Troika dá luz verde para criação de taxa única de 25% nas rendas

A criação de uma taxa especial de 25% em sede de IRS para rendimentos provenientes de rendas é bem vista pela ‘troika’.

A ‘troika' vê com bons olhos a criação de uma taxa especial de 25% em sede de IRS para rendimentos provenientes de rendas. O Governo já admitiu que está a estudar a medida, com o objectivo de igualar o tratamento fiscal destes rendimentos aos dos juros e dividendos, por exemplo - actualmente sujeitos a uma taxa de 25%. No entanto, era necessário um parecer da ‘troika' para a decisão final do Executivo poder avançar ou não. Mas apesar do aval, até ao fecho da edição, o Diário Económico apurou que não havia ainda uma decisão fechada sobre a matéria.

O Diário Económico sabe que a ‘troika' considera que seria benéfica a criação da taxa para o mercado de arrendamento na medida que coloca em igualdade de circunstâncias todos os activos, sejam eles financeiros ou de propriedade.

Esta solução beneficiaria os proprietários com rendimentos mais elevados. É que estes contribuintes deixariam de ter de englobar (somar) os rendimentos de rendas aos seus rendimentos do trabalho como acontece actualmente e passariam a ter a opção de sujeitar os ganhos com as rendas à taxa especial de 25%. Assim, a medida vai favorecer quem ganha mais de 18.375 euros por ano - na prática quem se situa no escalão de rendimentos dos 35,5%. Logo, a parcela correspondente aos rendimentos de rendas será tributada a uma taxa menor, de 25%.

Também o PS já tinha proposto este incentivo para o mercado de arrendamento, ainda durante o Governo de Sócrates. Os socialistas recuperaram agora a proposta e também pretendem que os rendimentos sejam taxados a 25%, tal como já tinham anunciado. O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, também é favorável à ideia, mas sugeriu na semana passada no Parlamento uma taxa inferior à proposta pelo Governo e pelo PS. "Seria melhor aplicar uma taxa inferior à que é aplicada nos rendimentos de capital para que se incentivasse o investimento no mercado de arrendamento", afirmou.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 08:24 | comentar | favorito