DECO detecta medicamento proibido em carne de cavalo

A DECO detectou vestígios de medicamentos proibidos na carne de cavalo encontrada em produtos alimentares à venda em Portugal.

A associação para a defesa dos consumidores diz que é ilegal a presença do anti-inflamatório fenilbutazona na carne para consumo humano.

Os resultados das análises não deixam dúvidas: foram detectados vestígios de um anti-inflamatório na carne de cavalo existente em hambúrgueres e almôndegas, entretanto, já recolhidos pelas autoridades.

Em declarações à Renascença, Nuno Lima Dias, da DECO, assegura, no entanto, que os valores encontrados são baixos, não representando, no imediato, um perigo para a saúde pública.

A DECO admite que a polémica relacionada com a carne de cavalo parece, assim, não se resumir apenas a um problema de rotulagem e de fraude económica.

Nuno Lima Dias adianta que pode estar em causa  um problema de segurança alimentar.

“Ou se está a administrar ilegalmente medicamentos em animais destinados a consumo humano ou se está a introduzir na fileira do consumo humano carcaças de animais que não são destinadas a esse fim. O problema que inicialmente era de fraude económica, de rotulagem, poderá ser mais amplo do que aquele tem sido divulgado”, explica.

Para a DECO, estes dados evidenciam a necessidade de as autoridades portuguesas procederem a testes mais frequentes para a avaliação da segurança alimentar dos produtos.

Nuno Lima Dias explica que o anti-inflamatório fenilbutazona “já foi administrado a humanos", mas foi retirado na década de 90 do século passado. "Era utilizado para artrite reumatóide e outros problemas dessa ordem, como a gota aguda, mas ficou interdito ou, pelo menos, foi retirado do mercado, porque tinha a particularidade de diminuir os glóbulos brancos e as nossas defesas”. 

fonte:http://rr.sapo.pt/

publicado por adm às 20:56 | comentar | favorito
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