Energia: três anos para optar pelo mercado liberalizado

Luz sobe 2,8 por cento e gás aumenta 2,5 por cento. Valor será revisto trimestralmente

A eletricidade vai subir 2,8 por cento e o gás vai aumentar 2,5 por cento a partir de janeiro, valor que será revisto trimestralmente até ao final de 2015, prazo limite para as famílias portuguesas escolherem um operador no mercado liberalizado.

O aumento de 2,8% nas tarifas de venda a clientes finais para 2013 é de 1,24 euros, para uma fatura média mensal de 47 euro, abrangendo a maioria das famílias portuguesas, cerca de 5,6 milhões de consumidores.

Já as tarifas transitórias do gás para os consumidores domésticos e pequenas empresas, com consumos até 10 mil metros cúbicos, que se encontram no mercado regulado, sofrem um acréscimo de 2,5% a partir de 1 de janeiro de 2013.

O regulador do mercado energético (ERSE) vai apresentar tarifas transitórias no gás e na eletricidade de três em três meses até ao dia 31 de dezembro de 2015, altura em que o mercado ficará totalmente liberalizado e em que os consumidores terão de escolher o seu fornecedor de energia.

Os tarifários da ERSE servem de referência a todos os comercializadores do mercado liberalizado, onde se posicionam a EDP, Galp, Endesa, Gas Natural Fenosa e Iberdrola.

O Governo já demonstrou a intenção de criar um preço de referência para a luz e gás mesmo após o fim das tarifas reguladas, a partir de 2015, de forma a travar possíveis aumentos de preços desproporcionados.

As famílias portuguesas, a partir de janeiro, se assim o pretenderem, deixarão de ter faturas da luz e do gás com tarifas impostas pelo Estado e poderão escolher os preços das várias empresas que estão no mercado livre.

Esta viragem, por imposição do memorando assinado por Portugal com a troika, irá fazer com que mais de 4,7 milhões de consumidores de eletricidade e 1,1 milhões de gás sejam obrigados a transitarem para o mercado até 31 de dezembro de 2015.

A transição dos atuais consumidores de preços regulados pelo Estado para o mercado livre - que não é obrigatória durante os próximos três anos -, deve, no entanto, ser ponderada tendo em conta as alterações sucessivas que a ERSE irá fazer de três em três meses nos preços da luz e do gás, a chamada tarifa transitória.

A juntar a isto, os operadores de mercado livre, entre os quais os atuais incumbentes (a EDP na eletricidade e a Galp no gás) estão já a preparar terreno para conseguirem convencer os consumidores a manterem-se como seus clientes e, ao mesmo tempo, a tentar roubar aos outros, oferecendo descontos e campanhas especiais.

A EDP, por exemplo, está a oferecer descontos na luz e no gás numa fatura comum, de forma a conseguir atuais clientes de gás da tarifa regulada da Galp, enquanto que a petrolífera oferece também uma fatura comum para atrair consumidores de eletricidade que estão neste momento como clientes da EDP com preços regulados.

guerra pela conquista de clientes que vão ficar órfãos do mercado regulado vai prolongar-se até final de 2015. No entanto, já este ano se assistiu ao que se avizinha para 2013, com a EDP e a Galp a protagonizarem esta batalha, tendo comointrusos as espanholas Endesa e Iberdrola.

Por enquanto, as empresas a atuar no mercado livre dizem que não têm grande espaço de manobra para fazer melhores ofertas aos clientes do mercado regulado porque o aumento de preços do gás e da luz até março apenas acompanham a inflação e não refletem o verdadeiro custo da energia, o que torna as tarifas livres menos atrativas.

Para os consumidores que optem pelo mercado livre, a ERSE tem vindo a alertar para vários aspetos a ter em conta, como, por exemplo, a gratuitidade da mudança de comercializador, mantendo o mesmo contador, ou seja, o cliente que fizer a transição terá basicamente de assinar um contrato deixando para o novo operador o tratamento burocrático sem quaisquer custos.


fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 21:43 | comentar | favorito
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