Luz: aumento em 2,8% «não estimula comercializadores livres»

O presidente da Endesa Portugal, Nuno Ribeiro da Silva, disse esta quarta-feira que o aumento de 2,8% dos preços da eletricidade, a partir de janeiro, não estimula os comercializadores em regime livre a atuarem no mercado doméstico «com agressividade».

À margem do XI Fórum da energia, promovido pelo Diário Económico, Nuno Ribeiro da Silva defendeu que «a tarifa que agora foi proposta e que, em princípio será corrigida em março, não é suficiente ou não é muito estimulante para os comercializadores em regime livre atuarem no mercado com agressividade».

«Com esta tarifa que agora está em discussão não estamos com condições para aumentar a agressividade no mercado para concorrência no segmento doméstico», declarou, citado pela Lusa.

O regulador de energia vai propor um aumento de 2,8% dos preços da eletricidade a partir de 1 de janeiro de 2013 para os consumidores domésticos em Portugal continental, ou seja, mais 1,24 euros por mês em média.

Esta é a primeira tarifa transitória proposta pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) no âmbito do processo de liberalização do mercado de eletricidade e vai vigorar até 31 de março do próximo ano, altura em que o regulador voltará a anunciar uma outra tarifa transitória de 1 de abril até 30 de junho e assim sucessivamente, trimestre a trimestre até final de 2015.

Nuno Ribeiro da Silva adiantou que a Endesa está a «estudar a proposta para ver alterações que possam ser feitas no conselho tarifário», órgão consultivo que dará a sua decisão final a 15 de dezembro.

O presidente da Endesa Portugal destacou o passo positivo que foi dado na transparência das tarifas, com «a limitação de muitos dos custos cruzados que existiam na definição de tarifas».

O aumento de 2,8% proposto ao Conselho Tarifário, que dará a sua decisão final a 15 de dezembro, permite concluir, segundo a ERSE que «a expressão, nos orçamentos familiares, do aumento subjacente à proposta de tarifas de venda a clientes finais para 2013 é de 1,24 euros, para uma fatura média mensal de 47 euros», abrangendo a maioria das famílias portuguesas, cerca de 5,6 milhões de consumidores.

fonte^:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 20:22 | comentar | favorito