Passos surpreendido com discussão sobre a TSU

O primeiro-ministro admitiu esta quinta-feira ter ficado surpreendido com o nível da discussão em torno da proposta do Governo para aumentar as contribuições dos trabalhadores para a Segurança Social, a par com um corte da Taxa Social Única (TSU) a pagar pelas empresas, sobretudo com a argumentação dos empresários.

«Foi com alguma surpresa que vi algum nível de argumentação em torno da discussão desta matéria», disse Pedro Passos Coelho.

«Mas houve uma parte da discussão que nos é útil para futuro», sublinhou, referindo-se a «um conjunto de empresários que confessaram publicamente temer represálias que os seus trabalhadores pudesses efetuar na medida em que houvesse a consciência de que no fundo o que nós estivéssemos a fazer era uma transferência da riqueza dos trabalhadores para as empresas».

Passos considera que se as empresas estão «reconduzidas à dialética do trabalho e do capital, então teremos progredido muito pouco ao longo destas dezenas de anos de aprendizagem democrática».

Passos falou ainda sobre a crise que Portugal atravessa e considerou que «depende dos portugueses» o desfecho.

Durante um almoço conferência sobre desenvolvimento sustentável, no Centro de Congressos do Estoril, sublinhou a importância da disponibilidade dos portugueses para prosseguirem o «esforço de ajustamento» da economia portuguesa, afirmando que «se isto vai tudo correr bem ou tudo correr mal» depende muito da vontade coletiva.

Revelando não ter dúvidas de que o país está no rumo certo, questionou no entanto «a vontade suficiente e a consciência necessária para continuar este processo daqui para a frente ou não».

«Quanto ao nível de vontade coletiva e de consciência coletiva do que temos de fazer daqui para a frente, a mim cabe-me fazer alguma pedagogia, dar algumas pistas de reflexão, mas sois vós, no conjunto, é a sociedade que tem de se manifestar quanto a isso. Saber se daqui para a frente isto vai tudo correr bem ou tudo correr mal depende muito da nossa vontade coletiva e da consciência que temos dos problemas», afirmou. 

«Naturalmente, se não a nossa perceção interna e a nossa vontade não for esta, dificilmente quem vê de fora ficará com melhor impressão e quererá ajudar mais. Isso depende de nós, estritamente de nós», reforçou.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 22:23 | comentar | favorito