Depósitos acima de 100 mil euros taxados em 15%

O governo de Chipre poderá sugerir uma taxa de 15% sobre os depósitos bancários superiores a 100 mil euros.

O governo de Chipre poderá sugerir uma taxa de 15% sobre os depósitos bancários superiores a 100 mil euros, no âmbito de um plano de emergência destinado a garantir um resgate internacional, referiu hoje a televisão estatal.

No âmbito do designado "Plano B", que está a ser negociado com a zona euro para a concessão de um empréstimo financeiro à ilha mediterrânica, a nova medida substitui o anterior projecto de taxar os depósitos bancários acima dos 20 mil euros, e após o Parlamento ter rejeitado a aplicação desta medida a todas as poupanças privadas.

"Estamos a promover as negociações mais cruciais da nossa história. Todos nós vamos sofrer as consequências, mas pode garantir-nos um novo começo", disse a propósito o porta-voz do Governo, Christos Stylianides.

Num contexto de grave crise económica, o ministro das Finanças Michalis Sarris, tinha pouco antes referido que o pacote de medidas em preparação pelo Governo incluiria uma taxa sobre os depósitos privados, uma das principais exigências da 'troika' de credores internacionais, em troca de um empréstimo de 10 mil milhões de euros.

"A taxa sobre os depósitos está definitivamente sobre a mesa", referiu Sarris após o seu regresso de Moscovo, onde tentou negociar em êxito o envolvimento da Rússia no resgate. "Agora estamos a falar de números diferentes e temos de explorar todas as fontes possíveis", acrescentou.

"Numa mensagem enviada a partir da sua conta da rede social Twitter, o Presidente de Chipre, Nicos Anastasiades, tinha ainda alertado para a necessidade de "salvar o país e quando o Parlamento se prepara para "decisões difíceis".

"O Parlamento vai em breve ser chamado a tomar decisões difíceis. Vão existir medidas dolorosas, mas o país tem de ser salvo", referiu.

O 'tweet' presidencial foi divulgado quando uma sessão de emergência do Parlamento, que deveria ter início às 10h00 locais (08:00 em Lisboa) para aprovar diversos projectos-lei destinados a garantir um resgate financeiro ainda não se tinha iniciado.

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 21:26 | comentar | favorito