IVA: restaurantes ponderam encerrar WC como protesto

Os restaurantes e cafés estão a ponderar fechar as casas de banho ou então encerrar um dia ou mais ao público como forma de protesto contra o IVA.

O setor vai discutir essas medidas em plenário na próxima semana, segundo a associação AHRESP: «A situação é de desespero. Todas as formas de luta estão em cima da mesa: encerramos um dia, fechamos as casas de banho, penduramo-nos no arco da rua Augusta... o que for decidido será feito», disse à Lusa o secretário-geral da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal AHRESP, José Manuel Esteves.

A versão preliminar da proposta de Orçamento do Estado para 2013 não prevê qualquer alteração na taxa de IVA, atualmente no valor máximo de 23%, que, segundo a AHRESP, ameaça a sobrevivência do setor.

A reunião do conselho nacional da associação vai ter lugar na próxima semana ou o mais tardar no início da semana seguinte, segundo José Manuel Esteves, para discutir com os associados formas de luta, pelo facto de não se prever qualquer alteração da taxa de IVA aplicada ao setor no próximo ano.

«Em novembro é pago o terceiro trimestre de IVA, mas as microempresas não o vão liquidar porque não têm dinheiro, e aí o ministro das Finanças vai aperceber-se do massacre que anda a fazer».

A AHRESP diz que no pagamento do segundo trimestre do IVA este ano, as microempresas do setor tiveram que pedir empréstimos para o fazer, mas neste momento não há mais património para empenhar: «Agora vamos assistir ao não pagamento do imposto ao Estado, ao encerrar de empresas e ao desemprego de trabalhadores».

Os empresários do setor preparam-se ainda para no próximo dia 24 «encher» as galerias da Assembleia da República na discussão da petição sobre o IVA promovida pela associação.

«Vamos todos de gravata preta porque isto é o nosso enterro», disse, acrescentando que os associados da AHRESP chegaram «ao limite da saturação, paciência e da resistência física, económica e social».

«Temos casos gravíssimos. De pessoas desesperadas. A partir de agora, não aceitamos mais que haja um Governo cego e mudo. Vamos exigir que o Governo assuma a responsabilidade pelo mau orçamento que está a fazer».

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

publicado por adm às 11:12 | favorito