Oficinas lucram com crise na venda de carros novos

As oficinas e empresas que comercializam componentes e acessórios estão a lucrar com a crise na venda de carros novos, defenderam esta quarta-feira profissionais da área no dia de estreia da Expoauto - Salão Automóvel e da Mecânica.

«As pessoas têm cada vez menor poder de compra e estão a estender ao máximo a manutenção dos carros, pelo que se nota um acréscimo na procura das oficinas de reparação», disse uma das responsáveis por uma empresa que representa e comercializa peças para automóveis japoneses e coreanos, Ana Ribeiro, presente no evento que decorre até domingo na Exposalão, Batalha, e no qual são esperados cerca de 50 mil visitantes.

Em Portugal «trocava-se de carro em menos tempo e isso já não acontece» e, por isso, «há cada vez mais gente a reparar as viaturas» e cada vez mais empresas no negócio de peças, no pós-venda, sublinhou outro profissional do mesmo setor, Bruno Rodrigues, cita a Lusa.

A crise que assola o setor automóvel chegou também ao comércio de pneus: «O nosso cliente profissional tem dificuldade em vender novo e o automobilista não tem dinheiro para comprar outro pneu», pelo que a solução, no mercado de hoje, «passa pela reparação e em vulcanizar os pneus», frisou o responsável por uma empresa que vende equipamento de recauchutagem, Vítor Rocha.

Na área dos lubrificantes e aditivos, a crise no setor também trouxe oportunidades para fazer crescer o negócio, num mercado que valoriza cada vez mais produtos que contribuam para a longevidade da viatura.

Um dos profissionais da área, Paulo Augusto, revelou que só no primeiro semestre a empresa registou um aumento de 80% no volume de negócios.

O representante de um concessionário da Mitsubishi, Hyundai e Nissan salientou que «o tempo de troca de carro, em média, é já superior a dez anos» e defendeu que a real quebra de vendas de viaturas em Portugal ultrapassa os 50%, superior aos 42% avançados pela Associação Automóvel de Portugal referentes aos primeiros nove meses de 2011.

Por isso, explicou Paulo Sismeiro, «o mercado das oficinas e o pós-venda, neste momento, são muito importantes», pelo que é necessário investir na «concessão integrada e com várias marcas, como se fosse um supermercado de carros».

Já o responsável por um concessionário da Mercedes Benz, Mário Barreiros, sustentou que «no setor automóvel não há ninguém que não se tenha ressentido».

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

publicado por adm às 20:18 | favorito