraves em selos e em impostos". No nosso país, "há um entrave muito grande", neste campo.

José Passos também confirma, nestas declarações à Renascença, a existência de uma crise no universo dos carros clássicos, afirmando que os eventos deste ano sofreram uma quebra de 30% em relação a anos anteriores.

Para os amantes dos carros antigos, para os mais e para os menos abastados, o Grande Prémio Histórico do Porto constitui uma oportunidade de se deleitarem com as máquinas de outros tempos, além de ser um espaço de convívio e, eventualmente, de negócio.

Gomes da Silva defende que “tudo o que seja história, tudo o que seja mostrar aquilo que os nossos antepassados tiveram, fizeram, produziram e viveram” é importante, sendo, nesse sentido, o Circuito da Boavista um evento "fundamental"

fonte:http://rr.sapo.pt/in

publicado por adm às 22:30 | favorito
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