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31
Out12

China promete a Portugal «apoio concreto» contra crise

adm

O embaixador chinês em Portugal disse esta quarta-feira que Pequim apoia, de forma concreta, as ações do governo português contra a atual crise financeira, e garantiu que as políticas da China para estimular o consumo criam oportunidades para as empresas portuguesas.

«Com a nova conjuntura da crise da dívida soberana na zona euro, a China pretende continuar a ser o amigo e o parceiro confiável de Portugal dentro do quadro geral da relação sino-europeia, apoiando com ações concretas o esforço da parte portuguesa contra a crise da dívida soberana e participando, através dos canais apropriados, na resolução da crise na zona euro», disse o embaixador Zhang Beisan, num discurso durante o Fórum Portugal-China, da Universidade Lusíada, que hoje decorreu em Lisboa, cita a Lusa.

Numa intervenção em que fez o historial das relações diplomáticas entre a China e Portugal, Zhang considerou o momento atual como uma conjuntura de oportunidades para a cooperação entre a China e Portugal, ate graças às políticas económicas internas chinesas.

«Num próximo passo, a China vai promover as políticas de alargamento da procura interna e encorajar ativamente as empresas qualificadas a fazer mais investimentos no estrangeiro, o que oferecerá oportunidades importantes para a cooperação sino-portuguesa, nas áreas economico-comercial, científica e tecnológica, criando boas oportunidades para as empresas portuguesas entrarem no mercado chinês», referiu.

Presente no fórum esteve também, como orador, Vasco Rocha Vieira, o último governador de Macau, que defendeu que as opções políticas de fundo que a administração portuguesa de Macau tomou, continuaram a ser seguidas após a transferência de administração do território, em dezembro de 1999.

«Houve uma continuidade nos rumos traçados desde o tempo da administração portuguesa e muitas dessas pedras foram conversadas e discutidas com a China, para garantir que essa continuidade ia existir» adiantou na conferência.

Rocha Vieira considerou «evidente» o reforço da modernização e da singularidade de Macau, bem como o reforço do território como plataforma.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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