Réveillon: Viagens mais caras esgotam primeiro

São os automóveis de luxo e as viagens mais caras: em tempo de crise, quem ainda pode despender  alguns euros continua a fazê-lo. A oferta, no caso das viagens, é que já não atinge os patamares de 2008 – o último ano dourado no turismo.

“Já não há charters, nem voos especiais de fim de ano para os destinos mais procurados. Os lugares esgotam mais depressa, por serem em voos regulares”, explica Nuno Anjos, diretor comercial do operador Soltrópico.

Na agência Abreu, já só resta  disponibilidade “nos destinos mais baratos”, segundo o diretor José Manuel Ferraz. “Este ano, inclusive, houve produtos que superaram as vendas de 2011: Dubai, Nova Iorque, Disney”, enumera o responsável. “Para Nova Iorque, só há vagas porque reforçámos a oferta em largas dezenas de lugares”, revela.

Apesar de haver destinos com partidas esgotadas ou perto disso, como Cabo Verde ou Brasil, fonte da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo não hesita em prever que “o ano vai encerrar  com uma quebra de 20% no segmento das viagens de lazer”.

Bruno Freitas, diretor regional do Turismo da Madeira, confirma a quebra no mercado interno e adianta que, apesar de a ocupação prevista estar 10% acima do ano passado e “a hotelaria estar com uma ocupação média de 70% para a passagem de ano”, se vier a encher, “principalmente nos hotéis de quatro e cinco estrelas da cidade, será com estrangeiros”.

A maioria dos portugueses que aproveitava o natal e o fim de ano para viajar vai fazer reservas, “quando muito depois do dia 15”, segundo Cristina Siza Vieira, presidente da Direção Executiva da Associação da Hotelaria de Portugal. Por agora, as reservas ficam-se por “hotéis de proximidade dos grandes centros urbanos de Lisboa e Porto e os cruzeiros no Douro”, segundo Nuno Paixão, diretor comercial da Bestravel. Nas viagens de preços mais acessíveis, aquele responsável quantifica a quebra em 35 a 40% relativamente aos valores de 2010.

Gonçalo Salgado, responsável pelo marketing da Geostar, também espera que as reservas dos portugueses para a época que se avizinha se concentrem em “uma ou duas noites, em destinos mais perto e mais baratos”.

Porém, a Serra da Estrela, um destino interno com tradição na passagem de ano que ficou “mais longe” com a introdução de portagens nas scut, “está a registar de uma forma global menos procura face a igual período do ano passado”, de acordo com Luís Veiga, administrador executivo do grupo Natura IMB. As taxas de ocupação “rondam os 30%” e só a unidade de cinco estrelas, o H2Otel Congress & Medical Spa, “a taxa de ocupação para o natal e fim de ano é de 100%. Nos hotéis da Turistrela, segundo o diretor Rui Abrantes, “as perspetivas apontam para lotação esgotada, tal como em anos anteriores”.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/E

publicado por adm às 22:20 | favorito