Portugueses desconfiam de advogados e políticos

Os portugueses confiam nos bombeiros, nos professores e nos carteiros, mas desconfiam cada vez mais de advogados e políticos. Sindicatos, organizações de caridade, jornalistas, juízes e publicitários tiveram uma "significativa" queda de confiança, revela um estudo.

 

Bombeiros e professores surgem como os profissionais mais confiáveis. No fundo da tabela, estão os políticos, os advogados e os banqueiros, com os primeiros a sofrer uma queda de sete pontos em relação ao ano passado, e mantendo a tendência já verificada nos últimos três anos.

O estudo foi feito em 19 países, a grande parte da Europa, e consistiu em determinar os níveis de confiança que os cidadãos têm em relação a 20 profissões e organizações profissionais. Os portugueses são dos mais descrentes comparando com outros anos, revela o estudo da companhia de estudos de mercado GFK.

Em relação aos anos anteriores, os portugueses mostraram este ano uma "significante" quebra de confiança praticamente em todas as profissões, especialmente em sindicatos, organizações de caridade, jornalistas ou juízes e publicitários.

Em toda a Europa, os bombeiros são os que estão no topo da tabela dos mais confiáveis. A Suécia apresenta-se como o país onde mais se confia nos diferentes profissionais, sendo os belgas os mais desconfiados.

Na Alemanha, ainda segundo o estudo, é onde menos se acredita nos administradores de empresas, mas onde os advogados têm melhor aceitação, enquanto o Reino Unido é o mais desconfiado em relação aos jornalistas.

 

Também em termos gerais, além dos bombeiros, os países que participaram no estudo confiam em termos gerais nos professores, nos médicos, nos carteiros e nos militares e polícias. Em toda a parte os políticos aparecem no fundo da tabela.

Ainda que sem serem diferenças significativas, Portugal acredita mais nos professores e nos militares do que a média europeia, e é também dos que mais confia nas organizações de defesa do meio ambiente (79 pontos dados por Portugal, contra os 67 da média dos países europeus).

Apesar da confiança estar em declínio os portugueses ainda assim são dos mais crentes na igreja (69 pontos, contra 51 da média europeia), nos funcionários públicos, nos jornalistas, e nos profissionais de estudos de mercado e de marketing.

Já os advogados e juízes merecem muito menos credibilidade para os portugueses do que para os restantes europeus participantes no estudo (36 pontos contra 52 em relação a advogados, e 44 contra 63 em relação a juízes). Portugal é também dos que menos confia nos políticos, sendo neste caso os Estados Unidos o campeão da confiança.

O grupo GFK é uma das maiores companhias de estudos de mercado do mundo. Em Portugal a pesquisa foi feita com 1257 entrevistas. Em todos os países foram feitas 19 261 entrevistas.

 

Além de Portugal participaram países como a Espanha, França, Itália, Alemanha, Reino Unido, Bélgica, Holanda, Turquia, Estados Unidos, Brasil ou Índia.

fonte:http://www.jn.pt/

publicado por adm às 23:34 | comentar | favorito