Carros de alta cilindrada: mais impostos é «dramático»

O diretor geral da Audi disse esta quarta-feira que a intenção do Governo em aumentar os impostos para carros de alta cilindrada é «terrível» e «dramático» para o setor, já que as vendas irão cair ainda mais, obrigando a nova redução de pessoal.

Licínio Almeida, que falava aos jornalistas na apresentação do novo modelo A3 em Lisboa, disse que «tem havido uma redução de pessoal muito significativa no setor e infelizmente continuamos com uma carga fiscal exageradíssima», e embora «ainda não se saiba o que o Governo quer dizer com o aumento de impostos para os proprietários de carros de alta cilindrada», tal situação vai provocar uma maior queda nas vendas de automóveis em 2013 relativamente a este ano.

Segundo dados da Associação Automóvel de Portugal (ACAP), as vendas de carros estão com uma queda de 40,4% entre janeiro e agosto deste ano, sendo que o diretor geral da Audi prevê que em 2012 o mercado «não vai sequer chegar aos 100 mil automóveis vendidos, provavelmente até aos 95 mil, estando aos níveis de 1985».

Licínio Almeida referiu, citado pela Lusa, que a perceção de que em Portugal existem muitos carros de alta cilindrada ou automóveis novos «é errada» quando comparada com outros países europeus e o aumento da carga fiscal «tem como consequência o envelhecimento do parque automóvel, que atualmente está nos 11 anos».

Frisando que a maioria dos portugueses só troca de carro de 11 em 11 anos, o responsável da Audi em Portugal alertou para o facto de «só a Dinamarca e a Grécia têm uma carga fiscal superior à de Portugal».

Licínio Almeida adiantou que a tendência das vendas de carros nó último trimestre do ano «é de queda», embora «possa recuperar um pouco devido às alterações previstas ao Imposto Sobre Veículos (ISV) previstos para o próximo ano, mas serão sempre migalhas».

Ou seja, o diretor geral da Audi considera que, se o ISV for muito oneroso para o próximo ano, conforme foi na terça-feira anunciado pelo ministro das Finanças Vítor Gaspar, alguns dos clientes poderão antecipar a compra do carro para os últimos meses do ano.

Para fazer face à crise, Lícínio Almeida refere que a Audi «tem um plano de produto muito ambicioso», mas em Portugal «há que viver com o mercado que temos».

Daí ter anunciado o lançamento do novo modelo A3, a 18 de setembro, «um pilar fundamental da atividade da marca», sendo que o primeiro foi lançado em 1996 e, desde essa altura, a Audi já vendeu 33 mil carros.

O A3 já representou 25 por cento das vendas da Audi, mas, segundo Licínio Almeida, «no futuro, devido à introdução do A1, este modelo poderá representar 20 a 22 por cento» dos todos os carros Audi vendidos em Portugal.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 22:13 | comentar | favorito
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