CDS-PP contribuiu para medidas apresentadas, diz Passos Coelho

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse, este sábado, em Pombal que o parceiro de coligação Paulo Portas contribuiu para as medidas de contenção da despesa pública que apresentou na sexta-feira ao país.


O governante, que falava à entrada para o almoço comemorativo do 39.º aniversário do PSD, respondia aos jornalistas a propósito da comunicação ao país do líder do CDS-PP prevista para domingo.

"No menu de medidas apresentadas, há várias que decorreram do seu empenho pessoal, da sua tentativa de melhorar as propostas dentro do Governo e de tornar as soluções (...) o menos penosas para as pessoas", sublinhou Passos Coelho.

Paulo Portas tem tido "muito trabalho dentro do Governo para que nós consigamos encontrar as melhores respostas possíveis" e, sendo um ministro de Estado, tem uma responsabilidade especial que "tem sabido cumprir", disse o primeiro-ministro.

Segundo Passos Coelho, o parceiro de coligação tem aplicado "muito do seu talento a ajudar a encontrar melhores soluções, mais completas", que possam ser discutidas "com a 'troika' e com os parceiros sociais".

Segundo o chefe do Governo, o trabalho de Paulo Portas "traduz um sentido de responsabilidade muito grande", pelo que confia "no seu sentido de responsabilidade e naquilo que pode vir dizer" no domingo ao país.

Confrontado com as críticas do líder socialista, António José Seguro, às medidas anunciadas, o primeiro-ministro manifestou ainda esperança de que, "para efeitos de contas públicas, os principais partidos que possam vir a ter responsabilidades de governação se entendam", pois esse não "é problema deste Governo ou desta legislatura".

"Precisamos de equilibro e não défice orçamental, o que significa que os partidos que apoiam a permanência de Portugal no euro e que subscreveram o tratado que impõe o equilíbrio orçamental, têm a responsabilidade perante os portugueses e os parceiros europeus de defenderem um entendimento que nos permita respeitar essas regras", frisou.

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou na sexta-feira numa declaração ao país um pacote de medidas que vão poupar nas despesas do Estado 4,8 mil milhões de euros, até 2015, que inclui o aumento do horário de trabalho da função pública das 35 para as 40 horas, a redução de 30 mil funcionários públicos e o aumento da idade da reforma para os 66 anos de idade, entre outras medidas.

O Governo pretende também criar uma contribuição sobre as pensões e prevê o aumento das contribuições para os subsistemas de saúde dos trabalhadores do Estado (nomeadamente a ADSE) em 0,75 pontos percentuais, já este ano e 0,25 % no início de 2014.

O primeiro-ministro anunciou ainda que o Governo pretende limitar a permanência no sistema de mobilidade especial a 18 meses e eliminar os regimes de bonificação de tempo de serviço para efeitos de acesso à reforma.

fonte:http://www.jn.pt/P


publicado por adm às 20:48 | comentar | favorito