Dirigentes do CDS apelam para reconsideração de redução da TSU

O presidente da mesa do conselho nacional do CDS-PP afirmou que vários dirigentes convergiram hoje num apelo ao primeiro-ministro para que reconsidere a redução da TSU para as empresas, sublinhando que o partido nunca a defendeu.

Antes do conselho nacional, António Pires de Lima disse também aos jornalistas que da reunião da comissão política, que decorreu entre as 11h e cerca das 15h, no Porto, saiu "uma manifesta consensualização" de que o país não vive "tempos" em que possa ser "confrontado uma crise política".

"Aquilo que nós, muitos dirigentes, pedimos, não é uma posição oficial deste conselho nacional, consideramos que seria útil, em nome do que era a bondade desta medida, que não nos parece muita, que houvesse uma reconsideração desta medida", afirmou António Pires de Lima aos jornalistas.

CDS nunca defendeu redução da TSU

 

Quando questionado sobre o aval à medida dado pelo presidente do CDS e ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, Pires de Lima respondeu não querer "entrar nessa polémica".

"Acho que toda a gente tem a noção de que a posição do CDS nesta matéria não é propriamente nova. Nunca viram o CDS ao longo dos últimos anos defender uma redução da Taxa Social Única para aumentar a competitividade da economia portuguesa e muito menos à custa dos trabalhadores", defendeu.

Pires de Lima reiterou o argumento de que os benefícios da redução da TSU para as empresas são "marginais" relativamente à criação de emprego e captação de investimento e está totalmente desligada da consolidação orçamental.

"Creio que ao longo deste conselho nacional e como corolário deste conselho nacional acabaram por sair propostas concretas ou, pelo menos, linhas de orientação concretas, que não adiantarei agora, é preciso ouvir todos os conselheiros, relativamente ao processo de consolidação orçamental que se tem de fazer no próximo ano e em relação a esta medida da Taxa Social Única", reiterou.

Partido não alimentará "uma crise política"

 

O presidente da mesa do conselho nacional defendeu a importância de que "o próximo Orçamento do Estado possa continuar a congregar os portugueses e a ser um fator de coesão social, apesar das dificuldades e dos sacrifícios que estão a ser pedidos".

Pires de Lima quis "desdramatizar as divergências de opinião entre dois partidos diferentes" e insistiu que o CDS não alimentará "uma crise política a acrescentar às dificuldades" do país.



fonte:: http://expresso.sapo.pt/ 

publicado por adm às 23:36 | comentar | favorito