Preços da eletricidade no mercado livre são 7% a 8% mais baratos

Os preços da eletricidade no mercado livre de enrgia são 7% a 8% mais baratos que no mercado regulado, disse hoje o responsável da DECO com a pasta da energia, Vítor Machado.

De acordo com este responsável, que falava na conferencia do Diário Económico sobre o mercado liberalizado de energia, "esta é a poupança máxima que se consegue obter" neste momento.

Para Vítor Machado, a melhor oferta no mercado é ainda a bi-horária, mas esta está ainda no mercado regulado e não só vai terminar quando o mercado estiver totalmente liberalizado, como "já não existe para quem fizer um novo contrato". É por isso que a DECO considera que é importante apresentar uma tarifa bi-horária no mercado livre.

A EDP e a Endesa, que também estão presentes na conferencia, garabtem que assim que for competitivo vão ter uma oferta semelhante à bi-horário, mas atentam que agora não é possível porque esta é uma tarifa subsidiada.

"Há 800 mil clientes no bi-horário o que quer dizer que os outros cinco milhões estão a pagar para que haja essa subsidiação da tarifa bi horária. Se todas as tarifas foseem bi-horárias o mercado colapsava", disse o adminstrador da EDP, responsável por esta área de negócio, Miguel Stilwell.

A DECO alertou ainda que o prazo para a liberalização é curto e que para que o mercado esteja totalmente livre em 2016, como previsto, é preciso que  passem para esse mercado seis mil clientes por dia, "e isso não é possível", disse Vítor Machado.

O secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, que está também neste encontro, disse que os prazos foram discutidos com a troika e que foram alterados em relação ao prazo inicial.

"O que estava previsto pela troika era que a liberalização total do mercado fosse em janeiro de 2013, mas o Governo negociou o prazo e tentou aumentá-lo ao máximo porque compreendemos que não é aceitável, do posto de vista social, agravar de forma sucessiva e abrupta as tarifas para obrigar as pessoas a mudar", disse.

"Espero que os prazos que temos sejam suficientes", acrescentou.

Artur Trindade lembrou ainda que o défice tarifário nada tem a ver com os preços do retalho. "O défice tarifário, que estamos a tentar resolver, são custos que são levados à tarifa de acesso às redes", esclareceu.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/E

publicado por adm às 22:22 | comentar | favorito