Fim das deduções provoca antecipação de despesas de saúde

Se tiver gastos para fazer na área da saúde e se puder, antecipe-os até ao final do ano. Assim, ainda poderá proceder às deduções e ser reembolsado na declaração de rendimentos de 2011, a ser apresentada no início do próximo ano.

No memorando de entendimento com a troika está previsto que o ano de 2011 seja o último em que as despesas de saúde serão deduzidas sem limite. No IRS de 2011, que terá de ser apresentado entre Fevereiro e Abril de 2012, ainda vai ser considerado 30% de todas as despesas de saúde que os contribuintes apresentarem, aceitando deduzi-las enquanto houver IRS a pagar.

Mas em 2013, quando for feita a entrega da declaração de rendimentos de 2012, os contribuintes vão sentir na pele o fim das deduções nas despesas da saúde, educação e habitação.

Em 2009, os portugueses pouparam 703 milhões de euros no IRS, só em despesas de saúde. Este foi um valor recorde, sem comparação possível nos antes anteriores, de acordo com  o Jornal de Negócios.

No ano de 2006, os portugueses pouparam 554 milhões de euros, em 2007, a poupança foi de 610 milhões de euros, um aumento de 10%. Em 2008, as deduções na saúde chegaram aos 649 milhões de euros, mais 6% em relação ao ano anterior, e em 2009, voltaram a aumentar 8%, para os 702,6 milhões de euros.

A saúde é a despesa mais popular no IRS, sendo aproveitada por 3,3 milhões de agregados familiares, e em média, cada agregado poupa cerca de 213 euros anualmente no IRS. Esta dedução representa também a maior despesa fiscal para o Estado, com os juros e amortização de crédito à habitação, a vir a seguir.

Alterações nas deduções da Saúde:

Até agora, a Administração Fiscal permite que por cada 100 euros de despesa com saúde (medicamentos, óculos, aparelhos para os dentes, consultas) se abatam 30 euros ao imposto a pagar. E estabelece ainda que não haja qualquer limite na declaração deste tipo de despesa. Em 2012 já não será assim. 

No memorando que assinou com Portugal, a troika estipula que até ao final de Setembro, seja aprovada legislação que crie "um tecto global" para estas despesas. A medida terá um forte impacto na factura de IRS das famílias. Basta referir que os portugueses apresentaram uma média de 650 milhões de euros por ano em despesas de saúde ao longo dos últimos anos e que a troika quer que sejam eliminados "em dois terços do total" as deduções fiscais em encargos de saúde.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt

publicado por adm às 22:22 | favorito