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11
Ago12

Inflação sobe para 2,8% com mais despesas no lar

adm

A taxa de inflação em Portugal voltou a acelerar em julho deste ano, atingindo os 2,8% face ao homólogo, quando em junho a taxa interanual tinha ficado nos 2,7%. O aumento deve-se sobretudo às maiores despesas que os portugueses têm no lar, nomeadamente o aumento no gás e eletricidade.

Excluindo a energia e os bens alimentares não transformados, a taxa foi 1,3%, menos 0,2 pontos percentuais (p.p.) que a observada em junho.

Entre as classes que mais contribuíram para o aumento, o Instituto Nacional de Estatística (INE) destaca a Habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis e, com menor expressão, os Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas, os Restaurantes e hotéis e os Transportes.

O índice de preços no consumidor (IPC) só não aumentou mais por causa do Vestuário e Calçado e da Saúde, onde os preços recuaram.

«Comparando a taxa de variação homóloga de julho de 2012 com a média das taxas de variação homólogas dos três meses anteriores, é de realçar o comportamento da classe da Saúde, que passou de uma variação homóloga média positiva para uma variação negativa em julho, influenciada pelas alterações dos preços dos medicamentos genéricos. Destaca-se também a desaceleração, face aos 3 meses anteriores, do índice da classe dos Transportes, sobretudo devido à evolução dos preços dos combustíveis», esclarece o INE, realçando ainda «o comportamento das classes dos Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas e das Bebidas alcoólicas e tabaco, que registaram as acelerações mais significativas face aos 3 meses anteriores».

Entre junho e julho, os preços não registaram grandes alterações. Aliás, a taxa foi nula na comparação mensal. No mês anterior tinha caído duas décimas.

A variação mensal nula do índice agregado resultou da conjugação de efeitos contrários das diferentes classes. A classe com o maior contributo positivo para a variação do índice total foi a dos Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas, com uma variação mensal de 1%, seguida da classe dos Transportes, com uma variação mensal de 0,7%.

Por outro lado, a classe com o maior contributo negativo foi a do Vestuário e calçado, com uma variação mensal de -11,1%, influenciada fundamentalmente pelo período de saldos.

Em termos harmonizados, que permite uma comparação com os parceiros da Zona Euro, a taxa de inflação homóloga nacional foi 2,6%, superior em 0,3 p.p. à taxa média do grupo (2,4%). Em termos mensais, o aumento foi de duas décimas quando, na Zona Euro, e segundo as estimativas do Eurostat, terá havido uma descida de 0,6%.

A variação média anual dos últimos 12 meses situou-se nos 3,2%, mais cinco décimas que na média do euro.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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