Construção: quase 100 mil sem trabalho

Quase 100 mil trabalhadores do sector da construção estavam desempregados no final do segundo trimestre deste ano. O número corresponde a cerca de 14% do número total de portugueses sem emprego. A crise continua a não a dar tréguas.

Segundo os números fornecidos à Lusa pela Instituto Nacional de Estatística (INE), no segundo trimestre deste ano, a estimativa do número de desempregados à procura de novo emprego, cujo sector da última actividade era a construção, ascendia a 92,9 mil.

Este valor representa uma subida em relação aos primeiros três meses deste ano, quando o número de desempregados do setor da construção totalizava 91,3 mil.

No primeiro trimestre deste ano, a taxa de desemprego em Portugal situou-se nos 12,1%, o que significa que 675 mil portugueses estavam sem emprego, 13,7% do quais oriundos do sector da construção.

A Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI) tem alertado para o facto de o sector ter em risco 140 mil postos de trabalho, devido à crise que atravessa e à suspensão das obras públicas.

Grandes construtoras não escapam aos efeitos da crise

A confederação presidida por Reis Campos tem reivindicado a aposta na reabilitação urbana e a readaptação das verbas do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) numa tentativa de dinamizar o sector e estancar o desemprego.

Como consequência da crise, o número de empresas de construção a fechar portas também tem aumentado.

Nos últimos doze meses, deixaram de operar no sector 1.446 empresas ou empresários individuais, segundo dados da Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços (AECOPS) divulgados este mês.

As maiores dificuldades são sentidas no Algarve, sendo que a crise começa a afectar as maiores construtoras portuguesas, como a Mota-Engil ou a Soares da Costa, que viram o lucro cair no primeiro semestre e o mercado nacional perder expressão no volume de negócios.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt

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