Novos escalões de IRS: taxa mais baixa passa para 14,5%

Rendimentos entre 7 e 20 mil euros anuais pagam 28,5% e quem ganha entre 20 e 40 mil euros por ano vai pagar 37%

NOVOS ESCALÕES:
Até 7 mil euros - 14,5%
De 7 mil a 20 mil euros - 28,5%
De 20 mil a 40 mil euros - 37%
De 40 mil a 80 mil euros - 45%
Mais de 80 mil euros - 48%

ESCALÕES ANTIGOS:
Até 4.898 euros - 11,5%
De 4.898 a 7.410 euros - 14%
De 7.410 a 18.375 euros - 24,5%
De 18.375 a 42.259 euros - 35,5%
De 42.259 a 61.244 euros - 38%
De 61.244 a 66.045 euros - 41,5%
De 66.045 a 153.300 euros - 43,5%
Mais de 153.300 euros - 46,5%


O escalão mais baixo de rendimento (até 7 mil euros) passa a pagar uma taxa de IRS de 14,5%, de acordo com uma versão preliminar da proposta do Orçamento do Estado para 2013 (OE2013) a que a TVI teve acesso.

No documento, os escalões de IRS são reduzidos de 8 para 5, tal como o Governo tinha já anunciado. O primeiro escalão, com os rendimentos mais baixos, até 7 mil euros anuais, fica sujeito a uma taxa de 14,5%, em vez dos anteriores 11,5%.

O segundo escalão, para rendimentos entre 7 e 20 mil euros, passa a pagar uma taxa de 28,5%, e o terceiro escalão, para rendimentos entre 20 e 40 mil euros, paga uma taxa de IRS de 37%. Será nestes dois escalões que recairá o grosso dos trabalhadores portugueses.

Os rendimentos entre 40 e 80 mil euros correspondem ao quarto escalão, passando a pagar uma taxa de 45%.

O escalão mais elevado, para quem aufere mais de 80 mil euros por ano, sobe para 48%.

Recorde-se que o ministro das finanças tinha já admitido que o reescalonamento do IRS implicaria um aumento médio de dois pontos percentuais na taxa efetiva de imposto a pagar pelos portugueses.

Estas novas taxas aplicam-se aos rendimentos de 2013, que serão declarados na primavera de 2014, mas o Governo deverá proceder já no início do ano que vem a uma atualização das tabelas de retenção na fonte, para ajustar as retenções às novas taxas, pelo que os portugueses vão sentir a diferença nos vencimentos logo no fim do mês de janeiro.

Recorde-se ainda que, além do aumento de impostos decorrente do reescalonamento do IRS, os portugueses vão ainda ser sujeitos a uma sobretaxa de 4%, que vai também incidir sobre o rendimento todos os meses.

O escalão mais elevado de rendimento fica ainda sujeito a uma taxa de solidariedade de 2,5%.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

publicado por adm às 21:50 | comentar | favorito