Aumento de IRS terá impacto «brutal» na «retração do consumo»

A Confederação dos Serviços de Portugal (CSP) e a Confederação do Turismo Português consideram que as novas medidas do Governo vão agravar a retração no consumo.

Essa contração do consumo irá afectar «negativamente a atividade das empresas que dependem do mercado interno», sublinha a CSP. Este é o «maior e mais draconiano ataque à economia portuguesa de que há memória», afirma o presidente da CSP, Luís Reis, que considera que o aumento de impostos anunciado «vai prejudicar fortemente os consumidores e as empresas, pois constituem um poderoso incentivo a que as pessoas não consumam e a que as empresas não sejam produtivas».

Para Luís Reis, «a recuperação económica ficará, desta forma, ainda mais comprometida».

A Confederação «sublinha que o Governo não anunciou uma única medida concreta de redução da despesa do Estado, reforçando o peso relativo que o lado da receita possui no esforço de consolidação orçamental, o que é altamente negativo».

«Agravamento da retração do consumo»

A Confederação do Turismo (CTP) considera que as novas medidas do Governo «continuam a contribuir de forma inegável para o agravamento da retração do consumo» o que, consequentemente, afetará «negativamente a atividade das empresas que dependem do mercado interno».

Embora, a CTP diga que entende a necessidade de serem cumpridas as metas acordadas com a troika com o objetivo de combater o défice estrutural, continua «a considerar fundamental a adoção de medidas claras de estímulo à economia», lê-se em comunicado, em reação às medidas anunciadas pelo ministro das Finanças.

A conferação garante, por isso, que continuará a defender, quer em sede de Concertação Social quer junto dos decisores, «uma estratégia de equilíbrio orçamental baseada na contração da despesa pública e na aplicação de medidas que permitam evitar a baixa de consumo, e ainda medidas que eliminem as barreiras aos setores exportadores», como é o caso do seu setor.

«Em face da gravidade do aumento da carga fiscal anunciada, a qual abrange todo o tipo de rendimentos tributáveis, incidindo embora, com maior peso relativo, nos rendimentos do trabalho», a CTP avança que irá «trabalhar em estreita colaboração com o Ministério da Economia e Emprego, não só no sentido de encontrar soluções para atenuar os efeitos altamente penalizadores do atual agravamento dos custos de contexto, como também em medidas que possam promover, de forma significativa, a competitividade do setor do turismo e das suas empresas».

A confederação refere ainda que os referidos custos de contexto «têm vindo a asfixiar de forma crescente as empresas turísticas», que são «alvos fáceis pela transversalidade das suas atividades». Por outro lado, «o destino Portugal e os das suas regiões têm que poder definitivamente rentabilizar a sua excelente capacidade instalada e infraestruturação, pois, na conjuntura económica que o país atravessa, as empresas do setor do turismo têm que ser olhadas como podendo constituir a salvação da economia portuguesa, no curto prazo», concluem.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt

publicado por adm às 23:09 | comentar | favorito
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