Mercado livre na luz: grandes consumidores têm mais um ano

O Governo adiou para o final de 2013 o prazo para os grandes consumidores de eletricidade deixarem o mercado regulado e transitarem para o liberalizado, o que é justificado como a necessidade de «flexibilizar» o processo e evitar «disrupções». 

Os consumidores finais de muito alta tensão (MAT), alta tensão (AT) e média tensão (MT), sobretudo empresas, tinham até ao final deste ano para escolher um fornecedor no mercado, mas agora podem fazem fazê-lo ao longo do próximo ano. 

Em declarações à Lusa, o secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, explicou que a intenção é «manter alguma flexibilidade para que o processo de liberalização corra bem, com o mínimo de disrupções possíveis». 

«Este tipo de clientes inclui hospitais, escolas, piscinas municipais e edifícios públicos em que para escolher um fornecedor tem que se organizar um concurso público», explicou o governante, adiantando que leva tempo mudar para um operador do mercado liberalizado. 

Artur Trindade defendeu à Lusa que «o processo está a correr bem», realçando que a liberalização dos grandes consumos está, em todos os segmentos, «muito perto dos 80%». 

«Estamos com um sucesso muito elevado na transição para o mercado. Não há razão para criar um problema social por uma questão de meses», disse, adiantando que, se o prazo não fosse alargado, «esses clientes iriam ficar sem eletricidade». 

O secretário de Estado da Energia explicou ainda que o regulador (ERSE) pode determinar a cessação do prazo, por segmentos, assim que o número total de clientes finais de eletricidade fornecidos em regime de mercado livre atinja a percentagem de 90%.

«Os comercializadores de último recurso devem, até 31 de dezembro de 2013, continuar a fornecer eletricidade a consumidores finais com consumos em MAT, AT e MT (...) que não tenham contratado no mercado livre o seu fornecimento», lê-se no despacho publicado em Diário da República, no final de novembro. 

Esta é a segunda vez que o calendário para os grandes clientes deixarem definitivamente as tarifas reguladas é alterado, uma vez que o prazo chegou a ser 31 de dezembro de 2011.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

publicado por adm às 10:43 | comentar | favorito